segunda-feira, 4 de maio de 2026
RETROSPECTIVA
A humanidade, em sua totalidade, costuma fazê-la ao final de cada ano. Eu, como uma esquisita juramentada, faço-a sempre que posso. Afinal, não sei quando partirei e, sinceramente, não pretendo chegar ao meu destino final com pendências.
Como toda cristã que se preza, faço do universo o meu paraíso celestial. Jamais gostaria de embaçar o brilho de qualquer estrela com meus infortúnios ou dúvidas. Por isso, transformo minhas conversas com Deus em um confessionário, onde a reza principal é a minha mais profunda sinceridade. Chego a questioná-lo, já que, antes de ser meu Deus, Ele é o meu amigo mais significativo. E de um amigo nada se deve esconder.
GRATIDÃO
Hoje seria mais um domingo desta minha longa e gostosa vida, mas é claro que, em se tratando de Dona Regina, nada seria comum. Isto é simplesmente fantástico, já que desenvolvi a capacidade de comparar minha trajetória à dos demais, não por inveja, mas pelo reconhecimento de que, mesmo nos meus momentos mais difíceis, sempre estive acima da média em relação aos martírios que constatava ao redor. Isso me leva a ser grata por não ter experimentado sacrifícios e dores extremas. Seria eu, então, uma pessoa privilegiada neste mundo repleto de contradições? Com o passar do tempo e o amadurecimento, fui ficando mais confusa. Ninguém era capaz de me dar uma resposta convincente, e eu não admitia que, existindo um Deus, ele pudesse ser seletivo. Ao mesmo tempo, reconhecia que, na maior parte do tempo, eu não havia me comprometido com nada realmente relevante, pois sempre me julguei alheia ao que via à minha volta como sendo o caminho da segurança pessoal.
sábado, 2 de maio de 2026
CANSAÇO...
De repente, olhei ontem para o notebook e, pela primeira vez depois de muito tempo, não quis utilizá-lo para escrever o meu texto. Hoje, novamente, senti essa sensação de cansaço, mas aí pensei: não posso continuar a ceder. Preciso lembrar-me do quanto me faz bem tecá-lo, deixando fluir palavras que são só minhas. Através delas, deixo falar minha mente, podendo burilá-la até que fique adequada a uma convivência mais harmoniosa com minhas emoções, sempre muito agitadas e também confusas, geralmente misturando sentimentos com a bendita razão.
quinta-feira, 30 de abril de 2026





