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O SILÊNCIO DOS NEM TANTO,INOCENTES...


 
A desfaçatez, o favoritismo, a desconsideração pelos bens públicos e principalmente o desrespeito que estas posturas imprimem ao bem comum foram e são os responsáveis pela totalidade das mazelas que assolam o nosso país, estando a maioria delas, travestida de coisa normal, por já fazer parte do folclore de que, A VIDA É ASSIM ou o que é pior, pela submissão que a maioria do povo brasileiro, principalmente em regiões pobres como é o caso do nordeste, onde o coronelismo se apresenta em vários estágios sociais, inclusive no meio da contravenção e mesmo do crime, disfarçado de GENTE FINA, acima de qualquer suspeita.

Em meus estudos solitários, observo o quanto a educação é relegada em prol de uma manutenção dolorosa da ignorância dos direitos, da ética e do respeito cidadão, criando-se por todo o tempo a extensão da falta de conhecimentos para que as gerações permaneçam aquém de qualquer visão mais abrangente além da busca em alguns casos frenéticas, da solução imediata das próprias  e supostas necessidades em detrimento do outro ou da grande maioria, partindo-se então desta premissa para uma aplicação desumana de falso amparo, onde até o pão pode ser oferecido, novamente em detrimento da perda de direitos de se ter opiniões diferenciadas dos seus algozes.

Estas ações continuadas são possíveis de serem identificadas sem maiores dificuldades, não exigindo do observador, maiores conhecimentos antropológicos, necessitando, entretanto, que o observador, não esteja inserido no contexto do aprisionamento social, psicológico e histórico do local. Ficando aos de fora do contexto à responsabilidade das denúncias, do abastecimento argumentativo, baseado tão somente na lógica de valores entre o bem e o mal, como diretriz margeadora de uma lenta conscientização social.

A maior dificuldade de erradicação destes personagens que postulam  este tipo de comportamento de grupo social, `a fora a violência, certamente é o silêncio camuflativo que se consolida através das gerações e que protege os mantenedores da crueldade social, acobertando-os consciente, apesar de ironicamente todos os exilados, sem exceção, conhecerem quem são seus algozes e o que fazem, criando-se a partir desta frágil conscientização um enorme sentimento pessoal de violação que se expressa através de um sentimento absurdo de inferioridade que, infelizmente, mais e mais os aprisiona.

Antes de se pensar em combater a corrupção, dever- se – ia pensar em se  combater os pequenos grupos que se formam na pirâmide social, cuja finalidade de formação é a de tão somente controlar as rédeas do bem comum, através de escaladores sociais que se intitulam políticos e que estão sempre vendendo os seus favores, tornando-se cegos, surdos e mudos aos verdadeiros interesses da coletividade .

Em meio a estas dolorosas constatações, inevitavelmente sinto-me frustrada, tal qual, qualquer outra pessoa que seja capaz de avaliar a dimensão do crime de esfacelamento emocional que como regra primeira, mantem historicamente a vergonha do atraso, da fome e da miséria em locais ricos e promissores.

 

 

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