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NÃO ESCREVO SOZINHA...


Quando escrevo, não estou sozinha, pois sinto que energias mais letradas, mais criativas, corroboram para que eu diante de um caderno ou computador, vá agrupando letras, formando palavras e, finalmente, desenhando em expressões os meus sentimentos, emoções ou simples observações.
Entretanto, alguns escritos vão mais além, pois descrevem com fidelidade meus instantes presentes, carregados de muitas emoções que, nem sempre, são mansas e coloridas, perfis autênticos das mais variadas sensações.
Seja de que forma se apresentem, meus ímpetos de escrevinhadora são sempre carregados de uma vontade imensa de chegar a alguém, como se em cada leitor, eu pudesse com meus escritos abraçar, trocando calores e aromas, num colóquio regado de muita verdade, de muito estreitamento de almas.
E quando deixo escoar alguma dor, confesso que estou sendo egoísta, pois ao descrevê-la, reparto-a com todos que a leem, fragmentando-a e me aliviando.
Meus escritos, são minhas terapias, caminho seguro e eficaz de não permanecer fechada em mim mesma, sobrecarregando a minha mente, desgastando os meus sentimentos, além de sorrateiramente me conduzir pouco a pouco, nas almas do mundo.

Não escrevo sozinha...

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