quinta-feira, 30 de abril de 2026


 

NÃO ME ILUDO...

Dizem que é um dia da caça e outro do caçador. O ideal seria não precisar estar em nenhuma dessas situações, mas, com esta humanidade que se perdeu em egos vaidosos e em uma ignorância sistêmica, acredita-se que para ter algo é preciso abater o próximo. Desconsiderado o equilíbrio na divisão de bens e valores, restou-nos apenas o consolo divino.


quarta-feira, 29 de abril de 2026

VIVENDO E APRENDENDO

Ouvi, neste amanhecer, uma senhora que deduzo ser psicóloga abordando um assunto no Facebook que me tocou de forma clara e esclarecedora. Afinal, fui educada e eduquei meus filhos repetindo estas e muitas outras expressões.

Lembrei-me também de uma música composta por Belchior, chamada "Como Nossos Pais", que foi um sucesso retumbante na voz de Elis Regina em 1976, pouco tempo depois do nascimento do meu Luiz Claudio. A letra retrata que, apesar de às vezes culparmos nossos pais por tudo, lá estava a Regininha reproduzindo nos filhos os mesmos padrões.



 

SALVA PELO MEDO...

O frio é tanto que até o notebook está se recusando a funcionar como sempre faz, atendendo à sempre enorme demanda que lhe imponho. Minhas mãos e todo o meu corpo estão gelados, mas insisto, afinal já passa das oito horas e não consegui formatar absolutamente nenhum pensamento. E, meu Deus, são tantos!
Nem o frio ou o calor extremos impedem minha mente de, a cada amanhecer, correr a mil por hora e atropelar esta senhora que, apesar de superanimada e de se esquecer da idade que tem, às vezes derrapa nas inerentes limitações.

segunda-feira, 27 de abril de 2026

TUDO PASSA, TUDO SEMPRE PASSARÁ

Até mesmo o mais profundo sentimento o tempo se encarrega de abrandar, seja a dor da perda ou do abandono. O tempo provavelmente é o maior milagre oferecido na criação humana, já que somos completos em nossa formação, trazendo sentimentos e emoções que nem sempre expressamos de forma sensata. Isso é a prova palpável do quanto ainda somos ignorantes a respeito de nossas potencialidades que fogem do estético.

O tempo, em seu gigantesco arsenal de possibilidades, oferece espaço livre para que tudo se acomode, se transforme ou, simplesmente, acabe. A falta de atenção a este detalhe fundamental faz do ser humano vítima ou algoz, o que é lamentável, pois promove o contínuo desequilíbrio nas relações.