segunda-feira, 9 de abril de 2012

MALUCA? TALVEZ...

Amanheço falando a respeito da origem da linguística, sento na beira da cama e começo a pensar alto como se estivesse conversando com um outro alguém.

 Meu marido pacientemente resmunga alguma coisa, e ainda sonolento, vira-se para o outro lado e volta a dormir.
Percebo neste instante o que estou fazendo às cinco da manhã e ainda meio sonolenta, levanto-me e vou lavar o rosto, num impulso puramente instintivo, tal qual o fato de verbalizar a minha mente inquieta por todas as manhãs que me é possível lembrar.

Não posso precisar exatamente, quando deixei de acordar normalmente como qualquer mortal, pois me parece que sempre foi assim, entretanto, de uns anos para cá, tudo me leva a crer que se intensificou, já que elegi ou fui levada a eleger as madrugadas como berço esplêndido de meus esforços mentais de escrevinhadora.
Que coisa hein!

E eu ainda quero que pensem que sou normal?
Muitas foram às vezes em que me despertou a curiosidade em saber se isto ocorre também com os outros que se dedicam a tarefa apaixonante de pensar a respeito de quase tudo e tentar entender estes pensamentos, colocando cada um deles no formato de prosas e versos.

Será que como eu, suas mentes primeiro processam, filtram e depois apressadas os despertam, afim de que todo aquele manancial de informações logo seja registrado? Ou será que isto só ocorre em mentes um tanto quanto, digamos estranhas, como a minha?
Sei lá... 

Afinal, a quem vai importar se sou normal ou não?
Conclusão simplista, como consolo ao fato de que não consigo agir dentro dos padrões da maioria?

Talvez...
Assim como não consigo enxergar lógica, na maioria das condutas com as quais precisei conviver, e que a duras penas fui ao longo da vida adaptando a minha original forma de pensar e de agir. Uma verdadeira barra pesada que de tanto carregar, me acostumei. E provavelmente, tenha algo mais em minha natureza que não consigo explicar, como por exemplo, a sensação permanente de não estar completamente sozinha.

Bem...Dentro do que estudo, poder-se-ia dizer que trago traços de uma espécie de esquizofrenia paranoica, afinal, falo sozinha e identifico nos pássaros, seres de profunda comunicabilidade, com os quais dividi grande parte de meus pensamentos, fazendo deles grandes parceiros vivenciais, assim como parâmetros para inspirações e estudos comportamentais. Portanto, compreendendo este meu jeito esquisito, posso mais suavemente compreender os demais que venham a me considerar, assim, digamos, meio maluquinha.

RsRsRs!!!!!!!!!!!!!




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