segunda-feira, 14 de setembro de 2026

SONHO OU PESADELO?

Quem comigo convive sabe o quanto tenho pavor de elevadores, jamais adentrando em algum sozinha e, mesmo acompanhada, confesso que tudo em mim paralisa, até mesmo a respiração. E aí, cruz credo... 

Tudo por conta de uma cena que presenciei aos 10 anos com um grupo de outras crianças no hall térreo do prédio da tia Helena, lá no bairro Humaitá, no Rio de Janeiro, quando uma senhora grávida faleceu diante de nossos olhos, justo por causa das portas que se fecharam indevidamente e lhe quebraram o pescoço.


domingo, 13 de setembro de 2026

 


DESEJOS INEXPLICÁVEIS?

Fazia tempo que eu não escutava o “Noturno” de Chopin. Então, cá estou com os dedos gelados de frio, mas insistentemente escrevendo, porque, afinal, nada consigo realizar se, tão logo acorde, não permita que minha mente flua, abrindo as comportas de minhas emoções. De tão profícuas, parecem sempre que extrapolarão os limites do meu próprio reservatório, inundando-me por completo.


sábado, 12 de setembro de 2026

 


CAMA DE GATO

Em seu sentido figurado, a expressão pode descrever uma situação confusa, uma cilada, uma enrascada ou uma armadilha preparada para enganar alguém. Pensando a respeito, creio que ela se adequa perfeitamente ao nosso país, onde a história foi e sempre é moldada de acordo com os interesses dos grupos dominantes. Por ter sido sempre um sucesso retumbante em garantir sistematicamente o poder e os lucros, essa narrativa tornou-se oficial. 


sexta-feira, 11 de setembro de 2026


 

ARROUBOS DE UMA CONSUMISTA

Revendo a foto da elegante parenta próxima de um certo prefeito, de uma cidade repleta de pessoas carentes cuja maioria, ainda pisa na  lama, deixando-se fotografar com ares de "dona do mundo" (ou pelo menos de um pedacinho de terra que elegeu seu reinado) diante de um belíssimo Mercedes, foi impossível não lembrar de uma certa Regininha deslumbrada.

Com 21 anos, sempre movida pelos arroubos das paixões imediatistas, típica característica das meninas mimadas, ela se encantou com uma Mercedinha prata que se exibia na agência de automóveis do amigo Botelho, lá de Brasília e seguindo o próprio fluxo, manobrou e imediatamente deixou o seu Ford esporte verde com teto de vinil preto, que tempos antes havia lhe fascinado. Como lá assinaturas e dinheiro não me eram cobrados, pois sabiam do lastro existente e de infinitas outras trocas exitosas que e já havia acontecido, saiu toda orgulhosa, tendo no banco do carona a sempre fiel parceira de traquinagens, a adorável amiga irmã(deixa para lá o seu nome), e assim, charlaram a manhã todinha pela cidade.