sábado, 7 de novembro de 2026

CHOVE LÁ FORA

Neste amanhecer de chuva e de um fresquinho beirando o frio, penso na noite de ontem, abafada e acalorada. Aí, ao invés de praguejar, lembrando das delícias tropicais que simplesmente adoro, opto por curtir este clima diferente e quase sempre instável, beirando a bipolaridade. Ele traz consigo novas imagens, sons e aromas que, aos pouquinhos, absorvo, enriquecendo cada vez mais harmoniosamente os meus conhecimentos, muito além do aspecto apenas climático.



 

sexta-feira, 6 de novembro de 2026

REPENSANDO

Três títulos tentei no Word colocar,

E a máquina fria teimou em rejeitar.

Dei um tranco no sistema, um grito de atenção,

E o algoritmo aceitou a minha rebelião.

Reli o meu passado, folheei o meu guardado,

Complexo de Dor Social, por mim foi autorado.

Olhei para as páginas e o peito estremeceu:

Será que esta mente é deveras, minha?

Não tenho fortuna, nem cargo, nem altar,

Mas tenho um oceano difícil de calar.

Sou estranha no ninho do plano financeiro,

Que esquece a grandeza do ser por inteiro.

O mundo está cheio de gente informada,

Mas cega de lógica, na rede arrastada.

Confundem opinião com o eco da massa,

E a própria razão, feito fumaça, passa.

Aonde eu queria chegar com o meu canto?

Na mente dos poucos que vencem o espanto.

O medo da perda é uma trava gigante:

Quem guarda o vazio não vê o brilhante.

Eu bem que queria nas redes mentir,

Cantar o que a turba deseja escutar.

Mas a minha essência não sabe fingir:

Prefiro a verdade do meu caminhar.

Regina Carvalho-6.11.2026 Pedras Grandes SC



Ilustração IA


 

quarta-feira, 4 de novembro de 2026

DEU BRANCO

Pois é, são quase nove e trinta desta manhã que, safada, se apresenta nublada e chuvosa, bem diferente dos dias anteriores de sol radiante. Cá estou desde bem cedinho tentando escrever, mas nada surge em minha mente. Que coisa, viu!
Rodo o dedinho no mouse para ver se encontro uma palavra ou uma imagem que aperte o meu gatilho. Até agora nada consegui. Penso que talvez minha mente esteja cansada ou, quem sabe, alguns dos meus neurônios estejam fragilizados com esta alternância do clima. Afinal, viver quatro estações a cada dia é apenas para os fortes, e não para mim, que vim do sol constante e glorioso da Bahia.
E por falar em Bahia, como não lembrar das delícias desta terra bendita? Impossível! Neste instante, vejo diante dos meus olhos lindas flores amarelas, tremulando com seus finos, mas resistentes galhos na paisagem. Não tenho como deixar de reconhecer que, assim como elas, sou também muito resistente às intempéries.
Cruz credo! Que mulher é esta?
Então, sorrio pelos ventos que testam a minha resistência, pelo frio que estimula o meu calor interno, pelo sol que me aquece e me conforta depois dos tentadores arrepios e, finalmente, pela chuva que me banha e refresca. Será apenas consolo de uma mente criativa ou de uma alma apaixonada, sempre grata por simplesmente existir, mesmo como agora, sem inspiração?
Regina Carvalho, 4 de novembro de 2026.
Pedras Grandes, SC.



Ilustração- IA

terça-feira, 3 de novembro de 2026

REFLETINDO...

O que teria sido de mim se minha realidade tivesse sido outra? Escreveria versos e crônicas e teria mantido minha mente tão próxima das borboletas e dos beija-flores?

 E quanto ao amor, seria a apaixonada que sempre fui, fabricando mil argumentos a fim de manter refletido no outro o brilho dos meus próprios olhos? 



 

CHOVE LÁ FORA

Neste amanhecer de chuva e de um fresquinho beirando o frio, penso na noite de ontem, abafada e acalorada. Aí, ao invés de praguejar, lembra...