Pular para o conteúdo principal

Ética sob a Visão Espírita

Na visão dos seguidores fiéis de Jesus Cristo, a visão da Doutrina Espírita não está limitada ao aspecto extremo dos fenômenos.
Ela toca em assuntos que não estão restritos aos redutos e domínios religiosos e filosóficos, porque ela é a busca do conhecimento da vida e de sua evolução.
Se distingue das demais religiões tradicionais, porque não se serve de rituais, dogmas, símbolos, superstições e cultos exteriores.
Reconhece, fundamentalmente, a ética cristã, trazendo uma base racional e um conselho ao indivíduo, como meio para escapar à estagnação evolutiva.
O caráter religioso ajuda ao homem à ajustar-se às leis naturais que asseguram a sua harmonia com o universo, ajudando-o, assim, na sua ligação com a inteligência Suprema ( DEUS ), causa primeira de todas as coisas que nele reside.
Os que negam o caráter religioso do Espiritismo, o fazem principalmente pela desatenção, confundindo-o através do dogmatismo de outras expressões religiosas.
Os evangelhos de Jesus Cristo são os melhores meios de dominação dos problemas da humanidade e os ensinamentos espíritas um meio coerente e eficaz de se atingir o objetivo da prática da ética vivencial, no tocante a convivência com o tudo do todo no qual o ser humano se encontra inserido.
Os tempos mudaram e é preciso que se fique atento à melhor linguagem que possa definir o que significa, na prática, a ética comportamental. E é justamente a compreensão clara e definitiva desta necessidade que o conhecimento da base científica e filosófica do espiritismo oferece de forma natural e absolutamente simples como a própria vida ininterrupta em seu ciclo evolutivo.
Allan Kardec, com muito bom senso, escreveu no capítulo 19 do Evangelho Segundo o Espiritismo:
"Não há fé inquebrantável senão aquela que pode enfrentar a razão face a face, em todas as épocas da humanidade. Sem a luz da razão,a fé se enfraquece."
O homem encontra neste princípio a regra universal de conduta de suas mínimas ações.
Agir com os outros como gostaríamos que agissem conosco.
Portanto, a consciência do ser humano de sua participação interativa com a vida universal, torna-se o dispositivo natural que lhe permite concordar com o plano universal de equilíbrio e consequentemente evoluir de modo ordenado.
A consequência primeira e definitiva do espiritismo é conduzir através do equilíbrio da razão e do amor o homem a querer se tornar uma criatura humana mais harmoniosa e, portanto, vivenciando sua existência de forma mais suave.
Na prática do Espiritismo, não há lugar para propósitos lucrativos, ambições de poder que não sejam de progredir em sua própria evolução e de fazer progredir o seu próximo.
A ética Espírita, portanto, proclama a VIDA COM LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA com o livre exame em matéria de fé.
O Objetivo do Espiritismo, por si só, é somente o de procurar ajudar no progresso Moral e Intelectual das criaturas humanas.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

OPRESSÃO CULTURAL

Acreditei estar me especializando na área da observação do comportamento humano e, por toda a minha vida, pensei estar aprendendo tudo quanto poderia, e, no entanto, absorvida com a diversidade infinita que me cercava e totalmente fascinada com o que majestosamente me apresentava a cada instante, me perdi totalmente, e, de repente, assim sem qualquer aviso prévio, vejo-me diante de minha não menos infinita ingenuidade avaliativa e percebo, então, o quanto nada sei em relação a capacidade humana em se adaptar às circunstâncias, ou a buscar posições favoráveis à suas conveniências pessoais de adaptabilidade social.Há alguns anos, venho tentando entender o porque de minha paixão por Itaparica, visto que conheci inúmeros outros locais, não menos bucólicos e acolhedores. E agora, como um raio de luz esclarecedor, posso compreender que em minhas buscas pessoais de aperfeiçoamento, encontrei aqui, neste local encantador, todos os subsídios necessários a um aprendizado mais concreto e expli…

Os professores: Um “novo” objeto da investigação educacional?

Houve um tempo, afinal nem tão distante, em que a função da escola era prioritariamente ensinar disciplinas que contribuíam nos universos de cada criança, despertando-as em suas inclinações naturais, na construção de seu futuro perfil profissional e pessoal.
Também era no ambiente escolar que a criança exercitava a convivência, não só com o contrário, mas principalmente com o diferente, deixando aflorar os ensinamentos oriundos de seu núcleo familiar.
Era comum ouvir-se: “a educação vem do berço”.
E este berço, não necessariamente precisava ser abastado economicamente e muito menos letrado, pois havia os conceitos pré-estabelecidos, onde as posturas respeitavam os limites do alheio, criando-se assim normas socais de conduta, não só externa, mas antes de tudo em meio à própria família.
Nesta época a que me refiro, havia uma distinção entre as atribuições tanto da família como da escola, assim como sob nenhuma circunstância esperava-se do mestre qualquer atributo fosse materno ou paterno, a…
SURREAL, na falta de uma palavra mais adequada para definir o espetáculo das diferenças sistêmicas que se apresentou no Paço municipal de Itaparica, nesta manhã de 15 de janeiro de 2018, quando da posse da nova Secretária de saúde, senhora Estela de Souza. Minhas observações são resultadas de um espanto generalizado de uma representação pra lá de inimaginável em uma terra abandonada pelos poderes públicos e que, como resultado, fez nascer e se desenvolver um povo acanhado, sofrido e marginalizado, incapaz de ter voz ativa associado à sensatez da busca do que acredita ser os seus direitos. Enquanto, uma elite frajola, elegante, cheirosa e desconhecida à cidade e ignorante das reais necessidades da mesma, discursava no salão imperial, aplaudindo a si mesmo, meia dúzia de oposicionistas gritavam palavras de ordem em nome de um povo acovardado que se escondia atrás de muros e janelas, incapazes de ter voz ativa, além do anonimato das esquinas, bares e corredores, numa expressividade indubi…