segunda-feira, 26 de janeiro de 2026


 

LINDO DE SE VER…

Nem mesmo a derrota do meu amado Flamengo para o Fluminense foi capaz de empanar a minha alegria e emoção ao constatar a quão maravilhosa foi a caminhada da liberdade, que começou em Paracatu, Minas Gerais, com apenas um jovem deputado e culminou, de forma simbólica, com milhares de cidadãos na Praça do Cruzeiro, em Brasília, entoando o Hino Nacional.

Nesses momentos em que somos capazes de lutar pelo nosso direito inalienável de pensar diferente, dá um orgulho danado ser brasileira. Mesmo sendo considerados, por muitos mundo afora, um país de terceiro mundo com um povo fuleiro que só tem carnaval, bunda de mulher bonita e futebol para mostrar,  fizemos bonito.



 

ME DEIXEM ESCREVER

Afinal, desde que me entendo por gente, absorvia e sentia tudo à minha volta de forma muito intensa. Essa intensidade traduzia-se em muitas energias circulantes, que faziam com que eu fosse, digamos, uma menininha esquisita, fora dos padrões comportamentais da época, já que observava e questionava mais do que as demais crianças.

Hoje, imaginem, quase uma vida inteira depois, consigo finalmente mensurar o que significou para os meus pais, especialmente para minha mãe, sempre presente, educar-me, estabelecendo regras e limites para uma criança que, mesmo com os pés no chão, vivia a voar. Pelo menos, foi assim que eles e os demais à minha volta me enxergavam.


sábado, 24 de janeiro de 2026


 

GENTE CHATA OU DOENTE?

Há tempos observo, com crescente inquietação, a confusão deliberada entre o sofrimento psíquico legítimo e a simples incapacidade de conviver. Nem todo comportamento abusivo é doença. Nem toda grosseria é transtorno. Em muitos casos, trata-se apenas da ausência de limites, convenientemente travestida de diagnóstico.

Vivemos uma época em que qualquer desconforto relacional é imediatamente convertido em patologia. Exige-se medicação, tolerância irrestrita e silêncio dos que convivem com o problema. Questionar virou falta de empatia. Impor limites, crueldade. E assim surge a pergunta incômoda: como sobreviveram as gerações anteriores?

Seriam emocionalmente mais fortes?