sábado, 11 de julho de 2015

EMOÇÕES

   
Quando eu estou aqui...
Eu vivo este momento lindo...
Como impedir os arrepios que, sem pedir licença, percorriam o corpo e se transformavam em lágrimas discretas e envolventes que completavam o quadro que transcendia em emoções naquele momento?
Foi assim em todas as vezes que o povo se reunia, o palanque era erguido, as luzes se acendiam e finalmente a música tocava, levantando bandeiras, induzindo às alegrias e muitos, ha!!!...
Ninguém havia experimentado nada igual e quando pela última vez o show se reproduziu no Galvão, tudo parecia ainda mais emocionante.
Havia no ar um clima de euforia mesclado a esperança, difícil de ser reproduzido.
Corria o ano de 2008 e eu debutava na política, e tal foi minha ingênua dedicação que me esqueci de perceber que tudo aquilo era só política, show, onde união, calor e emoção são fatores de momento, tal qual a canção que tanto emocionou.
Esqueci dos egos, dos interesses e da certa desilusão.
Como não me aturdir ao constatar a cada emoção, que a fagulha se transformava em brasa, querendo produzir sua própria luz?
Como vivenciar experiências únicas, desejo compartilhado e permanecer indiferente?
Como reconhecer a ambição, revestida de sedução?
Como querer reproduzir e ainda mais entender o que, simplesmente, foi único?
Como esquecer da vaidade que venda a alma, tornando-a absolutamente pequena?
Como voltar, se a música se calou, os holofotes se apagaram, as bandeiras mudaram de cor, e o encanto se foi?
Enquanto escrevo, penso, e chego mesmo a ouvir:
­- Se chorei ou se sorri,
O importante é que emoções eu vivi...

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