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NEM NÃO E NEM TALVEZ

Um novo ano já se apresenta ensolarado, fazendo o suor escorrer pelo corpo, num lamento devido a desidratação sempre eminente e a vontade permanente de não se fazer nada, além de curtir uma praia ou uma piscina e na falta dos dois, uma mangueirada, já seria o ideal dos Deuses. Como sou privilegiada pelas águas mornas de minha Ponta de Areia e na preguiça me refresco no chuveirão a qualquer hora, chego então, a ter disposição para escrever sobre gente e sobre as coisas que vivencio ou simplesmente presencio e, neste novo ano, terei muito que apreciar, afinal, tudo promete não ser como dantes no quartel de Abrantes. Será? Na realidade, estou pagando para ver, até porque, melhor do que estava, será um espetáculo que desejo muito vivenciar, aliás não só eu, como toda esta população crédula, doce e apaixonada que além de pacífico, ainda é capaz de acreditar em contos de fadas, enxergando o rosa, o branco e o amarelo, na carruagem reluzente da esperança. Mas não sei porque, lá no fundinho do meu coração, reside um pequeno, mas ranheta sentimento de medo, sempre que ouço alguém comentar que reis e Rainhas, não aceitam o Não e muito menos o Talvez, transformando amigos em cumplices subservientes que lustram a coroa e envenenam o vinho. Agora peguei pesado, comecei a falar do calor, deslizei pelas perspectivas de um novo ano e acabo nos contos de Reis e bruxas, levando-me a crer que verdadeiramente, todo este calor escaldante, está derretendo meus neurônios, fazendo-me confundir gatos e lebres. Que coisa Hein!!!!!!!

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