Acordei pensando na minha filha Anna Paula que, na adolescência, reclamava do fato de eu adivinhar o que ela estava pensando e, por isso, me chamava de “bruxa”.
Hoje, analisando a constante irritação dela em relação à minha franqueza em confrontá-la diante de uma mentirinha, absolutamente normal nesta fase em que tudo está se adequando a uma nova realidade física e emocional, penso que na realidade eu, de um jeito ou de outro, já que trabalhava muito, além de escrever compulsivamente, apenas a observava. Aquele olho no olho que infelizmente anda em desuso, acompanhado da franqueza que se deve ter para com aqueles a quem amamos e que se estende aos amigos ou, simplesmente, a alguém com quem precisamos tratar costumeiramente, como, por exemplo, a caixa da panificadora, o porteiro do prédio etc.







