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Convivendo com Harmonia



Penso na ética e no quanto ela é determinante em se tratando de postura e elegância pessoal que, afinal, por sua vez, determina o grau de harmonia dos relacionamentos interpessoais, independentemente da área humana em que estes aconteçam.

Existe uma enorme confusão de entendimentos entre ambição pessoal e profissional com a predisposição doentia em se atropelar as outras pessoas, com a justificativa pessoal de se estar buscando o sucesso de qualquer natureza, crendo estar em seu pleno direito, sem culpas ou remorsos e, até mesmo, regozijando-se, transformando suas posturas abomináveis, em feitos de vitória.

Impressionantemente danoso e complexo, se bem observado.

A partir desta falta de entendimento dos caminhos saudáveis que se devam seguir no percurso vivencial, as criaturas, envolvidas em suas lidas cotidianas, estimuladas por um consumismo desmedido e calcadas por uma educação doméstica e formal duvidosa, confusa quanto a valores e capenga quanto ao direcionamento ético, pois é destituída, em sua maioria, de limites de indução quanto ao respeito a si e ao outro, sequer percebendo os seus avanços cognitivos de automutilação emocional sem precedentes, na medida em que por profunda insegurança, torna-se incapaz de valorizar-se e consequentemente extrair de suas potencialidades os reais recursos que em grande parte são ilimitados, tanto físicos quanto intelectuais.

Observa-se, portanto, a imperiosidade em se adicionar nos currículos escolares, não uma disciplina a mais a ser ministrada, mas a inserção nas disciplinas de filosofia, sociologia, eficazes pontos que sejam determinantes quanto aos valores relacionados à convivência humana, pondo como pontos básicos o homem e sua socialização nos tempos atuais, focando a influência das tecnologias e novas conceituações sociais e como ser adequadas à manutenção de um senso de respeito humano que por lógica e absoluta necessidade de, acima de tudo, estruturar-se frente a estas mudanças que se mostram sem limites e cada vez mais aceleradas, fazendo visualizar-se uma imperiosa necessidade em encontrar-se assimilações individuais menos estressantes.

O estresse social induz ao aparecimento da ansiedade e esta produz a insegurança, e como uma marola ininterrupta, cria movimentos descompensados de emoções desconexas de valores egoístas e absolutamente cruéis, que se por um lado traz benécias sistêmicas, por outro alimenta na criatura um constante medo, disfarçado de inúmeras vestimentas camuflativas, mas que não consegue deixar de se espelhar na apresentação física, moral e comportamental de quem abraça esta distorção emocional, seja de forma consciente ou não.

Falando assim, parece complicado, mas na realidade do dia a dia, a ética se estrutura através da socialização de pequenas ações, onde o interesse comum seja o determinante quanto à qualidade do bem individual.

Somos seres absolutamente diferentes, mas totalmente dependentes quanto ao exercício existencial.

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