Pular para o conteúdo principal

REAVALIANDO


Estou aqui pensando, logo cedinho neste domingo, que afinal começar o processo de envelhecimento, que ocorre tão logo que nascemos, traz preciosas vantagens em relação ao cotidiano da convivência e talvez a mais relevante seja o imediatismo do senso avaliativo das próprias posturas.
Todavia, este fenômeno de transposição cronológica em que o aparente lógico substitui o real senso avaliativo, não venha a ocorrer com todos, já que é possível encontrar-se velhotes (as), absolutamente sem noção e que morrem pensando, falando e fazendo exatamente da mesma forma, num orgulho irracional do quanto são capazes de permanecerem estáticos sem qualquer alteração evolutiva.
A reciclagem racional acontece por toda a existência da criatura humana, como um contínuo aprendizado que vai se somando e criando novas e surpreendentes visões sobre os mesmos interesses, trazendo para a criatura uma infindável gama de subsídios que a mesma pode e deve aplicar em sua rotina.
Os orientais sabem muito bem disto, tanto que desde sempre cuidam de seus velhos, extraindo deles a sabedoria da vivência, porque, afinal, de que valeria a vida se não houvesse embutida nela a inteligência universal, que nada mais é que a somatória dos conhecimentos e emoções vibracionais que cada ser vivo ao transmutar para outra expressabilidade de vida, deixa como legado universal?
O ciclo permanece girando e se capacitando e eu, que sou, tão somente, mais uma molécula deste universo, integro-me sem reservas na constante absorção de novos aprendizados, porque, afinal, a vida em sua mutação diária é uma bendita escola, que não posso deixar de frequentar.


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

OPRESSÃO CULTURAL

Acreditei estar me especializando na área da observação do comportamento humano e, por toda a minha vida, pensei estar aprendendo tudo quanto poderia, e, no entanto, absorvida com a diversidade infinita que me cercava e totalmente fascinada com o que majestosamente me apresentava a cada instante, me perdi totalmente, e, de repente, assim sem qualquer aviso prévio, vejo-me diante de minha não menos infinita ingenuidade avaliativa e percebo, então, o quanto nada sei em relação a capacidade humana em se adaptar às circunstâncias, ou a buscar posições favoráveis à suas conveniências pessoais de adaptabilidade social.Há alguns anos, venho tentando entender o porque de minha paixão por Itaparica, visto que conheci inúmeros outros locais, não menos bucólicos e acolhedores. E agora, como um raio de luz esclarecedor, posso compreender que em minhas buscas pessoais de aperfeiçoamento, encontrei aqui, neste local encantador, todos os subsídios necessários a um aprendizado mais concreto e expli…

Os professores: Um “novo” objeto da investigação educacional?

Houve um tempo, afinal nem tão distante, em que a função da escola era prioritariamente ensinar disciplinas que contribuíam nos universos de cada criança, despertando-as em suas inclinações naturais, na construção de seu futuro perfil profissional e pessoal.
Também era no ambiente escolar que a criança exercitava a convivência, não só com o contrário, mas principalmente com o diferente, deixando aflorar os ensinamentos oriundos de seu núcleo familiar.
Era comum ouvir-se: “a educação vem do berço”.
E este berço, não necessariamente precisava ser abastado economicamente e muito menos letrado, pois havia os conceitos pré-estabelecidos, onde as posturas respeitavam os limites do alheio, criando-se assim normas socais de conduta, não só externa, mas antes de tudo em meio à própria família.
Nesta época a que me refiro, havia uma distinção entre as atribuições tanto da família como da escola, assim como sob nenhuma circunstância esperava-se do mestre qualquer atributo fosse materno ou paterno, a…
SURREAL, na falta de uma palavra mais adequada para definir o espetáculo das diferenças sistêmicas que se apresentou no Paço municipal de Itaparica, nesta manhã de 15 de janeiro de 2018, quando da posse da nova Secretária de saúde, senhora Estela de Souza. Minhas observações são resultadas de um espanto generalizado de uma representação pra lá de inimaginável em uma terra abandonada pelos poderes públicos e que, como resultado, fez nascer e se desenvolver um povo acanhado, sofrido e marginalizado, incapaz de ter voz ativa associado à sensatez da busca do que acredita ser os seus direitos. Enquanto, uma elite frajola, elegante, cheirosa e desconhecida à cidade e ignorante das reais necessidades da mesma, discursava no salão imperial, aplaudindo a si mesmo, meia dúzia de oposicionistas gritavam palavras de ordem em nome de um povo acovardado que se escondia atrás de muros e janelas, incapazes de ter voz ativa, além do anonimato das esquinas, bares e corredores, numa expressividade indubi…