sábado, 25 de abril de 2026


 

UM MUNDO QUE JÁ NÃO ME PERTENCE

Apesar de encontrar beleza e vigor onde a maioria sequer reconhece existir, tão envolvidos que estão consigo, seus desejos e frustrações, cá estou, atendendo à minha necessidade maior que é a de deixar fluir. 

Minha sempre lamentável constatação do quanto, eu e você, lindos e completos e a meu ver, obra-prima de Deus, maculamos o nosso todo de criaturas humanas simplesmente não extraindo e usufruindo de todo esse arsenal de potencialidades, a fim de, individualmente, criarmos e nos deleitarmos com este mundo pra lá de espetacular.


sexta-feira, 24 de abril de 2026

SEM EIRA NEM BEIRA

Quem convive comigo ou há muito me lê, sabe o quanto sou observadora. Preocupo-me em destacar tudo o que me parece relevante em qualquer situação na qual estou inserida, sem fazer desses destaques degraus de acesso a qualquer lugar. Nem sempre essa minha forma de ser, agradou. Em certas ocasiões, minha ingenuidade e espírito participativo falaram mais alto que meu senso de oportunidade, o que me rendeu desafetos. Afinal, eu me preocupava com as ações e reações externas e esquecia de observar as reais intenções de quem estava na berlinda, expondo-se.


quarta-feira, 22 de abril de 2026


 

Sem inspiração...

Uma das várias atividades de meu genro é o plantio de maracujá; por isso, podem imaginar o quanto tenho aproveitado essa fruta deliciosa, sem contar o perfume que ela espalha pela casa. Como tenho certa preguiça de preparar sucos, optei por comer a polpa às colheradas, adoçada com mel, o que fica simplesmente divino.

O que isso tem a ver com o que vou escrever? Absolutamente nada. Estou apenas preenchendo o vazio até que a inspiração se aposse de mim, neste amanhecer que demora cada vez mais a surgir, ao contrário do frio que só se intensifica. Por acaso, alguém pensa que é fácil escrever diariamente durante décadas, sem que, vez ou outra, o fio condutor das ideias escape?