sábado, 9 de maio de 2015

MINHAS MÃES


Dez, vinte, trinta, quarenta, cinquenta e agora, lá vão passando os sessenta e junto a eles, lá vou eu, ora sorrindo, ora chorando, se bem que, sorrindo bem mais do que chorando e sem pressa, apenas apreciando e sorvendo as paisagens.
Tudo sempre foi breve, por mais lenta que tenha sido a caminhada, pois ao me dar conta, já haviam se passado décadas na formação de minha história.
Uma a uma foram filmadas pelos meus sentidos e gravadas pela minha mente para que em momentos como o de agora, sossegada, eu pudesse revê-las através de doces lembranças que mesmo passados tantos anos, reaparecem diante de mim, sem lacunas, sem distâncias, como se o passar do tempo, não existisse.
Bendito filme que produzi na memória e cuja exibição, controlo através da mente, num resgate de pérolas, não necessariamente, só as belas.
As vezes dou pausa, respiro fundo, sorrio ou enxugo uma lágrima teimosa, afinal, o filme é longo e infinitas são as emoções.
Hoje é sábado, véspera do Dia das Mães e revendo as incontáveis cenas, sorrio novamente, apenas agradecendo, afinal, fui brindada a cada tempo com uma mãe diferente, nesta jornada de vida e liberdade.
Às minhas mães parceiras e queridas amigas, margens benditas deste meu caminhar, o meu sempre sorriso de agradecimento, a minha sempre lágrima de saudade.
Hilda carvalho- 1920 – 1969 (mãe)
Zizita Couto- 1920 – 1988 (sogra mãe)
Com cada uma convivi por vinte preciosos anos e de cada uma extraí tudo que coube em mim.
Para todas as mães deste convívio online, um enorme beijo no coração e em especial para a querida Antônia Melo Santos, amiga que se universalizou nesta semana, uma rosa imaginária

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