Pular para o conteúdo principal

TUDO MUDA O TEMPO TODO...


Hoje acordei ao som da chuva que caía pesada por sobre o telhado, som que particularmente adoro e sentindo, ao mesmo tempo, um arrepiozinho gostoso percorrendo o meu corpo.
Será o nosso outono que finalmente decidiu aparecer, abrindo passagem para um pouco de frescor?
Desvio o olhar do computador para apreciar esta chuvinha constante, mas agora bem menos densa, que em toques mágicos, reforça as cores das folhas e flores de meu jardim.
Penso, então, que tudo se transforma a cada instante, numa metamorfose fantástica, deixando-me sempre maravilhosamente surpresa e desejosa de acompanhar esta sábia natureza que, incansável,  oferece a cada instante infindáveis opções que certamente, se atenta estiver, muito me será produtivo.
Claro que não descobri todo este potencial neste instante, mas com certeza aprendi um pouco mais, provavelmente me permitindo mudar também em algo, principalmente, não me deixando esquecer que não posso e não devo ser estática e muito menos volúvel, tão somente devo deixar o fluxo dos acontecimentos do meu cotidiano direcionar minhas opiniões, exercitando o meu bom senso nas avaliações e tendo a coragem de mudar seja no que for.
Ainda chove lá fora e o cheirinho do bolo de fubá, vindo da cozinha, invade as minhas narinas, sufocando o até então aroma de grama molhada, num bailado sensorial que me faz gozar de alegria, pois não me deixa esquecer que estar viva é um privilégio que, também, tem cheiro e sabor, dependendo tão somente do meu empenho de movimentos, não me permitindo qualquer estatização que, afinal, mutila e nos faz morrer.

Que o nosso domingo seja de absoluta paz ao som da chuvinha gostosa que a natureza nos presenteia e dos sabores que nós mesmos pudermos produzir.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

OPRESSÃO CULTURAL

Acreditei estar me especializando na área da observação do comportamento humano e, por toda a minha vida, pensei estar aprendendo tudo quanto poderia, e, no entanto, absorvida com a diversidade infinita que me cercava e totalmente fascinada com o que majestosamente me apresentava a cada instante, me perdi totalmente, e, de repente, assim sem qualquer aviso prévio, vejo-me diante de minha não menos infinita ingenuidade avaliativa e percebo, então, o quanto nada sei em relação a capacidade humana em se adaptar às circunstâncias, ou a buscar posições favoráveis à suas conveniências pessoais de adaptabilidade social.Há alguns anos, venho tentando entender o porque de minha paixão por Itaparica, visto que conheci inúmeros outros locais, não menos bucólicos e acolhedores. E agora, como um raio de luz esclarecedor, posso compreender que em minhas buscas pessoais de aperfeiçoamento, encontrei aqui, neste local encantador, todos os subsídios necessários a um aprendizado mais concreto e expli…

Os professores: Um “novo” objeto da investigação educacional?

Houve um tempo, afinal nem tão distante, em que a função da escola era prioritariamente ensinar disciplinas que contribuíam nos universos de cada criança, despertando-as em suas inclinações naturais, na construção de seu futuro perfil profissional e pessoal.
Também era no ambiente escolar que a criança exercitava a convivência, não só com o contrário, mas principalmente com o diferente, deixando aflorar os ensinamentos oriundos de seu núcleo familiar.
Era comum ouvir-se: “a educação vem do berço”.
E este berço, não necessariamente precisava ser abastado economicamente e muito menos letrado, pois havia os conceitos pré-estabelecidos, onde as posturas respeitavam os limites do alheio, criando-se assim normas socais de conduta, não só externa, mas antes de tudo em meio à própria família.
Nesta época a que me refiro, havia uma distinção entre as atribuições tanto da família como da escola, assim como sob nenhuma circunstância esperava-se do mestre qualquer atributo fosse materno ou paterno, a…

O FALSO BOM SAMARITANO...

Há algumas horas atrás, assistia à uma uma aula de Filsosofia da Educação, onde em determinado momento falávamos em interação com o Professor Wilson sobre justamente a humanização de nós humanos.

Cheguei a argumentar que somos incapazes de atingir esta humanização ideal exatamente por que não somos educados ao entendimento da dimensão de nossa própria existência, nem no conceito individual quanto mais em relação a um todo que sequer conseguimos enxergar e muito menos sentir.

Estamos divididos em três facções vivenciais, ou seja: aqueles que crêem em Deus e são religiosos, aqueles que crêem, mas nao são religiosos, e aqueles que não crêem.

Todos, sem exceção, vagueiam em seus cotidianos sem ter qualquer entendimento real do quanto estão desperdiçando seus minutos presentes e, sem sem se dar conta, permanecem repetindo posturas que em sua maioria no máximo os robotizam, tirando lenta, mas sistematicamente, toda e qualquer potencialidade interior que é capaz de impulsioná-los a se verem com…