domingo, 5 de abril de 2015

JESUS - PAI AMOROSO


Se olharmos para o tempo chuvoso (pelo menos em Itaparica), na tentativa de associá-lo ao humor divino, diria sem dúvidas que Jesus, no dia comemorativo de sua ressurreição, não está nada satisfeito com o nosso desempenho de criatura humana que, a princípio, por ser abastecida com razão e lógica, emoções e sentimentos, deveria ser bem mais adequada a sua perfeição, se comparada às demais criaturas, bem menos agressiva, bem mais inteligente em seus reconhecimentos pessoais, bem menos oportunista.
Certamente, se formos por esta linha de pensamento, constataremos que a decepção de Jesus deve ser enorme, e que somente sua capacidade amorosa é capaz de frear seus poderosos impulsos em voltar à terra imediatamente, e nos dar um corretivo severo por sermos tão assustadoramente ingratos, rudes, ambiciosos e sem qualquer noção maior de reconhecimento de todas as nossas potencialidades que, generosamente, nos foram ofertadas pelo seu pai e por ele confirmado há dois mil anos, através de um calvário pessoal.
Ao invés de castigo, este pai amoroso deixa rolar chuvas pesadas de lágrimas, trovões de dor, relâmpagos de esperança de que suas faíscas de luzes nos façam acordar desta inércia existencial que abrevia a nossa vida e faz doer o tudo o mais.
Penso, então, que pelo menos no dia de hoje, sejamos capazes de frear a nossa vaidade, nosso medo e nossas frustrações, fazendo de nossa capacidade amorosa, que existe e precisa ser despertada, um bálsamo para nós mesmos, dando passagem à nossa criatividade espiritual para que consigamos ser bem maiores que o sistema que nos vicia, nos sufoca e nos corrompe.
Um pai amoroso, sempre compreende e abre os braços para o acolhimento, fazendo o sol de seu sorriso, surgir após a chuva e, carinhosamente, nos aquecer.
Bendito sol que brilha lá fora.
Bendita vida que nos permite mudanças.

Um beijo doce no coração de meus amigos e um domingo de Páscoa recheado de paz.

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