segunda-feira, 15 de junho de 2026

EXTRAORDINÁRIA

Acordei nesta segunda-feira friorenta pensando na palavra extraordinária. Então, como sempre faço, busquei inteirar-me de forma mais ampla sobre o seu significado. Até porque, de uns bons tempos para cá, a influência maciça do apenas ordinário travestido de fantástico tem confundido as avaliações críticas dos pouco atentos.

Aliás, esse é um fator altamente preocupante a ser observado. As universidades, que deveriam ser redutos dos exercícios críticos, passaram a ser tão somente mecanismos de indução à nulidade avaliativa. Tornaram-se condutoras dos fluxos existentes a cada momento, além, é claro, dos rasteiros ensinamentos básicos dos conhecimentos gerais. Isso afeta de forma negativa e desastrosa todas as áreas da aplicação de seus parcos conhecimentos.


NA EXATA MEDIDA

Depois que a minha trupe, após uma torcida vibrante em prol da nossa seleção que se apresentou meia boca (fazer o que, né?), rumou para as suas casas, estiquei-me, como de hábito, no sofá. Dormi como uma pata parida. Quando meio que acordei, a novela, o jornal e tudo mais na televisão havia acabado. 

Como uma sonâmbula programada, cheguei até o meu quarto e voltei a dormir. É lógico que, seis horas depois, meu sempre pontual relógio biológico acionou o despertador. Então, cá estou às três desta manhã de domingo, a mil por hora, enquanto, lá fora, tudo se apresenta silenciosamente lento, como se todos dormissem. Mas sei que não é bem assim.


NEM AS RAPIDINHAS SE SALVAM

Estou aqui pensando que acho esta Copa sem tesão. Será? Ou sou eu que espero demais, já que vivi outras tantas em que as vibrações eufóricas continuavam em lembranças inesquecíveis, mesmo depois dos jogos?Como sou uma tremenda irreverente, comparo o entusiasmo do jogo de ontem com aquela rapidinha que todo mundo já deu em algum momento da vida, num intervalo qualquer. Uma situação que entusiasma só de pensar, mas que depois não deixa nada como rescaldo do fogo ardente da paixão.Nossa, dona Regina, essa é uma comparação que se faça?Verdade...


sábado, 13 de junho de 2026

INSTANTE INEGOCIÁVEL...

Pois é, acordei pensando em mim e nos instantes que sempre valorizei. Não porque sou esquisita, mas porque compreendi ainda muito cedo o valor da existência através de cada um deles. Aí, naturalmente ao longo da vida, observando a mim e aos demais, a certeza da importância de cada um deles foi se consolidando.

Neste instante, percebo que meus dedos estão gelados de frio. Então, paro e, no instante seguinte, ligo o aquecedor esperando que nos instantes posteriores eles possam se aquecer.


sexta-feira, 12 de junho de 2026

PÉROLAS DE VIDA

Pois é, depois de escrever um poema para o meu amigo Starita, que está lá pelas bandas da Macedônia, onde Jesus esqueceu as sandálias, em resposta a um seu delicado comentário que expressava a nossa fortíssima ligação de almas, imediatamente pensei nas pérolas. Elas são, sem qualquer dúvida, uma demonstração da existência de Deus e da semelhança que ele imprimiu em suas criações. 

Afinal, se formos atentos, logo perceberemos que somos pérolas que a vida cultiva cuidadosamente, sem que nos deixe faltar insumos absolutamente naturais, como os benditos sentidos que regem nossas ações e reações em conformidade com nosso cérebro, senhor absoluto de um raciocínio pleno.


quinta-feira, 11 de junho de 2026

EU QUERIA SER...

Eu queria ser o vento,

para soprar suavemente no teu rosto,

e sussurrar os segredos

que o meu coração não ousa dizer.

Eu queria ser a chuva,

para tocar a tua pele sem pedir licença,

e lavar qualquer rastro de tristeza

que porventura queira em ti habitar.

Eu queria ser o tempo,

não aquele que afasta ou que destrói,

mas o tempo que eterniza o momento

em que os teus olhos cruzam com os meus.

Mas sou apenas eu,

com esse querer que transborda,

esperando o dia em que você descubra

que tudo o que eu queria ser...

era o teu mundo.

Regina Carvalho- 11.6.2026 Pedras Grandes SC



OBS: Poesia escrita em algum momento de minha ainda juventude, onde a dor do abandono tentou me derrubar, mas que a poeta existente em mim desabrochou, lembrando-me que o amor existente em mim, não necessariamente existia no outro e que eu deveria me bastar com o meu imenso potencial amoroso. Deus não esqueceu de absolutamente nada em sua infinita criação, principalmente em relação a autorregeneração, somente possível a quem busca ao se reconhecer mais um milagre e este, não se desperdiça.

EQUILIBRANDO...

Pois é, desde ontem venho pensando no quanto precisei conter a Regininha impaciente diante de uma jovem atendente. Com um sorriso falso de final de dia de trabalho, em vez de ser delicadamente instrutiva diante da minha visível ignorância médica, ela optou por ficar repetindo, como um papagaio e vez por outra no diminutivo, o discurso decorado de balcão.

Deus, pensei: dai-me tolerância...Afinal, é preciso tê-la 24 horas por dia e isso é exaustivo. Ainda mais para alguém como eu, que me formei através de bases sólidas, onde o respeito era o princípio básico de qualquer movimento humano, inclusive comigo mesma. Antecipávamos a moral e até mesmo o que os outros vão pensar, uma hipocrisia que, na época, era determinante nos ambientes sociais de qualquer natureza.


EXTRAORDINÁRIA

Acordei nesta segunda-feira friorenta pensando na palavra extraordinária. Então, como sempre faço, busquei inteirar-me de forma mais ampla s...