segunda-feira, 8 de abril de 2013

TAL COMO ELE


Eu sou filha de meu pai, com certeza não posso negar, pois, a cada instante, me vejo como reflexo sem tirar  nem por qualquer nuance de uma sempre irreverência de uma sempre alegria.
Tal qual meu pai, amanheço brincando, fazendo graça do mais elementar fato que é estar acordando e, assim como ele, não dispenso jamais, o pão com manteiga e o café com leite.
Neste instante, penso nele, me abraço e o sinto.
Tento descrevê-lo e me intimido, pois falar sobre ele é quase o mesmo que falar de mim.
E quem gosta ou acha fácil, falar de si mesmo?
Arrisco talvez, o perfeccionismo ou o prazer de ficar quietinho, detestando barulhos desnecessários, apreciando o sossego da própria casa.
Quem pode negar nossas semelhanças no aprecio de um belo cavalo de um dia radioso, ou um exemplar de beleza, seja homem ou mulher.
E falando em semelhanças, como posso negar também, o egoísmo de gostar de ficar sozinha, mas tendo ao meu redor, num ciúme disfarçado, mas absolutamente passional, os amores de minha vida.
Os defeitos são os mesmos e as qualidades também e, como filha de meu pai, posso reconhecer em meus filhos um pouco de nós dois.
Amo-te meu pai, saudades Sr. Hilton


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