Revendo a foto da elegante parenta próxima de um certo prefeito, de uma cidade repleta de pessoas carentes cuja maioria, ainda pisa na lama, deixando-se fotografar com ares de "dona do mundo" (ou pelo menos de um pedacinho de terra que elegeu seu reinado) diante de um belíssimo Mercedes, foi impossível não lembrar de uma certa Regininha deslumbrada.
Com 21 anos, sempre movida pelos arroubos das paixões imediatistas, típica característica das meninas mimadas, ela se encantou com uma Mercedinha prata que se exibia na agência de automóveis do amigo Botelho, lá de Brasília e seguindo o próprio fluxo, manobrou e imediatamente deixou o seu Ford esporte verde com teto de vinil preto, que tempos antes havia lhe fascinado. Como lá assinaturas e dinheiro não me eram cobrados, pois sabiam do lastro existente e de infinitas outras trocas exitosas que e já havia acontecido, saiu toda orgulhosa, tendo no banco do carona a sempre fiel parceira de traquinagens, a adorável amiga irmã(deixa para lá o seu nome), e assim, charlaram a manhã todinha pela cidade.