sábado, 26 de abril de 2014

Generosidade, onde estás que não te encontro?


 Este é um substantivo feminino que é a qualidade de generoso, que por si só, representa uma ação generosa.
Esta ação generosa pode ser aplicada a qualquer instante, em relação a qualquer coisa, principalmente, pode e deve começar a ser exercido através de si mesmo, o que facilitará o seu exercício com o tudo mais, pois o ser generoso, sabedor dos benefícios destas ações, continuamente a exercerá, fazendo de seus atos cotidianos, generosas demonstrações de grandeza pessoal que certamente primeiro o beneficiará, pois não existe nada mais gratificante do que estarmos tranquilos em nossos relacionamentos com o tudo mais que se encontra inserido em nosso universo pessoal.
Ser uma criatura humana generosa, não significa estar resolvendo os problemas de qualquer ordem dos demais e muito menos na característica de um bobalhão, idiotizado que se expõe às indignidades alheias, mas basicamente é a criatura que se vê por todo o tempo incapaz de ser grosseiro em não permitir que os demais exerçam suas escolhas, expondo-as muitas vezes de forma aparentemente afrontosa, exatamente por serem desconexas à lógica de nosso próprio entendimento em relação a qualquer assunto.
Toda discordância abre espaço para a ampliação de conhecimentos, pois apresenta visões diferenciadas, promovendo os debates, fazendo surgir novos caminhos evolutivos em relação a qualquer assunto que possa se enquadrar nos interesses humanos.
Portanto, ao ler e, é claro, analisar generosamente todas as citações e os comentários que se seguem, buscando tão somente um maior entendimento dos relacionamentos on-line, percebo a forma pouco generosa em que são colocadas muitas destas, numa abusiva demonstração de negação explícita à generosidade para com o outro, acobertada, justo pelo anonimato ou pela simples distância física, onde o não existindo o olho no olho, tudo passa a ser permitido.
Reparem que as postagens aparentemente inocentes de estereótipos que levam ao horror ou aos risos de gozação, reforçam um enorme e assustador caminho que, por toda a história da humanidade, fez nascer e se estabelecer os preconceitos, e isto, queiramos ou não admitir, representa uma total falta de generosidade consigo, por não conseguir levar aos demais algo que não represente sua própria e distorcida capacidade de enxergar além do que determina a si próprio como o feio da vida e, depois, pela necessidade de afrontar os demais com suas más escolhas.
Hoje, pude observar a imensa falta de generosidade que um  integrante de nossa página em comum do face book demonstrou em relação a uma simples pergunta que um notório doce amigo, na singeleza de seu ser, dirigiu a ele.
Que pena, pensei no instante que li. Quanto desperdício, quanta falta de generosidade.
E aí, como de hábito, registrei e pensei no quanto ainda somos incapazes de respeitar os nossos semelhantes e no quanto de inimagináveis quilômetros teremos que percorrer neste caminho evolutivo.


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