sábado, 17 de outubro de 2009

O bolo não queimou!

foto: http://www.pinkecerebro.de

Hoje é sábado e o sol está radiante, se bem que o calor está danado de forte, quase querendo me derreter.
São seis e trinta da manhã e, como em todas elas, já estou a todo vapor entre fogão e o computador.
É isto mesmo, fazendo-me acreditar que um inspira o outro sem qualquer método literário, apenas, e tão somente, vibrações deste universo que me abriga e no qual me sinto absolutamente integrada, inclusive, fazendo-me ativa e disposta entre o fogão e as letras.
Aliás, se bem observados, ambos são materiais artísticos, precisando ser ativados, agrupados e bem intencionados para se mostrarem, ora deliciosos, ora reconfortantes.
Às vezes, queimo tudo, afinal, ninguém é perfeito e tenho que confessar, que ao escrever, me empolgo tanto, que simplesmente esqueço-me de tudo o mais, principalmente se estou escrevendo sobre minha cidade e os desmandos que fazem com ela.

Hoje, apesar de muito chateada com o andar da carruagem dos efeitos à cidade da política, sinto-me viva, alegre, saudável e muito disposta a vivenciar o dia de hoje com muita paz, apesar de ter de conviver com uma rua esburacada, repleta de mato, cavalos do vizinho, invasores dos lotes vagos, que estão cortando árvores frutíferas centenárias sem que haja uma ação sequer de coibição por parte das autoridades e certamente dos fiscais que existem nas folhas de pagamento da prefeitura e tantas outras mazelas que não deveriam existir em um local tão pequeno e lindo.

Que pena!!!! É tudo que me resta pra falar e sentir.

O bolo... Chiiiii!, o bolo. Preciso tirá-lo do forno agora e quanto ao resto, bem... fazer o quê?

Desta vez eu o salvei, quanto a cidade, quem a salvará?

Só me resta, ficar quietinha esperando para ver se desta vez o judiciário protegerá a todos nós, pois às vezes chego até a pensar que leis foram feitas tão somente para serem infringidas, assim como para oferecer brechas a todo aquele esperto que saiba manipulá-las e à juízes sempre fiéis ao interpretá-las, não é mesmo?

Existe um engessamento interpretativo que faz doer aos leigos como eu, que não podem compreender que o poder supremo de uma nação se encontre limitado em suas avaliações sem poder usar no mínimo da experiência, conhecimentos, prestígios e sensibilidade para detectarem a vagabundagem exercida pelos verdadeiros bandidos que nos assolam, cobrindo-nos de desesperança.

Volto então a afirmar, lamentando a incompreensão, fazer o quê, se nem as instâncias mais poderosas de nosso poder maior se sentem capazes de ter a sua própria interpretação frente às malandragens jurídicas, que além de tumultuarem os serviços judiciais ainda estão, como polvos gigantescos, esmagando o direito de cada brasileiro ou tão somente limitado pela ignorância educacional de nada sentir.

Viche!!!!! Isto é casa de marimbondo, que quando ferra, adoece e às vezes mata.Vai que eu seja alérgica!!!!!

Percebo neste instante que o sábado vai ser mais quente que o imaginável, afinal estou com a corda toda, se bem que com os bolsos vazios, mas também quem manda eu ser metida a honesta.

Agora preciso apagar o forno, pois o pudim já está pronto e isto para mim é maravilhoso, porque, afinal, não sou cega e ainda sei fazer uma comidinha gostosa e escrever o que enxergo como legado de amor e respeito que dedico à vida incrível que possuo, mesmo de bolso vazio e sem ter um olho esperto para fazer de mim uma rainha.

Em terra de cego, quem tem um olho é rei e quem tem prudência se dá bem, tô certa ou tô errada?
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Um comentário:

  1. Oi, que bom que o bolo não queimou e o pudim estava no ponto, mas como só acredito vendo.....Mesmo assim gostei da historia e boa mesmo estava a farofinha que recebi da minha amiga,obrigada, agora o bolo..... e opudim....
    e a politica itaparicana vai de mal a pior, nunca vi coisa parecida que dirá igual. mas a receita é todas as noites rezarmos e pedirmos a Deus que ilumine a mente desses itaparicanos senão voltaremos as tribos kkkk
    bjs e bom final de semana

    Marilza

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