terça-feira, 3 de março de 2026
BRASIL DE INFINITAS EMOÇÕES
São seis e trinta desta manhã de quase fim de verão, e me é impossível enxergar um palmo além da balaustrada da varanda, já que a neblina espessa tudo encobre, trazendo consigo um friozinho que, para mim, que gosto, é bem gostoso.
Meus prazeres não servem muito de base; afinal, como amo a vida, a quase tudo me adapto, lambendo os lábios e pensando num amém de gratidão que sou capaz de sentir quando saboreio algo que me dá prazer.
segunda-feira, 2 de março de 2026
Absorvo e agradeço
"Mais uma segunda-feira que espera de mim muito mais que apenas acordar. Espera que eu ofereça aleluias à vida que parece ser repetitiva, mas não é; sendo dinâmica, ela exige, no mínimo, disposição, não apenas para vê-la passar, mas, acima de tudo, para que eu com ela interaja, absorvendo a luz que ela sempre ostenta, independentemente de haver sol.
Penso, então, que a velocidade que se apresenta entre o amanhecer e o anoitecer, mais que um tempo de labuta a ser cumprido, seja um constante lembrete de que a vida passa, levando consigo o que não foi vivido.
Percebo, através da observação que dedico a este dia que desabrocha, enquanto meus dedos treinados dedilham registrando a grandeza de seus movimentos, que, se eu piscar, belezas terão sido perdidas e de nada poderei lamentar.
Olho, sinto, absorvo e agradeço, numa sequência interminável no dia a dia desta minha aparente longa vida. Fiz do belo meu guia; do feio, aprendizado; da luz, meu elixir; da noite, meu descanso. Sigo incrivelmente disposta, até mesmo quando as expectativas se frustram e as perdas tomam o lugar sagrado da esperança, deixando-me tão somente com a fé de que realizei tudo o que me foi possível. Se minhas escolhas foram certas ou erradas, delas jamais fugi."
Regina Carvalho- 2.3.2026 Pedras Grande SC
domingo, 1 de março de 2026
sábado, 28 de fevereiro de 2026
FORA DO BALAIO DO SILÊNCIO
Acordei neste sábado pensando e avaliando tudo o que escrevi nesta semana, sem esquecer o que produzi ao longo de minha vida. Concluí que foram palavras que brotaram de uma dor profunda e, portanto, legítima e, mais do que isso, lúcida. Afinal, amar meu país não é fechar os olhos para as suas feridas; é justamente o contrário. Penso que só quem ama é capaz de se indignar. Só quem sente pertencimento se revolta quando vê o descaso.
Meus textos não são apenas críticas, mas o reflexo de minha consciência viva e participativa, sem vínculos partidários, dependência financeira ou ligações emocionais que extrapolem a avaliação do senso ético que a estrutura.
👇👇👇 ilustração da IA
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A desfaçatez, o favoritismo, a desconsideração pelos bens públicos e principalmente o desrespeito que estas posturas imprimem ao bem comum ...





