Pular para o conteúdo principal

SERÁ ?

Estou naquela de recordar pessoas e fatos já vividos em uns flashbacks, que já se tornaram rotina. Não é a primeira vez que isto acontece, todavia, é a primeira vez depois que, espantosamente me percebi envelhecendo. E olha que custei a admitir, olhava no espelho e simplesmente desconsiderava as rugas teimosas, a papadinha safada, os contornos do corpo se avolumando e, etc., já que meus olhares, eram por mim direcionados a bem além, da estética que me envolvia. O que não significava alienação, apenas uma questão de observação prioritária que, evitava a natural frustração de estar deixando de ser mais uma gostosa do pedaço. Sim, porque em muitas ocasiões, eu me achava e isto me bastava. Temendo o ridículo de querer manter algo que inevitavelmente lá ia desabando, numa expressão cruel da física em meu corpo, decidi tratar da mente e do espírito, como resistência ao incomensurável tempo que não parava de causar danos irreversíveis, decidindo então, que algo significativo, deveria permanecer intacto as ações devastadoras do malvado tempo. É, mas o tempo não se comoveu e tem acelerado de tal maneira, que já me enquadro no estereótipo popular de estar com o pé na cova, afinal, é dito popular que, quando começamos a lembrar demais dos fatos vividos em longínquo passado, é porque estamos prestes a morrer e os que já se foram, começam um interlúdio de boas-vindas. Será?

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

OPRESSÃO CULTURAL

Acreditei estar me especializando na área da observação do comportamento humano e, por toda a minha vida, pensei estar aprendendo tudo quanto poderia, e, no entanto, absorvida com a diversidade infinita que me cercava e totalmente fascinada com o que majestosamente me apresentava a cada instante, me perdi totalmente, e, de repente, assim sem qualquer aviso prévio, vejo-me diante de minha não menos infinita ingenuidade avaliativa e percebo, então, o quanto nada sei em relação a capacidade humana em se adaptar às circunstâncias, ou a buscar posições favoráveis à suas conveniências pessoais de adaptabilidade social.Há alguns anos, venho tentando entender o porque de minha paixão por Itaparica, visto que conheci inúmeros outros locais, não menos bucólicos e acolhedores. E agora, como um raio de luz esclarecedor, posso compreender que em minhas buscas pessoais de aperfeiçoamento, encontrei aqui, neste local encantador, todos os subsídios necessários a um aprendizado mais concreto e expli…

Os professores: Um “novo” objeto da investigação educacional?

Houve um tempo, afinal nem tão distante, em que a função da escola era prioritariamente ensinar disciplinas que contribuíam nos universos de cada criança, despertando-as em suas inclinações naturais, na construção de seu futuro perfil profissional e pessoal.
Também era no ambiente escolar que a criança exercitava a convivência, não só com o contrário, mas principalmente com o diferente, deixando aflorar os ensinamentos oriundos de seu núcleo familiar.
Era comum ouvir-se: “a educação vem do berço”.
E este berço, não necessariamente precisava ser abastado economicamente e muito menos letrado, pois havia os conceitos pré-estabelecidos, onde as posturas respeitavam os limites do alheio, criando-se assim normas socais de conduta, não só externa, mas antes de tudo em meio à própria família.
Nesta época a que me refiro, havia uma distinção entre as atribuições tanto da família como da escola, assim como sob nenhuma circunstância esperava-se do mestre qualquer atributo fosse materno ou paterno, a…

O FALSO BOM SAMARITANO...

Há algumas horas atrás, assistia à uma uma aula de Filsosofia da Educação, onde em determinado momento falávamos em interação com o Professor Wilson sobre justamente a humanização de nós humanos.

Cheguei a argumentar que somos incapazes de atingir esta humanização ideal exatamente por que não somos educados ao entendimento da dimensão de nossa própria existência, nem no conceito individual quanto mais em relação a um todo que sequer conseguimos enxergar e muito menos sentir.

Estamos divididos em três facções vivenciais, ou seja: aqueles que crêem em Deus e são religiosos, aqueles que crêem, mas nao são religiosos, e aqueles que não crêem.

Todos, sem exceção, vagueiam em seus cotidianos sem ter qualquer entendimento real do quanto estão desperdiçando seus minutos presentes e, sem sem se dar conta, permanecem repetindo posturas que em sua maioria no máximo os robotizam, tirando lenta, mas sistematicamente, toda e qualquer potencialidade interior que é capaz de impulsioná-los a se verem com…