sábado, 22 de fevereiro de 2014

LEMBRANÇAS


As seriguelas, como pingentes coloridos e naturais, enfeitam e dão cor de verão ao meu jardim, fazendo-me cobiçá-las, enquanto surpreendo-me com a rapidez com que amadurecem.
E pensar que não conhecia estas delícias até vir viver no nordeste. Ainda me lembro de quando as vi pela primeira vez e do meu temor em comê-las sem antes perguntar se podia à minha vizinha Reina.
De lá para cá, a cada ano, acompanho saboreando esta frutinha doce que ao lado das minhas amoras se alternam no oferecimento de colorido e sabores.
Não sei bem por que, ao olhar para elas, penso em minha Guapimirim, que deixei lá na minha infância, mas que teimosa me acompanha nas lembranças até hoje.
Guapi da cachoeira, das árvores frondosas, das jacas maduras e perfumadas, das samambaias gigantes, das piabinhas ariscas, dos pássaros cantadores, do cheiro de terra úmida e do céu claro, repleto de mil estrelas, que certamente iluminou minhas noites, minha alma, minha existência.
Pensando em Guapi, revejo- a em minha Itaparica , nas diferenças das paisagens, nas semelhanças que consigo encontrar e que me fascinam.
E aí, faço planos, respiro fundo e me sinto feliz.
Que neste sábado, também você possa encontrar em suas lembranças, pontos de  encantamento que se assemelhem ao seu cotidiano .


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