sábado, 28 de março de 2015

JANE ADDAMS

Na busca dos precursores e pioneiros do Serviço Social, destaco Jane Addams pela obra que desenvolveu em prol dos mais necessitados e pela relevante obra que deixou para o fortalecimento da profissão.
Natural do Estado de Illinois, no seio de uma família de classe média, desde cedo demonstrou vontade em contribuir com os mais carentes. Estudou até o secundário e por problemas de saúde de seu pai, precisou abortar o seu desejo de estudar medicina.
Ao viajar para a Europa em 1882, a industrialização se incrementava devido a política econômica praticada, pois não se cobravam impostos, o mercado abria suas portas para uma diversidade de produtos, as vias terrestre boas de comunicação e uma prolífera mão de obra, oriunda de outros países. Tudo parecia muito promissor, todavia, milhares de imigrantes, vindos da Europa, fugindo da miséria, estavam em situação similar da qual haviam fugido, aglomerando-se em bairros populosos, sem a necessária infraestrutura, não tendo disponibilização de escolas e assistência médica.
Esta época a Igreja e obras privadas, atuavam paliativamente, oferecendo esmolas que não resolviam os problemas e o governo americano, permanecia alheio à crescente situação de miséria e consequente degradação humana.
Jane Addams, inspirada nos exemplos ingleses que visitou quando de sua viagem a Europa em 1882, voltou a “Toynber Hall” e conversou com cientistas sociais, escritores, jornalistas, inclusive Tolstói, colhendo subsídios e fundou em 1889, juntamente com duas amigas, a “Hull House”, que mais adiante, serviu de modelo para os” Centros de Vizinhança”, que tiveram como fundamento, proporcionar e estimular a cooperação entre pessoas com o fim de incrementar a integração social.
Jane Addams em tudo que pensava e fazia, existia sempre uma grande preocupação ao meio ambiente. Uma de suas lutas era a do recolhimento do lixo que era precária e não se justificava, já que eram atribuições de empresas particulares que eram contratadas pelo governo e que nem sempre cumpriam com suas tarefas. De tal importância foi sua luta neste setor que acabou sendo nomeada inspetora desta atividade.
Também lutou para conscientizar as pessoas em relação aos serviços básicos a que tinham direito, justo por serem de utilidade pública, como banhos públicos, jardins- de- infância, entre outros, que ela já disponibilizava através da sua Hull House, aliás, foi na sede desta importante obra que nasceram os primeiros sindicatos; pois na época ocorriam inúmeras dispensas masculinas para serem substituídos por mulheres sem qualificação para os cargos com salários menores.
O conjunto de sua importante obra social que serviu e ainda serve de referência, pode ser vista através de seus escritos e pelos testemunhos de seus contemporâneos.
Dentre seus escritos, ressalto a obra” O Espírito da Juventude” e as “Ruas da Cidade (1893), onde suas ideias em relação aos perigos que os jovens estavam expostos, referindo-se ao apoio efetivo que as residências poderiam oferecer.
Hull House, mapas e documentos (1895), Vinte anos de Hull House (1920) e Os segundos Vinte Anos de Hull House (1930).

REFLEXÃO

Com o fim da Segunda Guerra Mundial, a Europa, os Estados Unidos e a América Latina, já contavam com mais de 200 escolas de serviço Social e já atuava em diversos segmentos, subsidiados pelo setor público, privado como: médico, educacional, jurídico, comunitário, laboral, etc.
A partir das definições criadas na Europa através de textos e precursores, o serviço social encontrou parâmetros norteadores para a sua militância no continente Americano.
Entre 1925 e 1940, o serviço social Latino Americano, principalmente sob influência Belga, Francês e Alemão, foi tributária da Europa e a partir de 1940, passou a ter influência americana e foi  somente a partir daí que a profissão, começa a colocar seus próprios limites, delineando suas particularidades de modo mais sistemático.
Brasil- 1936
Perú-   1937
Em 1965, foi fundada no Chile a primeira Escola de serviço Social que se tem notícias no nosso continente.
Nesta época o sistema capitalista chileno, desenvolveu-se rapidamente e, consequentemente, muitas mazelas deste processo marcaram a sociedade. Portanto, miséria, crescimento urbano caótico, migrações de camponeses expulsos de suas terras e etc., criaram as emergências e a proliferação de agentes encarregados que, naturalmente, contavam-se os assistentes sociais, pois as premências exigiam dedicação exclusiva e assim, os modelos europeu de ideias e posturas, significavam referências fortes e dominantes, portanto, se lá a Igreja exercia um papel fundamental, não seria diferente nas Repúblicas jovens latino americanas.
O início do século XX, as organizações operárias, lutavam na busca de respeito aos direitos dos trabalhadores, repudiando a exploração e então, os mesmos passaram a ser assistidos, discretamente, por mecanismos emanados da burguesia que manipulavam a sua combatividade, intervindo diretamente na defesa e ampliação do capital.
A forte influência Cristã, se revelou como instrumento de suma importância para o processo de intermediação entre o Estado Burguês e a classe trabalhadora e fornecedora de mão de obra como mercadoria, o proletariado. A religião, portanto, era uma forma de controlar as reclamações e demandas da classe operária e ambições do estado, eminentemente burguês.
A intenção primordial do Papa Leão XIII na encíclica de 15/04/1891, era trabalhar o assistencialismo sob o prisma da convivência pacífica das classes sociais, materializando, não o amor ao próximo e sim os ideais políticos e o crescimento social, assim visando renovar a sua concepção de mundo e instaurar-se como novo guia de orientação intelectual e, nesta medida, introduzia elementos de conflito no seio de sua própria estrutura interna.
Desta forma, a igreja se posicionava de modo a confirmar o seu poder junto à sociedade.
A segunda encíclica de 1931, foi denominada de “Quadragésimo Ano” e foi redigida pelo papa Pio XI e, trazia as propostas à Ação Católica que consistia em um acervo de princípios e perícias de valor indispensável para a organização e desenvolvimento da sociedade, através dos quais, eruditos e leigos, poderiam trabalhar a doutrinária da igreja, influenciando na formação de seus outros filhos.
Esta encíclica, incentivou entre vários dispositivos norteadores, o aperfeiçoamento do serviço Social, como profissão a ser amparada em técnicas especializadas e peculiares, estimulando expressamente a criação de escolas de nível superior, para a formação de profissionais, devendo converter o assistencialismo artesanal em profissão manuseadora de instrumentos próprios de ação.
No Brasil, a fundação das Escolas de Serviço Social do Rio de Janeiro e São Paulo, se deu em meio a revolução de 30.

Bibliografias
http://solidariedad 2010.blogia.com
www.Stgite. Org, lek/ media/cos.html

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