sábado, 4 de julho de 2026

NO PELOURINHO DO COTIDIANO

Um esforço incomensurável foi o que precisei fazer para sair da cama neste amanhecer que, cruz credo, parecia gelar a minha alma. Enquanto as pesadas cobertas ainda me aqueciam, minha mente inquieta decidiu que eu precisava deixar registradas o destino que deia as minhas frustrações, a forma como as superei e, ao mesmo tempo, questionava qual importância elas teriam neste mundo tão controverso, repleto de quereres inalcançáveis pelas vias comuns do cotidiano.



 

 “Quando, finalmente deixares de responsabilizar os demais pelo andamento da tua vida, estarás, verdadeiramente livre, porque nada e ninguém terá o poder sobre a tua vontade, sentimentos e emoções”.

Regina Carvalho

👇Trecho de um texto escrito em 4.7.2024 em Itaparica



sexta-feira, 3 de julho de 2026


 

ALÉM DA ATRAÇÃO

Traçamos planos e neles incluímos outras pessoas sem sequer nos atermos ao fato simples, mas absolutamente determinante, de que elas ou estão agindo levianamente como nós ou sequer foram avisadas de nossas intenções. O que é pior: não sabem sobre as extensões das mesmas. 

Este desatino acontece em todos os relacionamentos humanos onde a associação de interesses é falseada pelo frágil impulso dos inebriantes entusiasmos e pela necessidade íntima de só mostrar o que se admite, para si mesmo, ser o ideal a ser revelado. 


quinta-feira, 2 de julho de 2026


 

COM O PIREX NA NÃO E NA ALMA

HERANÇA PERVERSA foi a que nos deixou Portugal, quando aqui desembarcou os desterrados incômodos de sua terra em todos os segmentos da vida humana, já que 526 anos depois, tudo permanece, reciclando-se com o tempo e os naturais avanços industriais, científicos e tecnológicos. 

Penso abusadamente que Deus se antecedeu, já sabendo deste castigo que sofreríamos de forma ininterrupta, e nos acalentou poupando-nos de furacões, tornados e todas as demais tormentas que distribuiu mundo terreno afora. Afinal, bem sabia o povo que por aqui se formaria, mesmo sofrendo as originais e pacíficas influências indígenas e dos sofridos escravizados que logo desembarcaram trazendo consigo a dor do desterro e da submissão como salvaguarda de suas próprias vidas. 


NO PELOURINHO DO COTIDIANO

Um esforço incomensurável foi o que precisei fazer para sair da cama neste amanhecer que, cruz credo, parecia gelar a minha alma. Enquanto a...