Pular para o conteúdo principal

TUDO MUITO LAMENTÁVEL!!!!!


Dona Benedita me faz lembrar do passado, nem tão distante...
Depois, as forças armadas entram em cena e passam a ser os "bandidos da história", pois não permitirão jamais que a loucura do fanatismo queira manter no poder, meia dúzia de pseudos "salvadores da pobreza".
Quando parte de um povo perde a noção de respeito e lógica, fazendo das falácias, discursos distorcidos de bem comum, confundindo, aliciando e corrompendo, nada mais resta que se empregar a força, como repressão a um caos ainda mais cruel que pode ser constatado em vários locais deste mundo de meu Deus.
Estamos caminhando na contra-mão e, portanto, a colisão em algum momento é inevitável.
Impossível compreender as mentes que se negam a reconhecer os absurdos que foram cometidos nos últimos anos em nome de uma Constituição e da defesa dos oprimidos.
Impossível compreender que mentes consideradas brilhantes se fechem ao reconhecimento da falência em que se encontram as instituições de nosso país, como jamais estiveram.
Impossível compreender a idolatria do erro, o egocentrismo da negação do visível e do palpável.
Não sou nada, sou mais um ninguém do povo, mas me sinto no direito de expressar a minha dor, não apenas pelos roubos e sacanagens de uma enorme "gangue criminosa" dedicada aos roubos do erário público, disfarçada de salvadores dos fracos e oprimidos ou de professores universais da verdade única, mas pela perda contínua de tempo, pelo atraso criminoso e pela bactéria do mau caratismo que nos assola.
Gostaria muito de ver meu lindo e rico país em outra situação que não, dividido, falido e desacreditado.
Gostaria de não ter que em pleno século 21, deixar minhas fezes sem devido rumo, contaminando o solo, rios e mares adoecendo aos demais, sem ver a miséria, a fome e a violência, transformadas em banalidades corriqueiras ou pisar nas lamas da nossa bendita terra mal cuidada.
Somos um povo criativo, alegre e trabalhador, mas também somos um povo confuso e sem noção social de bem comum.
Perdemos ou jamais tivemos o senso real de pertencimento pelo bendito chão em que vivemos, pelo bendito ar que respiramos, pelo bendito solo que nos alimenta.
Perdemos a noção de conjunto social e de qualidade individual em cada pequeno município deste imenso, farto e generoso país, deixando que ladrões fantasiados de políticos, comandem nossas vidas, determinem a qualidade de nossos espaços.
Tudo muito lamentável...
"Quem prega qualquer tipo de guerra, já está morto para a vida".

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

OPRESSÃO CULTURAL

Acreditei estar me especializando na área da observação do comportamento humano e, por toda a minha vida, pensei estar aprendendo tudo quanto poderia, e, no entanto, absorvida com a diversidade infinita que me cercava e totalmente fascinada com o que majestosamente me apresentava a cada instante, me perdi totalmente, e, de repente, assim sem qualquer aviso prévio, vejo-me diante de minha não menos infinita ingenuidade avaliativa e percebo, então, o quanto nada sei em relação a capacidade humana em se adaptar às circunstâncias, ou a buscar posições favoráveis à suas conveniências pessoais de adaptabilidade social.Há alguns anos, venho tentando entender o porque de minha paixão por Itaparica, visto que conheci inúmeros outros locais, não menos bucólicos e acolhedores. E agora, como um raio de luz esclarecedor, posso compreender que em minhas buscas pessoais de aperfeiçoamento, encontrei aqui, neste local encantador, todos os subsídios necessários a um aprendizado mais concreto e expli…

Os professores: Um “novo” objeto da investigação educacional?

Houve um tempo, afinal nem tão distante, em que a função da escola era prioritariamente ensinar disciplinas que contribuíam nos universos de cada criança, despertando-as em suas inclinações naturais, na construção de seu futuro perfil profissional e pessoal.
Também era no ambiente escolar que a criança exercitava a convivência, não só com o contrário, mas principalmente com o diferente, deixando aflorar os ensinamentos oriundos de seu núcleo familiar.
Era comum ouvir-se: “a educação vem do berço”.
E este berço, não necessariamente precisava ser abastado economicamente e muito menos letrado, pois havia os conceitos pré-estabelecidos, onde as posturas respeitavam os limites do alheio, criando-se assim normas socais de conduta, não só externa, mas antes de tudo em meio à própria família.
Nesta época a que me refiro, havia uma distinção entre as atribuições tanto da família como da escola, assim como sob nenhuma circunstância esperava-se do mestre qualquer atributo fosse materno ou paterno, a…
SURREAL, na falta de uma palavra mais adequada para definir o espetáculo das diferenças sistêmicas que se apresentou no Paço municipal de Itaparica, nesta manhã de 15 de janeiro de 2018, quando da posse da nova Secretária de saúde, senhora Estela de Souza. Minhas observações são resultadas de um espanto generalizado de uma representação pra lá de inimaginável em uma terra abandonada pelos poderes públicos e que, como resultado, fez nascer e se desenvolver um povo acanhado, sofrido e marginalizado, incapaz de ter voz ativa associado à sensatez da busca do que acredita ser os seus direitos. Enquanto, uma elite frajola, elegante, cheirosa e desconhecida à cidade e ignorante das reais necessidades da mesma, discursava no salão imperial, aplaudindo a si mesmo, meia dúzia de oposicionistas gritavam palavras de ordem em nome de um povo acovardado que se escondia atrás de muros e janelas, incapazes de ter voz ativa, além do anonimato das esquinas, bares e corredores, numa expressividade indubi…