segunda-feira, 2 de novembro de 2026

CONSCIÊNCIA E PAZ

Ontem o dia esquentou, levando-me a concluir que por aqui no sul, nada é mais ou menos em se tratando de clima e haja saúde para nele se adaptar. Assim é a maturidade emocional quando, também assim, me percebi desde quando me vi envelhecendo e podendo mensurar o quanto de tempo já havia vivido em relação ao tempo que supostamente ainda teria para viver. 

Não sei você que me lê, mas no meu caso, passei a sentir uma necessidade irresistível de passar a limpo o meu histórico, abrindo o baú das lembranças, confessando que em momento algum foi uma tarefa fácil.





 

CIRCO DOS HORRORES - Capítulo 3

Pois é, hoje acordei me sentindo mais crítica do que nunca, questionando tudo que surge diante de mim. Só percebi esta mudança matinal quando, ao abrir o Facebook, lá estava um comentário de alguém questionando grosseiramente, e do nada, uma postagem dentre tantas outras que publico diariamente. Geralmente eu reajo a elas, inclusive deixando um coraçãozinho, por compreender que discordar é saudável.

Pois é, hoje reagi diferente, devolvendo o questionamento dentro dos limites do respeito e da educação. Todavia, observei de imediato que algo estava acontecendo comigo, afinal, meu senso crítico começa cognitivamente.



 

sábado, 31 de outubro de 2026

CIRCO DOS HORRORES - Capítulo 2

Neste amanhecer nublado e friorento de um outono absolutamente esquisito, pelo menos para mim, cá estou buscando palavras que possam expressar a minha intolerância ao sofrimento, seja ele qual for. Não se trata de negá-lo, mas de não o aceitar, mantendo-o bem longe de mim. Percebi bem cedo que ser feliz é muito mais agradável, embora nada fácil, pois a felicidade alheia incomoda, gera inveja e, se bobear, mata.

Ainda assim, manter-me feliz me trazia um conjunto de sensações harmoniosas que imaginei ser a paz, principalmente após enfrentar as intermináveis dificuldades que o ato de viver apresenta. Como se não bastasse, há os obstáculos que nós, preciosos humanos, incansavelmente criamos, sei lá por quê. Algo inexplicável e ininteligível ao meu entendimento, talvez pelo fato de a vida ter me sido apresentada como um espetáculo a céu aberto.


sexta-feira, 30 de outubro de 2026


 

CIRCO DOS HORRORES - Capítulo I

Quietinha em meu pequeno e absolutamente lindo local entre matas e pássaros, que escolhi por força das circunstâncias vivenciar neste tempo de minha longa vida, penso que talvez mais que a maioria e sem muito mérito pessoal, já que não mais sofro influência in loco dos movimentos histéricos do sistema social, humano e político de meu Brasil Varonil, o que faz de mim uma privilegiada ou um exemplo de rebelde sem causa?

E aí, alguém poderia pensar que sou uma pessoa chata que só vive para estudar, escrever e publicar textos enfadonhos. Talvez quem assim pense tenha um pouco de razão, afinal, nos tempos bicudos que o país apresenta, e não é de hoje, com apresentações contínuas do Circo dos Horrores que se instalou em solo nacional e se recusa a mudar de praça com seus horripilantes personagens, alguém vir a público defender conceitos como ética, honra, dignidade e amor seja mesmo chato de se ler.


CONSCIÊNCIA E PAZ

Ontem o dia esquentou, levando-me a concluir que por aqui no sul, nada é mais ou menos em se tratando de clima e haja saúde para nele se ada...