sexta-feira, 29 de maio de 2026

FARINHA POUCA?

As caixas de mensagens estão lotadas e eu certamente levarei ainda um bom tempo para responder a todas, já que somente agora me sinto parcialmente em condições físicas de fazê-lo. Afinal, meu corpo se dobrou, vencido pelo intenso frio. 

Penso no quanto é bom ser nutrida por mensagens carinhosas que não me deixam esquecer que há sempre um lugarzinho neste mundo individualista para que ainda se possa expressar atenção e carinho uns pelos outros, o que creio ainda serem vibrações de sustentabilidade amorosa.


E isso, quando devidamente percebido, é fascinante porque nos tira da zona de conforto, onde nossa maior prática é a de alisarmos os nossos próprios umbigos, naquele movimento mental e emocional do "farinha pouca, meu pirão primeiro", que produz uma repercussão desastrosa que se pode comprovar incessantemente nas convivências de qualquer natureza.

E aí, você me lendo há de pensar que tudo se resume a um apelo filosófico que de tempos em tempos reaparece na esperança de amaciar as posturas humanas. Talvez o seja. Todavia, por ter larga experiência nesta área, não por ser boazinha, e sim esperta, há muito percebi que evitar embates, rugas e solidão produz uma adrenalina espontânea que estimula uma harmonia interior.

 Isso alivia sobremaneira o estresse do cotidiano, deixando fluir uma espécie de calma íntima, não me deixando esquecer que tudo o que mais importa é a vida. E esta é um pote de farinha bem farto, precisando apenas de mãos habilidosas para mexer o pirão.

Regina Carvalho – 29.5.2026 – Pedras Grandes, SC

Ilustração -IA

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