Pular para o conteúdo principal

Generosidade, onde estás que não te encontro?


 Este é um substantivo feminino que é a qualidade de generoso, que por si só, representa uma ação generosa.
Esta ação generosa pode ser aplicada a qualquer instante, em relação a qualquer coisa, principalmente, pode e deve começar a ser exercido através de si mesmo, o que facilitará o seu exercício com o tudo mais, pois o ser generoso, sabedor dos benefícios destas ações, continuamente a exercerá, fazendo de seus atos cotidianos, generosas demonstrações de grandeza pessoal que certamente primeiro o beneficiará, pois não existe nada mais gratificante do que estarmos tranquilos em nossos relacionamentos com o tudo mais que se encontra inserido em nosso universo pessoal.
Ser uma criatura humana generosa, não significa estar resolvendo os problemas de qualquer ordem dos demais e muito menos na característica de um bobalhão, idiotizado que se expõe às indignidades alheias, mas basicamente é a criatura que se vê por todo o tempo incapaz de ser grosseiro em não permitir que os demais exerçam suas escolhas, expondo-as muitas vezes de forma aparentemente afrontosa, exatamente por serem desconexas à lógica de nosso próprio entendimento em relação a qualquer assunto.
Toda discordância abre espaço para a ampliação de conhecimentos, pois apresenta visões diferenciadas, promovendo os debates, fazendo surgir novos caminhos evolutivos em relação a qualquer assunto que possa se enquadrar nos interesses humanos.
Portanto, ao ler e, é claro, analisar generosamente todas as citações e os comentários que se seguem, buscando tão somente um maior entendimento dos relacionamentos on-line, percebo a forma pouco generosa em que são colocadas muitas destas, numa abusiva demonstração de negação explícita à generosidade para com o outro, acobertada, justo pelo anonimato ou pela simples distância física, onde o não existindo o olho no olho, tudo passa a ser permitido.
Reparem que as postagens aparentemente inocentes de estereótipos que levam ao horror ou aos risos de gozação, reforçam um enorme e assustador caminho que, por toda a história da humanidade, fez nascer e se estabelecer os preconceitos, e isto, queiramos ou não admitir, representa uma total falta de generosidade consigo, por não conseguir levar aos demais algo que não represente sua própria e distorcida capacidade de enxergar além do que determina a si próprio como o feio da vida e, depois, pela necessidade de afrontar os demais com suas más escolhas.
Hoje, pude observar a imensa falta de generosidade que um  integrante de nossa página em comum do face book demonstrou em relação a uma simples pergunta que um notório doce amigo, na singeleza de seu ser, dirigiu a ele.
Que pena, pensei no instante que li. Quanto desperdício, quanta falta de generosidade.
E aí, como de hábito, registrei e pensei no quanto ainda somos incapazes de respeitar os nossos semelhantes e no quanto de inimagináveis quilômetros teremos que percorrer neste caminho evolutivo.


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

OPRESSÃO CULTURAL

Acreditei estar me especializando na área da observação do comportamento humano e, por toda a minha vida, pensei estar aprendendo tudo quanto poderia, e, no entanto, absorvida com a diversidade infinita que me cercava e totalmente fascinada com o que majestosamente me apresentava a cada instante, me perdi totalmente, e, de repente, assim sem qualquer aviso prévio, vejo-me diante de minha não menos infinita ingenuidade avaliativa e percebo, então, o quanto nada sei em relação a capacidade humana em se adaptar às circunstâncias, ou a buscar posições favoráveis à suas conveniências pessoais de adaptabilidade social.Há alguns anos, venho tentando entender o porque de minha paixão por Itaparica, visto que conheci inúmeros outros locais, não menos bucólicos e acolhedores. E agora, como um raio de luz esclarecedor, posso compreender que em minhas buscas pessoais de aperfeiçoamento, encontrei aqui, neste local encantador, todos os subsídios necessários a um aprendizado mais concreto e expli…

Os professores: Um “novo” objeto da investigação educacional?

Houve um tempo, afinal nem tão distante, em que a função da escola era prioritariamente ensinar disciplinas que contribuíam nos universos de cada criança, despertando-as em suas inclinações naturais, na construção de seu futuro perfil profissional e pessoal.
Também era no ambiente escolar que a criança exercitava a convivência, não só com o contrário, mas principalmente com o diferente, deixando aflorar os ensinamentos oriundos de seu núcleo familiar.
Era comum ouvir-se: “a educação vem do berço”.
E este berço, não necessariamente precisava ser abastado economicamente e muito menos letrado, pois havia os conceitos pré-estabelecidos, onde as posturas respeitavam os limites do alheio, criando-se assim normas socais de conduta, não só externa, mas antes de tudo em meio à própria família.
Nesta época a que me refiro, havia uma distinção entre as atribuições tanto da família como da escola, assim como sob nenhuma circunstância esperava-se do mestre qualquer atributo fosse materno ou paterno, a…

O FALSO BOM SAMARITANO...

Há algumas horas atrás, assistia à uma uma aula de Filsosofia da Educação, onde em determinado momento falávamos em interação com o Professor Wilson sobre justamente a humanização de nós humanos.

Cheguei a argumentar que somos incapazes de atingir esta humanização ideal exatamente por que não somos educados ao entendimento da dimensão de nossa própria existência, nem no conceito individual quanto mais em relação a um todo que sequer conseguimos enxergar e muito menos sentir.

Estamos divididos em três facções vivenciais, ou seja: aqueles que crêem em Deus e são religiosos, aqueles que crêem, mas nao são religiosos, e aqueles que não crêem.

Todos, sem exceção, vagueiam em seus cotidianos sem ter qualquer entendimento real do quanto estão desperdiçando seus minutos presentes e, sem sem se dar conta, permanecem repetindo posturas que em sua maioria no máximo os robotizam, tirando lenta, mas sistematicamente, toda e qualquer potencialidade interior que é capaz de impulsioná-los a se verem com…