domingo, 2 de março de 2014

REFLETINDO

            Oh! Meu Deus, como são difíceis os caminhos que se tem que percorrer na busca incessante do equilíbrio existencial.
            Como é difícil o enfrentamento contínuo com o despreparo que existe em cada um de nós.
            Como é muitas vezes dilacerante o aprendizado do óbvio que na realidade compõe a bendita lógica de existir.
            Como é absurdamente gratificante o encontro com cada instante de conscientização que, como brinde pela persistência, nos oferece um adicional de forças, com a estrutura completa de dignidade  que se infiltra em todo o nosso ser, dirimindo dúvidas, levando-nos à luz de mais um entendimento.
            Ah! Mas como é longa a restauração de um núcleo deformado.  É preciso tenacidade de propósitos, que por si só garante a eficácia da vigilância amiga e protetora.
            Ideal seria se fossemos devidamente formados através da cronologia de nossas etapas, porque, afinal, ao longo de uma existência,  vivenciamos exatamente os frutos de nossas escolhas e decisões que em sua maioria, são decididas as cegas.
            Mas como podemos fazê-las com coerência e sabedoria se não dispomos dos subsídios necessários para formata-las com a mínima possibilidade de êxito?
            E aí, erramos e erramos, insistimos e aprendemos, infelizmente nem sempre, e a somatória de erros e enganos, muitas vezes cria um verdadeiro caos, impossível de ser revertido.
            Outras vezes, acertamos em determinado aspecto e nos confundimos atrozmente em outros, e a partir desta permanente insegurança, vamos permitindo  acúmulo de ansiedades, geradas pelas incertezas e frustações, dando-nos um permanente vazio, que rouba o brilho de nossos olhos, a franqueza de nossos sorrisos, a grandeza de nossa espontaneidade.
            Viver, como meta única, saltando obstáculos, contornando caminhos e através deles abrindo espaço para a saborização do entendimento da vida, que de tão simples torna-se banal aos olhos do descuidado, do pouco atento ou do desajustado.


 Escrito em parceria com a energia de  Carlos Gabriel Arruda                                                         Carlos Gabriel Arruda

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