Pular para o conteúdo principal

NOVO PRIVILÈGIO


Se antes eu apreciava o nascer de cada dia através da janela da sala, frente ao computador, quis Deus que eu fosse mais além e por pequenos minutos agora posso admirar esta grandeza da natureza, ainda deitada, num despertar simplesmente divino.
E aí, como um filme, minhas lembranças me remetem à infância e aos meus anoiteceres e amanheceres no verão carioca e do hábito familiar de dormir no amplo terraço do apartamento, contando estrelas, para dormir mais rápido, dizia minha mãe, e deixando a brisa marinha refrescar nossos corpos, assim como despertando com os primeiros raios do sol.
“Ah! Que saudades que eu tenho da aurora de minha vida, da minha infância querida que os anos não trazem mais”, Casimiro de Abreu registrou em versos esta maravilha e certamente o universo, generoso com quem o admira, reprisa a cada manhã, para que não seja esquecido por ninguém a maior riqueza que um ser vivo pode ter.
E entre a contemplação e as recordações, penso no sentido maior de se vivenciar a Semana Santa, que a meu ver, deveria ser a cada dia de todos os dias de nossas vidas, sem maiores restrições, comidas especiais ou orações pontuais, mas tão somente, com o respeito e a fraternidade, mensagem maior de Jesus, infelizmente, quase sempre esquecida.
Que nestes dias de desfrutes e orações, tudo que é especial e que verdadeiramente importa em nossas vidas, seja absorvido pelas nossas mentes que, genuinamente sábias, levarão às nossas almas, para que o restante de nossas vidas seja um fardo leve, agradável de ser vivenciado...

Um beijinho doce no coração de cada um de vocês, parceiros importantes e queridos, desta forma contemporânea de comunicação.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

OPRESSÃO CULTURAL

Acreditei estar me especializando na área da observação do comportamento humano e, por toda a minha vida, pensei estar aprendendo tudo quanto poderia, e, no entanto, absorvida com a diversidade infinita que me cercava e totalmente fascinada com o que majestosamente me apresentava a cada instante, me perdi totalmente, e, de repente, assim sem qualquer aviso prévio, vejo-me diante de minha não menos infinita ingenuidade avaliativa e percebo, então, o quanto nada sei em relação a capacidade humana em se adaptar às circunstâncias, ou a buscar posições favoráveis à suas conveniências pessoais de adaptabilidade social.Há alguns anos, venho tentando entender o porque de minha paixão por Itaparica, visto que conheci inúmeros outros locais, não menos bucólicos e acolhedores. E agora, como um raio de luz esclarecedor, posso compreender que em minhas buscas pessoais de aperfeiçoamento, encontrei aqui, neste local encantador, todos os subsídios necessários a um aprendizado mais concreto e expli…

Os professores: Um “novo” objeto da investigação educacional?

Houve um tempo, afinal nem tão distante, em que a função da escola era prioritariamente ensinar disciplinas que contribuíam nos universos de cada criança, despertando-as em suas inclinações naturais, na construção de seu futuro perfil profissional e pessoal.
Também era no ambiente escolar que a criança exercitava a convivência, não só com o contrário, mas principalmente com o diferente, deixando aflorar os ensinamentos oriundos de seu núcleo familiar.
Era comum ouvir-se: “a educação vem do berço”.
E este berço, não necessariamente precisava ser abastado economicamente e muito menos letrado, pois havia os conceitos pré-estabelecidos, onde as posturas respeitavam os limites do alheio, criando-se assim normas socais de conduta, não só externa, mas antes de tudo em meio à própria família.
Nesta época a que me refiro, havia uma distinção entre as atribuições tanto da família como da escola, assim como sob nenhuma circunstância esperava-se do mestre qualquer atributo fosse materno ou paterno, a…

O FALSO BOM SAMARITANO...

Há algumas horas atrás, assistia à uma uma aula de Filsosofia da Educação, onde em determinado momento falávamos em interação com o Professor Wilson sobre justamente a humanização de nós humanos.

Cheguei a argumentar que somos incapazes de atingir esta humanização ideal exatamente por que não somos educados ao entendimento da dimensão de nossa própria existência, nem no conceito individual quanto mais em relação a um todo que sequer conseguimos enxergar e muito menos sentir.

Estamos divididos em três facções vivenciais, ou seja: aqueles que crêem em Deus e são religiosos, aqueles que crêem, mas nao são religiosos, e aqueles que não crêem.

Todos, sem exceção, vagueiam em seus cotidianos sem ter qualquer entendimento real do quanto estão desperdiçando seus minutos presentes e, sem sem se dar conta, permanecem repetindo posturas que em sua maioria no máximo os robotizam, tirando lenta, mas sistematicamente, toda e qualquer potencialidade interior que é capaz de impulsioná-los a se verem com…