terça-feira, 13 de outubro de 2026

EMOÇÕES

Depois de um feriadão de muitas emoções, cá estou, depois de ter tomado o meu pingado, novamente dedilhando o que mais gosto de fazer, que é escrever, sentindo cada palavra que se forma e amando cada emoção que senti na minha vida, mesmo aquelas que não foram muito católicas, como se costuma dizer.

Geralmente não se é educado para a transparência, sempre com o piedoso argumento de que ser real é perigoso neste mundo mau e impiedoso com os fracos e descuidados. Bem, isso é verdade, já que, quando se abrem as janelas das emoções, o sol pode estar forte e até mesmo fazer arder os nossos olhos. Mas e daí? Pelo menos o sol aqueceu e por instantes acalentou deliciosamente o todo por completo.



Penso neste instante que me fazer de rogada diante do espanto bendito das emoções que sentia nunca esteve no meu currículo de amostragens e, para tanto, caminhei nem que fosse capengando, até porque imunidade total nunca foi prometida, nem a mim e a ninguém. Todavia, devidamente abastecida das muitas e poderosas emoções que tive o privilégio de sentir desde a mais tenra idade quando vislumbrei a completude em beleza, energias e forças contidas nas matas de Guapimirim, onde arrepiava-me com as beliscadas das piabinhas nas águas geladas do riacho e, ao invés de medo, me permiti simplesmente gritar sorrindo de felicidade, nem podia me aperceber do quanto estava sendo preparada para simplesmente viver.

Quando nos permitimos sentir sem culpas as infinitas emoções que nos rodeiam, tudo fica plausível, já que abrimos espaço para que nossa alma comande as escolhas, e ela, rigorosa e seletiva, não falha ou induz ao engano. Portanto, os primeiros beijos do Jef, o primeiro sexo com Roberto, o primeiro filho, o primeiro engano, o primeiro sucesso e os primeiros "tudo mais" que vivenciei dali por diante fizeram de mim o que fui e sou até hoje: um poço que, apesar de profundo, é capaz de ser observado através das águas claras e transparentes. E quando alguém delas faz espelho, simplesmente subo aos céus em gratidão.

Regina Carvalho -Pedras Grandes SC

Ilustração-IA

domingo, 11 de outubro de 2026


 

CAMA E MESA

Minha mãe já afirmava que eu era abusada, atrevida e respondona e, certamente, ela tinha razão. Afinal, os meus insistentes porquês deveriam aborrecê-la demais. Se bem que este meu jeito de ser não fora roubado, já que ela mesma a tudo questionava e meu pai então, cruz credo! 

Tudo isso numa época em que a mulher, em sua maioria, só obedecia e o homem seguia o padrão machista de ter a sua razão absoluta. Pois é... Portanto, como eu poderia ser diferente, não é mesmo? E não fui, e aí não reside qualquer mérito maior sobre os demais. Apenas percebi, desde muito cedo, que a vida era incrivelmente perfeita e única, portanto, a minha também deveria ser. Para tanto, as minhas escolhas deveriam seguir o mesmo padrão de"qualidade" e de "intransferibilidade" .


sexta-feira, 9 de outubro de 2026


 

MUDANÇA NECESSÁRIA

Nós estamos acordando da inércia, da alienação e do desconhecimento das nossas realidades pátrias e humanas. Quem me acompanha nessas quase duas décadas de rede social, ou pessoalmente ao longo da vida, nas minhas lidas profissionais e pessoais, bem sabe o quanto sou ligada na política de meu país. Alguns presenciaram o meu empenho em apoiar este ou aquele candidato, fosse ele quem fosse, assim como alguns testemunharam, in loco, o quanto fui capaz de mudar de opinião caso os meus escolhidos deixassem de cumprir o que deles eu esperasse, principalmente no quesito ética pública, princípio básico para um líder não fugir do bem comum.


quarta-feira, 7 de outubro de 2026


 

APENAS UMA VIDA

Acordei pensando em 1950, quando tudo começou para mim. A curiosidade, como sempre, foi mais forte do que eu e imediatamente fui pesquisar, em busca de entendimentos consistentemente oficiais sobre o desenvolvimento real que houve no meu Brasil varonil. 

Decidi fazer isso ao invés de continuar ouvindo e aceitando apenas narrativas políticas, já que elas, por intuição e constatação, não me convencem. Afinal, o cotidiano sempre apresentou outro cenário nos diversos locais onde residi, estudei e trabalhei.


EMOÇÕES

Depois de um feriadão de muitas emoções, cá estou, depois de ter tomado o meu pingado, novamente dedilhando o que mais gosto de fazer, que é...