Procuro-te nas esquinas do tempo,
entre vozes apressadas e gestos vazios.
Procuro-te nos rostos outrora serenos,
nas mãos firmes que guiavam destinos.
Onde foste morar, elegância antiga?
Em que silêncio te escondeste?
Já não te vejo nos palanques,
nem nos púlpitos,
nem nas salas onde se ensinava a viver.
Dizem que o mundo corre
mas corre para onde,
se deixou para trás o respeito
e esqueceu o peso do exemplo?
Tu não vestias seda,
nem dependias de ouro.
Eras postura,
eras palavra medida,
eras silêncio sábio
e presença inteira.
Filha do respeito,
irmã da tolerância,
prima da conciliação
por que te exilaram?
Ainda me lembro de ti.
Não faz tanto tempo assim.
E era tão bonito
quando moravas
no jeito simples
de ser humano.
Regina Carvalho- 15.02.2026 Pedras Grandes SC

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