sexta-feira, 7 de agosto de 2026

INVENTÁRIO EM VIDA

Acordei pela madrugada fechando um grosso caderno e logo o reconheci como um relatório gerencial e contábil definitivo que confronta receitas, custos e despesas para apurar o lucro ou prejuízo final de minhas atividades pessoais enquanto mulher, esposa, profissional e mãe. 

Olhei na lateral e pude perceber que havia vários cadernos que, ao longo da vida, improvisei, transformando-os em livros-caixa para registrar expectativas e frustrações, sorrisos e lágrimas, perdas e ganhos meus e daqueles a minha volta. 



 

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

LIBERDADE?

Estou aqui pensando que se eu realmente escrevesse tudo o que penso a respeito do que sou capaz de enxergar e sentir à minha volta, principalmente tudo quanto vivenciei na pele, na alma e no bolso, creio que já estaria morta há muito. Portanto, resta-me rir de mim mesma e dos textos em que falo de liberdade, sabedora de que esta seja a maior utopia de todos os tempos e quem acreditou cem por cento nela se estropiou. 

A história humana está aí viva, mostrando com detalhes o fim de cada um, cuja glória residiu no pós-morte. Terão sido esses os legítimos heróis que admiramos ou, tão somente, exemplos emblemáticos do que não se deve fazer? 



 

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

REBELDE, SIM; INSENSATA, JAMAIS!

Estou aqui pensando, enquanto espero o dia clarear, já que são quase 7h30 e, por enquanto, tudo ainda está escurinho por estas bandas do sul: se meu pai estivesse vivo e eu fosse adolescente, tal qual ocorreu nos anos sessenta, como seria minha vida?

O homem era uma águia vigiando cada passo, aonde quer que eu fosse. Minha mãe, sob sua supervisão, o supria com devoção de segunda a sexta, enquanto ele estava ausente, pois trabalhava em Barra Mansa e só chegava ao Rio nas sextas-feiras à tarde. 


terça-feira, 4 de agosto de 2026


 

TURMA DO GARGAREJO Eleitoral

Quase nove horas desta manhã de terça-feira e eu ainda não escrevi nada. Isso não é pouco para quem acordou às cinco horas. Rolo incessantemente o feed de notícias e, pelo amor de Deus, nada me inspira. Até que me vejo diante de mais uma postagem que fala a respeito do ex-prefeito de Itaparica, Claudio da Silva Neves, fato que ocorreu em 2004. Ou seja, 22 anos passados. É incrível: existe uma esfera de pessoas em que, enquanto uma grande parte o admira e respeita, uma outra pequena, corrosiva e resistente fração simplesmente não esquece de atacá-lo a cada pleito eleitoral. Penso então: isso é que é carisma e força!


INVENTÁRIO EM VIDA

Acordei pela madrugada fechando um grosso caderno e logo o reconheci como um relatório gerencial e contábil definitivo que confronta receita...