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UMA PELAS OUTRAS



Estou aqui relembrando que na eleição de 2008, tentei fazer minhas companheiras de lutas entenderem que deveríamos uma apoiar a outra para que pelo menos uma ou duas ficassem fortes. Não acreditaram nas minhas argumentações e, então, perdemos todas.

 Na realidade, apesar de pouco conhecer das movimentações políticas, sabia que a lógica sempre tem o seu lugar garantido, portanto, se escolhêssemos uma ou duas e nelas concentrássemos nossos esforços, teríamos mais chances de adentrar na Casa da Cidadania para, finalmente, podermos romper este histórico comportamento cultural de não elegermos mulher.

Nesta eleição, acompanhando, mesmo à distância, o forte trabalho da coligação da prof. Marlylda, acreditei que tivessem, enfim, acordado para a necessidade de não pulverizar os votos e que concentrariam esforços em uma ou duas candidatas, tendo inclusive o apoio direto da candidata que teria seus propósitos acordados com o seu grupo que convenhamos era coeso e apaixonado e, portanto, certamente seguiria sua mentora sem objeções.

Contudo, nada foi pensado neste sentido, e penso então, sozinha com os meus botões, que novamente a mulher ficou de fora, pois não querendo dividir, todas perderam e desperdiçaram 5000 votos, coisa rara de se ver acontecer em uma cidade onde o machismo ainda impera e a falta de uma união consciente em sua totalidade também.

E aí, neste volume todo de poderosos votos, não foram capazes de separar 400 votos para eleger uma candidata, o que vem provar que algo falhou, creio eu.

Ora veja: Se era a vez da mulher e tudo indicava ser, por que, então, não se pensou no amparo que se deveria ter na Câmara para uma governabilidade mais segura, tendo como parceira, no mínimo uma outra mulher?

Pois é... Lá estão eles, os poderosos homens, enquanto nós mulheres, apesar de maioria, permanecemos de fora, sem uma voz que nos represente. O mesmo raciocínio não se pode empregar na coligação vencedora, afinal, no clube do bolinha, Luluzinha só entra da cozinha até no quarto, pois são meninos assumidos , dominando a sala de estar e de jantar...kkkkk!

Brincadeirinha de mulherzinha palpiteira, fofoqueira e quase burra.

Não é assim que muitos deles, ainda nos veem?

Que coisa, heim!...

Quem sabe, um dia aprendamos a confiar mais umas nas outras, não é mesmo?

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