sábado, 14 de janeiro de 2017

ATÉ QUANDO?

Sou avessa a qualquer trabalho jornalístico que busque escândalos e contínuo sensacionalismo, apesar de reconhecer que nos dias atuais é o que se vê em todas as mídias sem distinção, afinal, é o que a maioria do povo gosta e, portando, dá audiência e faturamento certo para os departamentos comerciais que sustentam todas elas, assim como fama de celebridades aos “agentes jornalísticos”, nem sempre profissionais de formação e experiência. Essa introdução é justamente para que não se confunda as minhas críticas ao Hospital Geral de Itaparica, até porque, não posso generalizar, desqualificando os esforços que são feitos por coordenadores, diretores médicos, enfermeiros e médicos, assim como os demais profissionais que em sua maioria são dedicados, além de qualificados para os cargos eu ocupam. Refiro-me a uma empresa gestora que há anos vem oferecendo aos cidadãos de Itaparica e Vera Cruz e outras comunidades adjacentes, um serviço medíocre em todos os sentidos. Durante algum tempo, fiquei me perguntando, por que estes profissionais aceitavam trabalhar em meio a precariedade, na relutância lúdica em reconhecer que infelizmente, a falta de apoio coletivo de coletas de função, inibe qualquer iniciativa, pois esqueci do famoso ditado popular que diz: “Andorinha sozinha não faz verão”, pois no mínimo se ferra. Creio infelizmente, que muitos ainda perderão suas vidas, quando apenas seria necessário um atendimento qualificado de profissionais que pudessem contar com exames imediatos que pudessem corroborar com os seus diagnósticos iniciais. Profissionais que não estivessem exaustos pela excessiva carga de atendimentos e quase total carência do tudo mais que pudessem lhes servir de apoio. Bem, não sou médica, jamais trabalhei na área de saúde, mas conheço um pouco a área humana, na qual dediquei toda a minha formação de profissional e ser humano, concluindo que é lamentável, ano após ano, a cena se repetir como um filme velho e corroído, sem que a população se rebele e os responsáveis pelas mazelas, devidamente punidos. Até quando, viveremos este abandono às nossas vidas? Até quando, morreremos para que outros se deem bem? Até quando, choraremos nossas dores na solidão da falta de conscientização de nossos direitos? O que eu sei é que poderia ser bem melhor...

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