terça-feira, 20 de maio de 2014

Meu Paraíso


Quem lê meus escritos descritivos de meu jardim encantado, pode até pensar que se trata de um Versalhes em miniatura, afinal, cá pra nós, para mim ele o é em cada centímetro de sua apresentação, muito porque, ele existe em sua imensa variedade de espécies e belezas, graças à natureza e as benditas doações, então ele é especial, pois jamais algo nele precisou ser comprado, sim, às vezes, poucas é verdade, recebeu algo roubado que confesso, sem qualquer pudor, não sentir nenhum remorso.
Olhando neste instante para ele, com os olhos críticos que também consigo ter, enxergo sem poesias e na crueldade do real, que meu jardim encantado aos olhos dos exigentes, não passa de um molambo, coitado, precisando de mil reparos, precisando talvez de ser execrado para dar lugar aos gramados importados, aos seixos rolados e às espécies raras, cercando as arecas ou adornando vasos coloridos.
Ao contrário disso, meu Deus, tudo que vejo são gramas falhadas, lírios amarelos e matizados, mangueira frondosa e dominante, limoeiros perfumados, cajueiro envelhecido, mas tenaz e produtivo, e ainda tão jovem a doce amoreira, disputando o sol com o velho pé de seriguelas que, ano após ano, cobre o solo com seus frutos doces e coloridos.
Ah!...  Não posso me esquecer das acerolas, das pimentas e das frutas de conde, estas delícias que contrariando suas próprias necessidades, nos abastecem o ano inteiro, assim como são parte de um farto café da manhã a um vasto plantel de variados pássaros.
Meu jardim é pra lá de especial, produz rosas até no outono e jamais se importou de juntinho e misturado dividir espaço com os eventuais aipins e quiabos, cebolinhas e boldos e tudo o mais que a generosidade alheia o presenteia.
Meu jardim é encantado graças à sábia natureza que fez dele um tesouro natural e de  mim, tão somente uma singela poeta.

Que o brilho de vida plena que enxergo neste instante se reflita em você querida amiga ou amigo que pacientemente leu minhas alegrias, fazendo com que esta terça-feira, entre chuvas e sol, tenha como constância a paz.

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