quarta-feira, 27 de maio de 2026


 

O Mar Invisível das Convivências

Sou tão obstinada em conhecer os labirintos comportamentais das pessoas nas convivências que insisto até o meu limite pessoal para entendê-los. Claro que, a partir dos meus próprios labirintos, às vezes, confesso, saio não surpreendida, pois há muito passei deste estágio, mas sinceramente ainda decepcionada. Afinal, ainda reservo um manancial de esperanças nesta humanidade poderosa que desconhece o potencial existente em si mesma.

Já produzi tantos relatos de constatações empíricas ao longo de minha vida, os quais vaidosamente chamo de livros, mas que na realidade são tão somente registros. Faço-os na esperança de que, em algum momento, sejam lidos e, quem sabe, o ideal que teci para a minha vida seja estímulo para a jornada de outros.


terça-feira, 26 de maio de 2026


 

BENDITO SOL

Neste amanhecer assistindo a um vídeo da amiga carioca Bia Torres, saudando a chegada do sol, compreendi com uma clareza incrível o quanto este sempre foi importante pra mim desde a minha mais tenra idade, determinando-me a ser uma pessoa de hábitos diurnos, preferência que em determinadas épocas de minha vida, atropelou carreira e relacionamentos, já que  bastava anoitecer para o convite mental para ir para casa ser mais forte e convincente.

Pensando bem, o sol foi durante a minha vida, justificador da dinâmica que me dominava, o aquecedor de minhas ideias, o cobertor constante dos meus sentimentos e a lua, tão somente um chamado ao recolhimento, daí provavelmente deriva o prazer de assistir o nascer dele à cada dia que sou capaz de me lembrar, fazendo dessa espera um estímulo a alegria.


segunda-feira, 25 de maio de 2026


 

Razão e Sensibilidade

Amanhece lentamente neste meu novo cantinho encantado. Tendo à minha frente a tela do notebook, a opção seguinte é descortinar o verde bendito desta natureza exuberante, esculpida pelo mestre maior do universo, minha principal fonte de inspiração.

Quem me lê, pode até imaginar o jardim de uma daquelas belas mansões existentes pelo mundo, criada por mãos paisagistas talentosas. Na realidade, tudo aqui é ricamente rústico, resultando na mais sábia e pura diversificação de convivência, onde cada espécie se harmoniza ao restante, criando um cenário único.


sexta-feira, 22 de maio de 2026

O OLHO NO OLHO ANDA EM DESUSO

Acordei pensando na minha filha Anna Paula que, na adolescência, reclamava do fato de eu adivinhar o que ela estava pensando e, por isso, me chamava de “bruxa”. 

Hoje, analisando a constante irritação dela em relação à minha franqueza em confrontá-la diante de uma mentirinha, absolutamente normal nesta fase em que tudo está se adequando a uma nova realidade física e emocional, penso que na realidade eu, de um jeito ou de outro, já que trabalhava muito, além de escrever compulsivamente, apenas a observava. Aquele olho no olho que infelizmente anda em desuso, acompanhado da franqueza que se deve ter para com aqueles a quem amamos e que se estende aos amigos ou, simplesmente, a alguém com quem precisamos tratar costumeiramente, como, por exemplo, a caixa da panificadora, o porteiro do prédio etc.