Pular para o conteúdo principal

Conceitos aleatórios

foto: blog3.opovo.com.br

Nas conversas entre amigos, colegas de trabalho ou quando simplesmente estou como ouvinte, telespectadora, observo que a incapacidade de entendimento quanto a interpretação das mensagens recebidas, mais e mais se tornam um caminho absolutamente solitário, ficando, portanto, cada recebimento informativo de qualquer natureza, fracionado sem que se crie qualquer conceito lógico de entendimento do conjunto social que vise a manutenção ou resgate do conforto de um coletivo que não seja aqueles que por motivos, aí sim, de necessidades sistêmicas de puro interesse individual de adaptabilidade alienatoria ou arrebanhamento de imediatas vantagens pessoais, se associa ou se alastra como um virus epidêmico, criando-se então, conceitos sociais de posturas que inibem maiores entendimentos e ao mesmo tempo, formatando uma falsa aparência de concordancia generalizada quanto a este ou aquele aspecto.

Estas verdades indiscutíveis encontram adeptos imediatos e estes se transformam na mesma rapidez em propagadores, criando-se a partir daí, linhas conceituais que são determinantes quanto a aceitação de novas e surpreendentes posturas sociais que até à pouco tempo teriam sido rejeitadas em suas origens. Este comportamento social é chamado de evolução ou progresso de mentalidade, insuflada pela capacidade humana em aperfeiçoar-se a cada instante.

Entretanto, penso, que todo este progresso deveria advir de um conjunto mínimo de fatores indutivos e elucidativos, aí sim mais que determinantes por serem essenciais que determinariam toda uma absorsão individual seletiva que propiciasse um mais humano compartilhamento em grupo, onde as aparencias se tornariam além de reais , concomitantemente mais humanas por promover um maior equilíbrio de convivência do mesmo, promovendo a partir desta postura absorciva do grupo uma corrente de informações no mínimo menos invasiva e despretenciosa.

Frente a conceitos novos que surgem como ondas sucessivas, torna-se necessário criar um sistema absorciso ágil, dinâmico, mas ao mesmo tempo elucidativo quanto às prováveis interpretações, ou seja, torna-se necessário a presença conceitual da interpretação dos objetivos da forma indutiva oferecida à massa receptiva cuja interpretação individual deverá ser avaliada quanto a sua real aplicabilidade em um todo social.

Esta visão do todo social foi sendo relegada a planos inferiores de considerações reais ao cotidiano , nos últimos 40 anos ,enquanto um falso conceito de proteção do mesmo, foi se formando e ganhando uma expressiva e convincente aparência protetora ou defensora, através da criação contínua de imagens e corpos institucionais, absolutamente ilusórios em sua grande maioria.

Nunca em tempos passados, houve tantas ong s, associações e etc, com o objetivo de defesa desta ou daquela área social, deste ou daquele resgate de conceitos considerados através dos tempos como humanitários ou no mínimo coerentes com os conceitos de bens estar de conjunto social. Este é um exemplo explícito de desvirtuamento postural, baseado tão somente na aplicabilidade aleatória do principio básico do resgate de conceitos pré existentes e notoriamente desgastados.

O principal e assustador exemplo se observado com as devidas atenções avaliativas quanto ao aspecto indutivo de massa, foi o sistema educacional em parceria com a derrocada da instituição familiar, trazendo como justificativas às suas novas aparências e conteudos, falsos conceitos e aspectos que são puramente reflexos de si mesmos. A violência é uma dessas justificativas que se estudada sem a indução do convencimento aleatório social, leva sem dúvidas a conclusão simples, mas não menos perturbadora de que o maior gerador dela foi , é e será sempre a globalização conceitual dos valores culturais e humanos de todo e qualquer grupo social. Ficando o determinismo generalizado como um sufocador impiedoso do conceito indiscutível da necessidade humana de sociabilização afetiva.

A partir deste conceito, abre-se uma janela que vem sendo mantida fechada a décadas e que acredito por onde seja possível deixar-se voltar a adentrar o sol da solidariedade e do compartilhamento social afetivo, indutores absolutos e consistentes, capazes de oferecer a criatura humana uma compreensão mais ampla de suas necessidades individuais sem que fira mesmo que seja com a sua omissão ou indiferença os direitos do todo social do qual se encontra inserida. Portanto, a família e a escola permanecem como os poderosos agentes, únicos capazes de associados, enfrentarem a crescente e destruidora onda de indiferença ao individual que se expressa no todo social, independentemente destas estarem em níveis diferenciados.

--

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

OPRESSÃO CULTURAL

Acreditei estar me especializando na área da observação do comportamento humano e, por toda a minha vida, pensei estar aprendendo tudo quanto poderia, e, no entanto, absorvida com a diversidade infinita que me cercava e totalmente fascinada com o que majestosamente me apresentava a cada instante, me perdi totalmente, e, de repente, assim sem qualquer aviso prévio, vejo-me diante de minha não menos infinita ingenuidade avaliativa e percebo, então, o quanto nada sei em relação a capacidade humana em se adaptar às circunstâncias, ou a buscar posições favoráveis à suas conveniências pessoais de adaptabilidade social.Há alguns anos, venho tentando entender o porque de minha paixão por Itaparica, visto que conheci inúmeros outros locais, não menos bucólicos e acolhedores. E agora, como um raio de luz esclarecedor, posso compreender que em minhas buscas pessoais de aperfeiçoamento, encontrei aqui, neste local encantador, todos os subsídios necessários a um aprendizado mais concreto e expli…

Os professores: Um “novo” objeto da investigação educacional?

Houve um tempo, afinal nem tão distante, em que a função da escola era prioritariamente ensinar disciplinas que contribuíam nos universos de cada criança, despertando-as em suas inclinações naturais, na construção de seu futuro perfil profissional e pessoal.
Também era no ambiente escolar que a criança exercitava a convivência, não só com o contrário, mas principalmente com o diferente, deixando aflorar os ensinamentos oriundos de seu núcleo familiar.
Era comum ouvir-se: “a educação vem do berço”.
E este berço, não necessariamente precisava ser abastado economicamente e muito menos letrado, pois havia os conceitos pré-estabelecidos, onde as posturas respeitavam os limites do alheio, criando-se assim normas socais de conduta, não só externa, mas antes de tudo em meio à própria família.
Nesta época a que me refiro, havia uma distinção entre as atribuições tanto da família como da escola, assim como sob nenhuma circunstância esperava-se do mestre qualquer atributo fosse materno ou paterno, a…

O FALSO BOM SAMARITANO...

Há algumas horas atrás, assistia à uma uma aula de Filsosofia da Educação, onde em determinado momento falávamos em interação com o Professor Wilson sobre justamente a humanização de nós humanos.

Cheguei a argumentar que somos incapazes de atingir esta humanização ideal exatamente por que não somos educados ao entendimento da dimensão de nossa própria existência, nem no conceito individual quanto mais em relação a um todo que sequer conseguimos enxergar e muito menos sentir.

Estamos divididos em três facções vivenciais, ou seja: aqueles que crêem em Deus e são religiosos, aqueles que crêem, mas nao são religiosos, e aqueles que não crêem.

Todos, sem exceção, vagueiam em seus cotidianos sem ter qualquer entendimento real do quanto estão desperdiçando seus minutos presentes e, sem sem se dar conta, permanecem repetindo posturas que em sua maioria no máximo os robotizam, tirando lenta, mas sistematicamente, toda e qualquer potencialidade interior que é capaz de impulsioná-los a se verem com…