Estou aqui pensando que se eu realmente escrevesse tudo o que penso a respeito do que sou capaz de enxergar e sentir à minha volta, principalmente tudo quanto vivenciei na pele, na alma e no bolso, creio que já estaria morta há muito. Portanto, resta-me rir de mim mesma e dos textos em que falo de liberdade, sabedora de que esta seja a maior utopia de todos os tempos e quem acreditou cem por cento nela se estropiou.
A história humana está aí viva, mostrando com detalhes o fim de cada um, cuja glória residiu no pós-morte. Terão sido esses os legítimos heróis que admiramos ou, tão somente, exemplos emblemáticos do que não se deve fazer?

