terça-feira, 9 de agosto de 2016

LUTANDO CONTRA A MARÉ


Senhor, fazei de mim, um instrumento de sua paz.
Olho ao redor e me pergunto de onde mais é possível tirar forças para este nado interminável, na busca de uma praia que parece nunca chegar.
Praia de areias finas e brancas, onde eu possa repousar o meu corpo cansado e de onde eu possa sob o sol, fechar os olhos e finalmente, descansar na bendita paz que um dia, acreditei poder alcançar.
Paz, mais que uma palavra, um desejo ou uma afirmação, que seja um bálsamo que me acolha, me estreite e me console.
Uma paz sem luz, sem cor e sem aromas, paz sem qualquer atrativo, promessas ou encantos.
Tão somente, paz.
E do olhar ao redor, volto-me e foco os céus, num correr de olhos quase que aflito, querendo encontrar um Deus que de tão infinito, esfacelou-se em estrelas, querendo abraçar a vida, através das nuvens.
E por instantes, deixo-me acreditar que tudo é apenas, um sonho ou uma brisa ligeira que me confundiu ou talvez, viver seja nada mais que isto, um nado ininterrupto para lugar nenhum.
Pensando bem, nada faz sentido, se a ilusão da paz, não impulsionar o corpo, comandando a mente, na busca da sempre longínqua praia.
 Onde, então, dar-se-á o bendito encontro, entre eu e a desejada paz.




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