sexta-feira, 20 de março de 2026
BENDITO CÉU
São quatro horas de uma tarde de final de verão, nublada, mas absurdamente quente, prometendo uma chuva que há vários dias ameaça, mas não cai.
Enquanto isso, movida pela despedida de mais um verão de minha vida, aproveito para despedir-me do que até então, por motivos diversos, fui deixando ficar e que me incomoda por demais.
Despedir-me, com certeza, de uma acomodação que nutri a vida inteira, disfarçando-a com várias vestimentas a depender da ocasião. Apesar dos pesares, fui dividindo com ela uma Regininha que, moldada por uma educação tradicional, aprendeu a dizer "sim" pelo simples fato de ser mulher. Dela, mesmo que internamente esperneando, esperava-se abnegação, renúncia e um bom comportamento para não ferir, em demasia, as expectativas alheias.
quinta-feira, 19 de março de 2026
ENFARADA...
Não sei você, independentemente da idade que tiver, se vez ou outra não se vê tomado por uma sensação de enfado que, de tão forte, limita por algumas horas todo e qualquer entusiasmo. É como se nada fosse capaz de lhe motivar; uma espécie de cansaço generalizado.
Estou me sentindo assim desde ontem. É uma sensação antiga e conhecida que detesto, mas que é maior que minha vontade. Lembro-me de senti-la desde sempre, com a vantagem de ser rápida a sua retirada.
terça-feira, 17 de março de 2026
IMPREVISÍVEL...
segunda-feira, 16 de março de 2026
Teatro da existência
Hoje pela manhã, refletindo sobre a vida, pensei no quanto todos nós, de alguma forma, estamos no centro do palco.
Em certos momentos somos protagonistas.
Em outros, apenas figurantes tentando aprender o texto enquanto o espetáculo continua.
Escrever sempre foi para mim uma forma de compreender esse grande teatro da existência e, ao mesmo tempo, perceber o quanto nossas histórias, mesmo diferentes, se parecem nas emoções que carregamos.
Compartilho com vocês esse pequeno texto, escrito hoje cedo, acompanhado de um café e muitas memórias.
Quem sabe ele também desperte em alguém a vontade de olhar para a própria vida com um pouco mais de ternura.
Regina Carvalho
Ilustrações IA
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A desfaçatez, o favoritismo, a desconsideração pelos bens públicos e principalmente o desrespeito que estas posturas imprimem ao bem comum ...





