Durante muito tempo, senti-me uma pessoa meio retrô -abreviatura de retrógrada , principalmente por manter um estilo de pensar e agir fora da atualidade. Todavia, com o passar do tempo, fui compreendendo que não. Afinal, nunca fui uma reinterpretação de absolutamente nada; apenas segui a mesma tendência na qual fui educada, mesmo precisando, por uma questão de absoluta sobrevivência, adaptar-me às mudanças radicais que se apresentaram em minha vida.
Rica ou pobre, minha original visão de valores e posturas manteve-se intacta, fazendo de mim, talvez, uma pessoa vintage, já que fui moldada física e emocionalmente entre os anos cinquenta e sessenta. Fui regada constantemente pelo romantismo de uma era onde o ouro de 20 quilates e as bijuterias eram imediatamente identificados.






