As pessoas leem as minhas declarações de amor a esta terra bendita, mas, com certeza, raras são aquelas que conseguem ir além do meu testemunho de carinho por ela.
Mas eu sei, como ninguém, como cheguei a ela e como fui recebida…
Imagine-se em meio a uma tempestade e, de repente, atravessar um portal imaginário e ver-se diante de um paraíso. De imediato, receber uma lufada de energia que penetra no seu corpo e o faz estremecer, levando à mente a certeza absoluta de ter chegado finalmente ao Éden que irá abrigá-lo.
O portal foi a Ponte do Funil, que descortinou o sol mais bonito até então visto pelos meus olhos cansados e o mar mais belo e calmo, como um lago de placidez, que modulou em instantes a frequência do meu coração, fazendo a minha mente sentir, pela primeira vez, a bendita sensação de paz, até então buscada, mas jamais encontrada.
Até parece narrativa de escritora, mas, acreditem, aconteceu comigo sem que eu tivesse sequer tempo de mensurar a grande revolução espiritual que aconteceria na minha vida dali em diante.
Não houve um só dia, nos primeiros anos da minha chegada, em que novas e surpreendentes tempestades não me invadissem, sem que, a princípio, eu pudesse compreender. Afinal, a cada abertura de sol, fui percebendo que, pelo chão da minha existência, as águas fortes das tormentas foram depositando tudo o que não me pertencia e que tanto me fez sofrer.
As energias vibrantes de Itaparica fizeram-me uma limpeza geral, retirando o lodo de hábitos e costumes dos quais, até então, eu não havia conseguido libertar-me.
A cada leveza conquistada, mais bênçãos foram chegando, e cada uma delas atravessou as frestas da minha gratidão, depositando em mim tudo quanto valia a pena guardar no meu interior. Cada bênção veio trazida por alguém especial, fosse nativo da terra ou não.
Revivi. E confesso que, de tão feliz, esbaldei-me nos vinte e três anos em que convivemos. Ao mesmo tempo, certamente evoluí como ser humano, oferecendo a César o que era de César e não arrastando para mim absolutamente nada que pudesse macular tão primoroso trabalho energético que me foi oferecido. Conheci a paz e a felicidade que ela é capaz de proporcionar.
Este texto é mais um em que me dou o direito de expressar a minha gratidão por uma terra e por uma gente que, mais do que me aceitar, me respeitou.
Hoje, distante em quilometragem, permanecemos unidas pelo fio condutor do amor, rogando a Deus que, até ao fim da minha vida, eu possa sentir as energias das areias nos meus pés e os prazeres das marolas fazendo amor comigo na minha inesquecível praia de Ponta de Areia.
Cheguei a ter quase tudo, mas não tinha paz. E então, pedi tanto que o meu Jesus bendito me concedeu. E eu não me fiz de rogada: joguei no lixo a minha vaidade e arrogância, deixando para trás tudo quanto alimentaria os vampiros. E, aparentemente descamisada, acreditei na providência do meu Jesus, na certeza absoluta de que não me abandonaria. Falar e louvar Jesus é fácil. Ouvir as Suas recomendações e viver por Ele e para Ele, isso é que é difícil.
Mateus 7:7
“Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Porque todo aquele que pede recebe; o que busca encontra; e a quem bate, abrir-se-lhe-á.”
Regina Carvalho
18.02.2026
Pedras Grandes – SC

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