domingo, 11 de janeiro de 2015

ÓBVIO, por que não?


Fecho os olhos e posso ouvir os sons gostosos que o silêncio é capaz de produzir.
Abro os olhos e posso, além de continuar escutando, ainda enxergar o brilho reluzente do sol sobre as árvores de meu jardim, assim como sentir o calor que esquenta o meu corpo e o faz suar.
Penso então no quanto é difícil repassar aos demais as delícias de se sentir em paz. Posso perceber com clareza toda a indiferença ou dúvida. Posso até ouvir concordâncias, mas não consigo, verdadeiramente, identificar qualquer assimilação desta tão simples condição humana.
Tenho a sensação de que falo em línguas estranhas e que o meu viver não é parâmetro copiável, pois não traz como acompanhante, qualquer aparato lúdico de que tanto as criaturas humanas precisam, portanto, não pareço real em minhas proposições, afinal, onde estão os véus, os mantras, as esculturas, os louvores e, finalmente, o transcendente que impressiona e arrebanha adeptos.
Falo e escrevo sobre o palpável, quando buscam o lúdico.
Falo e escrevo sobre o óbvio.
E quem se interessa em decodificar o óbvio? 
Afinal, parece tão primário perceber-se observando o sol, a lua, as estrelas, as frutas, os aromas, as pessoas e muito menos as marolas que o mar produz, só para beijar incansavelmente a areia.
Ou talvez quem sabe, sentir-se meio louco em acreditar que o mar choca-se ao rochedo dia e noite sem parar, tão somente, para que não esqueçamos de que quando perdemos o rumo de nossas vidas, somos açoitados a cada instante, com a insegurança e o vazio que tira de nós, o equilíbrio interior, impedindo-nos de sentir paz.
Mas quem acredita de verdade que possa existir a paz?
Felicidade? 
Pura utopia...
E amor só é eterno, enquanto dura...
Que coisa, heim!...
Fecho os olhos e posso ouvir os sons gostosos que o silêncio é capaz de produzir.
Abro os olhos e posso, além de continuar escutando, ainda enxergar o brilho reluzente do sol sobre as árvores de meu jardim, assim como sentir o calor que esquenta o meu corpo e o faz suar.
Penso então no quanto é difícil repassar aos demais as delícias de se sentir em paz. Posso perceber com clareza toda a indiferença ou dúvida. Posso até ouvir concordâncias, mas não consigo, verdadeiramente, identificar qualquer assimilação desta tão simples condição humana.
Tenho a sensação de que falo em línguas estranhas e que o meu viver não é parâmetro copiável, pois não traz como acompanhante, qualquer aparato lúdico de que tanto as criaturas humanas precisam, portanto, não pareço real em minhas proposições, afinal, onde estão os véus, os mantras, as esculturas, os louvores e, finalmente, o transcendente que impressiona e arrebanha adeptos.
Falo e escrevo sobre o palpável, quando buscam o lúdico.
Falo e escrevo sobre o óbvio.
E quem se interessa em decodificar o óbvio? 
Afinal, parece tão primário perceber-se observando o sol, a lua, as estrelas, as frutas, os aromas, as pessoas e muito menos as marolas que o mar produz, só para beijar incansavelmente a areia.
Ou talvez quem sabe, sentir-se meio louco em acreditar que o mar choca-se ao rochedo dia e noite sem parar, tão somente, para que não esqueçamos de que quando perdemos o rumo de nossas vidas, somos açoitados a cada instante, com a insegurança e o vazio que tira de nós, o equilíbrio interior, impedindo-nos de sentir paz.
Mas quem acredita de verdade que possa existir a paz?
Felicidade? 
Pura utopia...
E amor só é eterno, enquanto dura...
Que coisa, heim!...

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