quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

FRUTO BENDIT


Ainda me lembro, apesar do muito tempo, da bandeja de frutas, onde majestosas, lá estavam elas, belíssimas e robustas frutas do conde que, me fascinaram. Apreciei-as por toda uma vida e até hoje, encanto-me quando meus olhos nelas pousam, levando-me imediatamente ao desejo irrefreável de comê-las.
De tanto apreciá-las, arrisquei plantar uma sementinha, na lateral de minha casa, em um canteiro acanhado, mas certamente abençoado, pois além de fazê-la desabrochar, crescendo e me oferecendo frutos, ainda me faz lembrar a cada fruto saboreado, de minha infância querida que os anos levaram, não sem antes resguardar as lembranças , que me acompanharam, enriquecendo meus dias, adocicando meus ais.
Acabei de saborear o primeiro fruto deste ano, existem mais quatro se desenvolvendo. Em cada amanhecer, como de costume, converso e acaricio uma por uma, como queridos filhos, ávidos por atenção, como grandes amigos  que mutuamente se necessitam, se buscam e se acariciam, em uma recíproca troca, de carinhos, de perfumes e sabores.
Estou celebrando a vida e repartindo-o com você nesta quinta- feira ensolarada deste fim de fevereiro, onde há vida e liberdade para todo aquele, que não quiser se aprisionar.


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