quinta-feira, 8 de janeiro de 2026
BOM DIA – LUZ – CÂMERA – AÇÃO
É assim, com a alma em vigília e os sentidos em estado de graça, que começo os meus benditos amanheceres, esteja onde estiver.
Porque sempre houve uma janela, ainda que mínima, por onde a vida me convidasse a entrar em cena.
E o céu… ah, o céu nunca faltou. Sempre ali, cúmplice silencioso, a estimular-me a continuar.
Acordar e ser acolhida por este cenário foi mais uma das minhas escolhas ousadamente conscientes.
Nada me fascina tanto quanto oferecer o meu bom-dia a Deus
esse Deus que não se esconde,
que se deixa ver na luz,
sentir no vento
e tocar no corpo vivo da natureza.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2026
MOMENTOS ÚNICOS
Há momentos que nascem únicos
e, ainda assim, o tempo insiste em torná-los comuns.
Outros, mais graves, crescem à sombra da indiferença,
quando deveriam ser interrompidos com firmeza
antes que o hábito os transforme em norma.
Talvez seja falha de um sistema que ensina a correr,
mas não a sentir.
Que orienta escolhas,
mas deseduca o essencial.
Há no humano uma tendência antiga:
abandonar o que sustenta
para se agarrar ao que brilha.
Confundir urgência com ruído.
Elevar o banal à categoria de indispensável.
E assim, o descartável ocupa o centro,
enquanto o vital afunda
nos poços profundos da ignorância existencial
lugares onde nem a lua cheia ousa entrar.
Só quando a finitude se aproxima,
como um aviso tardio,
é que se tenta compreender
o que sempre esteve à vista.
Perde-se, então, a vida.
Não por ausência de tempo,
mas por ausência de encontro.
Sem intimidade.
Sem presença.
Sem ter tocado o que realmente importava.
As atenções dispersam-se
em chagas emocionais repetidas:
algumas leves, passageiras,
como o falso regozijo que logo se desfaz;
outras rígidas,
presas ao mecanicismo de pensar e agir
sem alma.
E a vida generosa, silenciosa
segue o seu curso.
Corre como um rio
em direção a um mar que existe,
mas que o insensato
jamais alcança.
Ontem, ouvi 1,3 centímetros de vida.
Um coração minúsculo,
sete semanas e quatro dias,
pulsando com firmeza
no ventre da minha Anna.
Aquele som não pediu argumentos.
Não pediu debate.
Apenas afirmou a sua existência.
Ali, compreendi mais uma vez
que ser contra o aborto
não é rigidez,
nem retrocesso,
nem tradição cega.
É consciência.
A vida não é um erro a ser corrigido,
nem um excesso a ser eliminado.
É um princípio.
E, se para tudo existe solução,
ela começa sempre
no entendimento lúcido
do sim
e do não.
Regina Carvalho
07.01.2026 — Pedras Grandes, SC
terça-feira, 6 de janeiro de 2026
ASTROS INTERIORES
Não foi o amor recente
que me tornou mais clara.
Foi a memória
esse sol tardio
que ainda aquece
as estações do corpo.
Há quem pense
que a alegria feminina
precisa de um braço
para se apoiar.
Enganam-se.
Ela precisa de céu.
Guardo na pele
danças sem plateia,
calçadas transformadas
em constelações,
passos simples
que rasgaram o tempo.
Fui levada às estrelas
sem promessas,
sem mapas,
apenas pela coragem
de quem soube olhar
para cima comigo.
E quem aprende o céu
não mendiga presença.
Escolhe.
Hoje, caminho leve
porque já fui inteira
noutra latitude da vida.
E o que vivi
não envelhece
transfigura.
Se espero,
não é por companhia,
mas por altitude.
Alguém que compreenda
que amar
não é preencher vazios,
mas reconhecer luzes.
Tenho a idade
das memórias que me sustentam,
e a serenidade
de quem sabe
que algumas estrelas
não voltam
mas também não se apagam.
E isso
é mais do que suficiente.
Regina Carvalho - 6.1.2026 Pedras Grandes SC
segunda-feira, 5 de janeiro de 2026
DE TUDO UM POUCO
Acordei pensando nas infinitas variantes que a vida apresenta e em quanto deveríamos copiá-la em tudo o que nos fosse afim, em vez de nos limitarmos a este ou àquele conhecimento específico, ou ainda à estagnação, seja ela qual for.
Afinal, quando saímos da caixinha da acomodação mental e emocional, deparamo-nos com maravilhas que se encaixam perfeitamente em cada instante presente, enriquecendo a nossa própria vida, colorindo-a e perfumando-a com variadas cores e aromas, tornando-a, no mínimo, mais prazerosa.
domingo, 4 de janeiro de 2026
ACHADOS E PERDIDOS
O primeiro domingo de 2026 chegou, pelo menos por aqui, com uma queda brusca de temperatura, levando-me a pensar que este é um local apenas para os fortes e resistentes. Afinal, a água está gelada e nem coragem para abrir as portas e dar uma saidinha pelas varandas eu tive, quanto mais ir ver as minhas vaquinhas de estimação. Mal consegui colocar ração para os cachorrinhos na garagem. Cruz credo!!!
Então, optei por dar umas voltas pelas redes sociais e, de cara, encontrei a amiga Tereza Valadares, pela milésima vez, chamando a atenção dos administradores de Itaparica, tal qual eu mesma já o fiz e que, a nenhum deles, surtiu qualquer efeito, sobre o lixo e suas danosas consequências. Respondi às sempre carinhosas mensagens que recebo diariamente, curti os comentários de meus adoráveis leitores e, em seguida, por acaso, encontrei um vídeo da doutora Ana Beatriz Barbosa, que admiro e sigo, sobre os dez hábitos cometidos pelos velhos, o que aguçou a minha curiosidade.
sábado, 3 de janeiro de 2026
O TRIPÉ DA GUERREIRA + O DOM DA MANSIDÃO
Bom dia.
Hoje, a vovó Regina acordou bem cedinho, como sempre. Mas, infelizmente, até este momento, nenhuma inspiração se aproximou desta minha mente pululante. E então, o que fazer diante dessa constatação, além do que sempre faço? Escrever sobre a minha incapacidade matutina.
O intrigante é que tenho mil razões para estar inspirada. Fechei o ano com chave de ouro e acabo de abri-lo lendo preciosas mensagens. Vai-se saber como funciona a mente humana…
Eu não sei. E você, tem uma luzinha para me ajudar?
Pois é… fazer o quê?
RECEBER – FILTRAR – DISTRIBUIR
Quando somos capazes de registar o nosso dia anterior e de nos prepararmos, através de projeções, para vivenciarmos o dia que está a começando, vamos aprendendo a identificar as nossas passadas posturais e a encarar as nossas atitudes emocionais, analisando-as e procurando, com esse exercício, melhorias de desempenho.
Passo a passo, vamos aprendendo, ao longo do exercício diário, a identificar quase de forma imediata as falhas e atitudes desnecessárias de nosso emocional, assim como a descobrimos novos aspectos do nosso imenso potencial de recuperação.
APARAS PESSOAIS
Neste amanhecer, despertei pensando no quanto tenho escrito ao longo da minha vida, principalmente sobre mim e sobre tudo o que posso, com os meus sentidos, ver e sentir, nem sempre tocar.
Penso, então: por quê?
Seria a consciência do meu pouco ou quase nenhum talento para estimular a imaginação e criar contos e histórias? Ou seria essa mesma consciência a alertar-me sobre o meu próprio manancial e sobre a necessidade, sempre urgente, embora amorosa, de escarafunchar os meus próprios labirintos?
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Em respeito aos milhares de seguidores de minha página e especificamente das lives que posto no facebook, desde 19 de agosto de 2020, se...










