segunda-feira, 6 de outubro de 2014

CONTÍNUO APRENDIZADO


E cá estamos novamente em meio as disputas políticas, onde interesses diversos se mesclam, abrindo passagem para um certo comportamento, tipo: “tudo é permitido” que muitas vezes, grandes pensamentos, produtivos debates são sufocados, justo pela intolerância de se conviver com o contraditório.
E nesse estado de incapacidade de interlocução, fecham-se brechas de mil universos de enriquecimento pessoal, assim como de um contínuo aprendizado, quanto aos pensamentos ditos contrários.
Pessoalmente, jamais consegui ser partidária na política ou em qualquer área da convivência humana, afora minha paixão pela vida em sua universalidade e, então, só consigo pensar no conjunto e nas suas peculiaridades e por elas, tentar aprender mais e mais a cada dia.
Todavia, se não encontrar parceiros com os quais eu possa externar meus pensamentos, encontrando neles a benevolência de comigo dissecar um ponto de vista, como poderei continuar a aprender crescendo nos meus entendimentos?
O fato de eu escolher um lado, onde exponho minhas angústias pessoais em relação ao meu país e a forma com a qual, os sucessivos e diferenciados governos tratam seus cidadãos mais carentes não faz de mim uma seguidora cega às mazelas internas do grupo e tão pouco, limita-me o reconhecimento das grandezas dos demais e finalmente jamais me enfeitiçou a ponto de me tornar irascível, truculenta e desrespeitosa seja com quem for.
 Boazinha, politicamente correta?
Em hipótese nenhuma, tão somente, sinto-me um ser que existe e pensa e com outras infinitas benécias existenciais, portanto, no mínimo preciso aperfeiçoar por todo o tempo minhas condutas pessoais para não fazer de minhas lógicas, facas afiadas e instrumentos de discórdia.
Jamais fui contra o PT, assim como a qualquer outro partido político, tão somente lamento o enfraquecimento de seus propósitos de base, o desvirtuamento da própria trajetória, enquanto, cria-se ser em prol do bem comum e esta premissa, para mim não pode se resumir a assistencialismo desmedido em detrimento dos valores sociais de amplitude universal.
Utopia?
Talvez seja em meio a uma inversão de valores éticos, que confundem até mesmo o mais centrados dos idealistas, como é fato, possível de ser comprovado nos últimos 30 anos, sejam eles de que partido forem.
Utopia ou não, prefiro ficar com a pureza das respostas das crianças, esperando que através delas um dia a democracia em meu país seja tão ampla quanto a sua extensão territorial e mais sólida quanto o poder criativo de sua gente.

Que é bonita é bonita e é bonita...

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