São seis horas da manhã. O dia ainda não clareou, embora o céu que avisto daqui já não esteja tão escuro. Enquanto digito, Pérola, a gata, alisa minhas pernas com seu corpinho peludo em toques sutis de carinho. Quem diria... logo eu, que sempre afirmei detestar gatos, agora me derreto de ternura por este serzinho que simplesmente não desgruda de mim.
Confesso que a inspiração imediata me foge. Não queria escrever sobre política ou educação, mas é impossível discorrer sobre a convivência sem esbarrar nelas. Busco um tema que me atraia e lembro da emoção do flerte. Aquela lufada de brisa renovadora para egos, por vezes, empoeirados. Ainda será possível mantê-lo vivo?






