terça-feira, 17 de março de 2026


 

IMPREVISÍVEL...

Amanheci pensando na sorte que sempre caminhou ao meu lado, vez por outra dando umas escapadinhas e me deixando ao acaso dos acontecimentos, o que me levava a pensar: poxa, fiz tudo certinho e, ainda assim, estou passando por isso...
Como sou notoriamente curiosa, busco explicações e acabo encontrando não uma, mas quatro tipos de sorte: a cega, pura sorte, como ganhar na loteria; a do movimento, resultado do esforço e da tentativa de criar oportunidades; a da percepção e experiência, que nos permite reconhecer o que muitos não veem; e a magnética, quando nos tornamos tão bons no que fazemos que as oportunidades passam a nos encontrar.


segunda-feira, 16 de março de 2026

Teatro da existência

Hoje pela manhã, refletindo sobre a vida, pensei no quanto todos nós, de alguma forma, estamos no centro do palco.

Em certos momentos somos protagonistas.

Em outros, apenas figurantes tentando aprender o texto enquanto o espetáculo continua.

Escrever sempre foi para mim uma forma de compreender esse grande teatro da existência e, ao mesmo tempo, perceber o quanto nossas histórias, mesmo diferentes, se parecem nas emoções que carregamos.

Compartilho com vocês esse pequeno texto, escrito hoje cedo, acompanhado de um café e muitas memórias.

Quem sabe ele também desperte em alguém a vontade de olhar para a própria vida com um pouco mais de ternura.

Regina Carvalho

Ilustrações IA




 

domingo, 15 de março de 2026


 

ATAQUE DE PELANCA

Fazia tempo que eu não pensava nessa expressão. Talvez porque, há muito também, essa reação intempestiva tenha desaparecido de meus hábitos emocionais.

Quando menina, poderiam me chamar de birrenta. Na adolescência, de pittizeira. Já na vida adulta, de  temperamental. No fundo, pouco importa o nome. Qualquer que seja ele, trata-se sempre de um descontrole capaz de causar danos profundos ao corpo físico que, por mais forte e resistente que seja, acaba, vez por outra, deixando escapar o pus de suas feridas internas através de chagas que, se não são visíveis, certamente são sentidas.