sábado, 22 de agosto de 2009

Uma lágrima e nada mais

foto: portaldaclube.globo.com

Transito pelo menos quatro vezes por dia pela rodovia que liga Ponta de Areia ao centro de Itaparica e pelo menos duas vezes pela entrada do Mocambo, e em todas elas fico me perguntando:

- O que é isso ?!

Os buracos são históricos e os reparos executados pelo governo do estado um verdadeiro "me engana que eu gosto" incapaz de durar por duas pancadas de chuva mais forte. Que perda de tempo e de dinheiro público, e se não bastasse ainda enviam um número absurdo de funcionários que passam a maior parte do tempo previsto para o trabalho batendo papo e mexendo com as meninas que passam pelos locais.

- E aí, não deveria existir uma fiscalização por parte da prefeitura da cidade?

Esta mesma pergunta, me fiz em relação à empresa encarregada dos serviços do PAC, que por onde passou devastou e ficou por isso mesmo. Onde estão os senhores ilustres vereadores, que parece que estão cegos às evidências, surdos aos apelos e insensíveis quanto a degradação de nossa cidade?

- E o Prefeito, secretários, assessores e tropa de elite, onde estão que tudo permitem em detrimento dos direitos mínimos do povo, pelo menos daqueles cidadãos que nêles votaram ?

Entre 1964 e l980, constatei aterrorizada o desaparecimento de jovens idealistas que acreditaram que lutando contra a opressão, libertariam o país da chaga da prepotência e da corrupção que sempre oprimiram e lesaram o povo brasileiro. Lêdo engano daquela galera saudável que tombou nas pontas das baionetas em cada beco onde a corja se abrigava.
Vidas foram ceifadas e para que?

Talvez para gente como eu, que sobrevivi, apreciar um Presidente LULA, defensor dos fracos, oprimidos, da ética e moral na política, que chegou ao poder brandindo gritos de justiça social, defender um SARNEY, abraçar um RENAN e um COLLOR DE MELO, descaradamente visando tão somente os seus projetos de continuidade política com o apoio do PMDB, bem, aí frente a esta falta de brio moral e cívico, volto a olhar para os buracos e o que me resta é deixar tão somente uma doída lágrima rolar.

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