Esse texto era para ter sido escrito na noite de ontem, depois que o Brasil, no último instante do jogo contra o Japão, fez um gol, arrancando de mim mais que gritos e sorrisos de satisfação: benditas lágrimas de uma apenas brasileira que, apesar de não ser seguidora de futebol, enxergou mais que uma vitória futebolística. Talvez o primeiro grande passe para o renascimento da dignidade de um povo que há muito se encontra em baixa, sem o brilho das conquistas pessoais e sem as algemas do absolutismo disfarçado que o vem mantendo refém das migalhas aparentemente salvadoras.
terça-feira, 30 de junho de 2026
segunda-feira, 29 de junho de 2026
O Amor Não Conhece Despedidas
Hoje a saudade me lembra o dia do nosso sim,
aquele ano de mil novecentos e sessenta e oito,
quando unimos nossos passos para caminhar lado a lado.
O tempo passou ligeiro na beleza da nossa parceria,
fomos amigos antes de tudo, confidentes e um só coração.
Em agosto a vida nos impôs uma despedida precoce,
o sopro da Covid levou você para longe dos meus olhos,
mas nunca tirou você de perto dos meus dias.
O mundo pode achar estranho que eu ainda celebre,
mas como não festejar a existência de um amor assim?
Continuo casada com a nossa história e com as memórias,
sinto sua presença viva a cada instante, em cada canto,
no silêncio da casa ou no amanhecer que se renova.
Mudou-se o cenário, mas a cumplicidade permanece intacta,
somos e sempre seremos os eternos companheiros de jornada.
Regina Carvalho- 29.6.2026 Pedras Grandes SC
👇Foto tirada em Santa Catarina, onde estávamos passeando quando Deus o escolheu para lhe fazer companhia. Fazer o quê, né?
A vida não é estática e, muito menos, moldável aos nossos quereres, restando a mim, neste instante, ser apenas grata por tudo.
domingo, 28 de junho de 2026
O QUE É SER LIVRE?
Acordei nesta manhã quase congelada, mas com o coração aquecido pela gratidão. O universo me agraciou novamente com a bendita inspiração. Depois de uma semana escavando a mente em busca de ideias, cá estou. Como diz o ditado: não há bem que sempre dure, tão pouco mal que não se acabe.
A palavra LIBERDADE acordou impressa em letras garrafais no meu inconsciente, pedindo passagem para se expressar.
Mas precisava de todo esse trololó, Regininha?
Xô, sentimento de culpa ou de inferioridade que insiste em me perseguir!
MAIS UM TEXTO PERDIDO
Desde bem cedinho, quando o céu ainda estava escuro, a chuva fina caía lá fora. Estranhamente, a temperatura amenizou desde que ontem o frio intenso deu uma pausa, o que está sendo maravilhoso.
Tão estranho quanto isso foi o que aconteceu depois de uma semana em que, para conseguir escrever meus textos diários, passei por verdadeiros partos, nos quais alguns levaram um dia inteiro.
Hoje, ao contrário, acordei animada e imediatamente sentei-me diante do notebook para escrever “NADA É POR ACASO”. Inspirei-me nas minhas superações pessoais e na constatação do quanto cada perrengue ou perda colaborou para eu crescer um pouquinho como pessoa, tornando meu cotidiano paulatinamente mais leve e suave.
O QUE FICA DE NÓS
Cinquenta e quatro anos divididos,
No passo a passo de uma vida inteira.
Hoje o silêncio traz os teus sentidos,
E a saudade é minha companheira.
Não és ausência, és a raiz profunda,
De tudo aquilo que plantamos juntos.
A tua luz em mim ainda inunda,
Meus pensamentos e meus caminhos.
Transformo a dor de não te ter agora
Em mansas frases de carinho e afeto.
Para lembrar quem me lê mundo afora,
O que nos cabe neste plano incerto.
Pois tudo passa, o tempo a tudo consome,
As vaidades perdem o valor.
E o que nos pertence e não some,
É a riqueza do amor.
Cultivo em mim a tua eterna história,
Sabedora que a vida é breve, a matéria é ilusória,
E que o amor sentido é o ínico preciso.
Regina Carvalho- 21.6.2026 Pedras Grandes SC
👇Comemorando os quatro dos dezesseis anos do Jornal Variedade na Pizzaria Água na Boca da sempre querida Maria Ozélia Davies na orla de Ponta de Areia em Itaparica.
sexta-feira, 26 de junho de 2026
DO PALEOLÍTICO AO ANTROPOCENO
A mente humana é um labirinto fascinante e, às vezes, exaustivo. Quando ela resolve girar a mil por hora, o corpo padece na tentativa de acompanhar o ritmo. Não adianta pedir trégua por vontade própria. O universo, sábio e implacável, simplesmente decide nos parar na marra.
É nessa inoperabilidade forçada, longe da correria da minha rotina matinal de sempre, que me pego mergulhada em documentários de canais fechados. Ali, longe dos caminhos já trilhados e direcionados da grande mídia tradicional, descubro conexões que muitos julgariam inúteis para a nossa pressa cotidiana. Ledo engano. Na verdadeira vivência e convivência humana, absolutamente tudo se relaciona.
CHOVIA LÁ FORA
Esse texto era para ter sido escrito na noite de ontem, depois que o Brasil, no último instante do jogo contra o Japão, fez um gol, arrancan...
