domingo, 7 de junho de 2026

PERUA, por que não?

Pois é, pensando bem a culpa é de minha mãe que se esmerava na confecção dos vestidos de cambraia de linho com aplicações de delicadas rendas e pontos de fino bordado que eu detestava, afinal, impedia-me de correr e ser apenas uma criança naturalmente levada e repleta de energias.

Esse travamento moldou a minha forma de ser e de me apresentar, já que incluía no figurino a postura da menina discreta e obediente, sufocando a afoita que morava em mim, que tudo o que gostaria era de poder bater as asas e rodopiar pelos quintais da vida.


sábado, 6 de junho de 2026

O LUXO DO DESNECESSÁRIO

Mesmo ainda congestionada, acompanhei minha filha às compras a fim de completarmos o enxoval de meu neto, que está previsto para nascer no próximo mês de agosto. E aí, entre uma seção e outra do grande magazine especializado em itens para bebês, pensei, em meio a toda aquela parafernália de objetos pensados para tudo, em como eu e as mulheres do passado fomos capazes de cuidar de nossos filhos sem todos esses recursos. E o mais fundamental: como eles sobreviveram fortes, sadios e absolutamente lindos!


sexta-feira, 5 de junho de 2026

CONFESSO...

Pois é, acordei nesta sexta-feira sentindo uma saudade gostosa de um passado que escreveu a minha história e que, em flashes, adentra vez por outra em minha mente, na abusada intenção de me fazer reviver instantes fantásticos que as circunstâncias inesperadas ou buscadas me proporcionaram. 

Pessoas, lugares e situações incríveis que pude vivenciar e nas quais, sem qualquer cerimônia, me refestelei, fosse boa ou ruim a ocasião. Afinal, uma dava equilíbrio à outra, se bem que, na sua esmagadora maioria, reconheço que curti bastante.


quinta-feira, 4 de junho de 2026

MELODIA & Emoção

Diversas foram as vezes em que citei o fato de estar ouvindo o Noturno de Chopin enquanto escrevia minhas crônicas diárias, mesclando seus acordes com as minhas emoções. É exatamente o que faço neste momento, em meio ao frio e à solidão existente em cada ser humano, ainda mais quando se atinge uma longa vivência, enriquecida com os mais diversos e complexos entendimentos íntimos relativos à própria existência.


quarta-feira, 3 de junho de 2026

MÃE LENDO PLATÃO AS SEIS DA MANHÃ? FALA SÉRIO!!!

Acabo de receber a visita de meu filho Luiz Claudio que ao ir para o trabalho, deu uma paradinha para me trazer um pãozindo bem quentinho que imediatamente comi, deixando a manteiga se derreter em seu interior e até escorrer e sujar os cantos de minha boca. Isso é dupla felicidade e exemplifica o texto que escrevi antes do dia clarear. 



 

terça-feira, 2 de junho de 2026

DESCE DO SALTO

Nunca, em tempo algum, descerei do salto de me sentir uma saborosa ameixa em meio a este pomar deslumbrante da vida. 

De repente, pensando muito tempo depois, compreendi que, quando as piabinhas do riacho de Guapimirim desviavam-se dos seus rotineiros caminhos só para beliscarem minhas perninhas, buscavam algo em especial. E era eu que lá estava. 


PERUA, por que não?

Pois é, pensando bem a culpa é de minha mãe que se esmerava na confecção dos vestidos de cambraia de linho com aplicações de delicadas renda...