sábado, 28 de fevereiro de 2026


 


 

 FORA DO BALAIO DO SILÊNCIO

Acordei neste sábado pensando e avaliando tudo o que escrevi nesta semana, sem esquecer o que produzi ao longo de minha vida. Concluí que foram palavras que brotaram de uma dor profunda e, portanto, legítima e, mais do que isso, lúcida. Afinal, amar meu país não é fechar os olhos para as suas feridas; é justamente o contrário. Penso que só quem ama é capaz de se indignar. Só quem sente pertencimento se revolta quando vê o descaso.

Meus textos não são apenas críticas, mas o reflexo de minha consciência viva e participativa, sem vínculos partidários, dependência financeira ou ligações emocionais que extrapolem a avaliação do senso ético que a estrutura. 

👇👇👇 ilustração da IA


quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026


 

PREGUIÇA TROPICALIENTE

Que cidadã eu seria se, além de manter os braços cruzados por conveniência disfarçada de impotência, ainda permanecesse de boca fechada, o que, felizmente, ainda não aconteceu diante dos fatos escabrosos que se repetem ano após ano e escancaram o povo mequetrefe que nós, brasileiros, somos?

Como posso me considerar decente e honrada se defendo, aplaudo e até agrido quem ousa discordar da minha admiração quase devoção por políticos, juízes e forças armadas que toleram horrores cotidianos enquanto, usufruem privilégios inaceitáveis num país onde falta o essencial?



 

O CARAMELO & A NEFASTA HIPOCRISIA

A impressão que tenho é a de que ouço e vejo tudo o que acontece aqui e ao redor do mundo por meio dos meios de comunicação; no entanto, desconheço quase tudo, se não tudo,  já que minha mente não consegue processar o volume dos acontecimentos, dando-me a falsa impressão de que sou uma pessoa bem informada. Assim, deixo de avaliar e de desenvolver meu senso crítico.

Não é apenas o volume, mas principalmente a anestesiante repetição sistemática dos noticiários televisivos, além das infinitas postagens nas redes sociais, onde cada pessoa, crendo-se possuidora de elevados recursos intelectuais e morais, copia e reverbera esta ou aquela opinião sobre um fato que mais se coadunou com sua capacidade avaliativa e ponto. Chegam até a ficar famosas. Levando-me a pensar: mas e daí?