Pular para o conteúdo principal

SOMOS BEM MAIS

Até a alguns anos atrás, apesar de todas as informações sensitivas que me foram repassadas na infância e adolescência, confesso que, envolta nos apelos sistêmicos, deixei as circunstâncias cotidianas direcionarem meus passos, sonhos e desejos, e com esta alienação existencial, verdadeiramente, acreditava que estava oferecendo à vida, às outras pessoas e a mim mesma tudo quanto havia de melhor.
Ah! Como eu estava enganada...
Ah! Como eu não sabia de nada...
E então, pensando agora nisto tudo, que pode parecer pouco, mas que devorou anos preciosos de vida em que eu deveria estar sentindo a vida sem tantos compromissos e emoções absolutamente dispensáveis, sinto que sou um alguém muito agraciado pelas energias deste universo fantástico, porque, afinal, suplantei os obstáculos para tão somente constatar que viver é muito mais que apenas querer ser isto ou aquilo, pois de nós ela só espera bom senso para usufruir, bem devagar, todos os sabores, aromas e toques que fazem de nós pequenas e deslumbrantes moléculas que se expandem, irradiando as luzes que por si mesmas nos oferecem o sentir que compreendi ser capaz de nos abastecer de tudo o mais que venhamos a querer usufruir nesta breve, mas espetacular viagem, onde temos um nome e uma aparência distinta, mas que na realidade somos, apenas, mais um elemento em um contexto somatório.
E pensando assim, olhando através da janela e enxergando o sol, aspirando os aromas e ouvindo os pássaros, desejo a vocês um dia repleto de paz.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

OPRESSÃO CULTURAL

Acreditei estar me especializando na área da observação do comportamento humano e, por toda a minha vida, pensei estar aprendendo tudo quanto poderia, e, no entanto, absorvida com a diversidade infinita que me cercava e totalmente fascinada com o que majestosamente me apresentava a cada instante, me perdi totalmente, e, de repente, assim sem qualquer aviso prévio, vejo-me diante de minha não menos infinita ingenuidade avaliativa e percebo, então, o quanto nada sei em relação a capacidade humana em se adaptar às circunstâncias, ou a buscar posições favoráveis à suas conveniências pessoais de adaptabilidade social.Há alguns anos, venho tentando entender o porque de minha paixão por Itaparica, visto que conheci inúmeros outros locais, não menos bucólicos e acolhedores. E agora, como um raio de luz esclarecedor, posso compreender que em minhas buscas pessoais de aperfeiçoamento, encontrei aqui, neste local encantador, todos os subsídios necessários a um aprendizado mais concreto e expli…

O FALSO BOM SAMARITANO...

Há algumas horas atrás, assistia à uma uma aula de Filsosofia da Educação, onde em determinado momento falávamos em interação com o Professor Wilson sobre justamente a humanização de nós humanos.

Cheguei a argumentar que somos incapazes de atingir esta humanização ideal exatamente por que não somos educados ao entendimento da dimensão de nossa própria existência, nem no conceito individual quanto mais em relação a um todo que sequer conseguimos enxergar e muito menos sentir.

Estamos divididos em três facções vivenciais, ou seja: aqueles que crêem em Deus e são religiosos, aqueles que crêem, mas nao são religiosos, e aqueles que não crêem.

Todos, sem exceção, vagueiam em seus cotidianos sem ter qualquer entendimento real do quanto estão desperdiçando seus minutos presentes e, sem sem se dar conta, permanecem repetindo posturas que em sua maioria no máximo os robotizam, tirando lenta, mas sistematicamente, toda e qualquer potencialidade interior que é capaz de impulsioná-los a se verem com…

CONSIDERAÇÕES SOBRE A PRESTAÇÃO DE CONTAS DO PRIMEIRO QUADRIMESTRE DE 2018

Estive, como sempre, presente na Câmara Municipal de Itaparica por ocasião da prestação de contas que, diga-se de imediato, foi didaticamente explicada ao público presente, que se resumia em sua maioria a funcionários da própria prefeitura e assessores diretos da gestão. No entanto, todo o evento foi transmitido ao vivo pela sua Rádio Tupinambá FM. Acompanhei os itens apresentados com a mente aberta ao entendimento, mas reconhecendo as minhas limitações contábeis, deixando-me ao direito de apenas buscar dados que explicassem os gastos em relação à arrecadação que, na avaliação de pessoa comum do povo, pareceram-me elevados ao pensar na precariedade em que a cidade vem vivenciando o seu cotidiano. Em vista desta premissa, fui registrando algumas perguntas que as explicações da especialista em finanças, assim como a Controladora do município, não foram capazes de esclarecer, até porque, não cabia a nenhuma delas tecer considerações sobre as decisões da gestora em relação ao destino das ve…