segunda-feira, 7 de setembro de 2026


 

E AGORA, REGINA?

Neste amanhecer (em que, cruz credo, mais uma vez estou pagando em vida tudinho de errado que porventura tenha feito), tenho de conviver com este frio que, pelo menos para mim, faz doer os ossos. 

Cá estou esperando milagres de um aquecedor para, como de costume, apenas escrever. E aí, enquanto resignada aceito meu destino friorento, regozijo-me com um pingado bem quentinho e com algumas lembranças que, na realidade, nada mais são que um processo cognitivo íntimo de entendimento pessoal.


domingo, 6 de setembro de 2026


 

TUDO OBA-OBA!

Quando expresso meu desencanto político, na realidade minhas palavras são tão somente em relação a mim e a você que me lê. Afinal, somos células vibrantes deste corpo eleitoral de cerca de 158 milhões de cidadãos aptos a votar. 

Incrivelmente, destes, 37,5 milhões são idosos como eu, além de 4,9% de analfabetos entre 15 e 59 anos, segundo o IBGE em 2025.


sábado, 5 de setembro de 2026


 

TALENTO E VOCAÇÃO

Pois é. Ontem, enquanto retornava das compras, cansada e já de pijama, segurava nos braços meu netinho amado. Foi olhando para ele que me vi capaz de, por meio de seus olhos angelicais, enxergar claramente as palavras: talento e vocação.
Imediatamente me vi ainda garota, envolta num lençol, gesticulando por sobre o sofá da sala ao declamar "O Navio Negreiro", de Castro Alves, tendo como plateia meus pais. 
Numa sequência de lembranças emocionais, lá estava eu, sentadinha no meu quarto da Barão da Torre, numa tarde qualquer. Tinha diante de mim um caderno, uma borracha e um lápis e, ao meu lado, como rica companhia, uma vitrola. 

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

FALTA APENAS UM MÊS...

Daqui a exatamente um mês estaremos, se não todos, pelo menos a grande maioria dos cidadãos, indo às seções eleitorais próximas aos nossos domicílios a fim de escolhermos os nossos próximos representantes constitucionais. 

Espanta-me ainda ouvir alegações de repúdio aos candidatos como justificativa para apoiar a continuidade deste governo atual, ridiculamente afrontoso no cinismo, na forma como trata os desvios públicos e na proteção de seus aliados, alegando não haver alternativas melhores.