terça-feira, 25 de agosto de 2026


 

"QUE FRIO É ESSE?

Puxa vida, nem sei bem como me expressar... 

Nem sei o que eu daria para estar debaixo de um solzinho gostoso, a fim de esquentar meu corpo que a Deus implora há meses para que o inverno acabe. Todavia, tudo indica que setembro perpetuará esta geladeira, trazendo uma primavera, estação que mais adoro, ainda gelada. 

Por falar em primavera, minha memória traz de volta um certo ano em que, do nada, decidi comemorar o início da estação levando flores para algumas mulheres encantadoras que eram minhas fiéis ouvintes da Rádio Tupinambá. 


domingo, 23 de agosto de 2026


 

PARTIDARISMO NEFASTO

São nove horas deste domingo friorento e só agora me decidi a escrever sobre um comentário que li em determinada postagem, onde havia o relato de tiros ouvidos na Praça do Mercado, em Itaparica. 

De um lado, a narrativa associando o fato ao desastroso governo petista, generalizando a sua responsabilidade. Do outro, uma defesa para lá de incompreensível, já que ressalta o pouco senso de segurança pessoal quando afirma: “Ou aceita ou surta”. É como se, por ser petista, a pessoa estivesse isenta de ser alvo da violência que, infelizmente, há muito assola a nossa bendita Itaparica. É possível observar que há uma total falta de senso de segurança à população. 


sábado, 22 de agosto de 2026

SEIS ANOS SEM VOCÊ

Gostaria de chorar como se uma cachoeira de saudades eu fosse, mas a lembrança da luz dos olhos teus, me faz sorrir com a fluidez de um regato de paz.

Que bom, que estarás sempre em mim, como uma tatuagem de luz em minha alma, fazendo-me sorrir...

Que bom, tê-lo encontrado nesta vida...

Que bom, poder acreditar que estaremos juntos em todas as vidas, num círculo ininterrupto de vida, aperfeiçoando o nosso amor.

1944 - 2020



Poesia da Alma

Nasci fora dos moldes e das velhas convenções

Cresci sem confrontar os rituais da tradição

Herdei do meu pai esse jeito tão meu

De não seguir modelos que o mundo escolheu

Não acendo velas nem levo flores ao altar

Pois quem partiu se faz presente no meu olhar

A vida se celebra enquanto o peito pulsa forte

O amor que ofereci não se apaga com a morte

Guardo o riso a gratidão e a atenção inteira

De quem esteve ao meu lado numa jornada verdadeira

Dias atrás cuidei de mim cortei o cabelo e mudei

Pintei os lábios e roupa nova comprei

Fiz exatamente o que ele esperaria me ver fazer

Éramos jovens livres de mãos dadas a caminhar

Fortes e unidos nas vitórias e nas derrotas

Daria o que não tenho pelo perfume do seu ser

Por um cafuné macio que me fazia florescer

Viver sem o seu toque não me é possível esquecer

Mas ele me ensinou a ser resistente contra a garoa

Se não posso beijá-lo amo-o com serenidade.

Pois a gratidão em meu peito faz uma eterna festa

A saudade às vezes quer virar uma cachoeira em meu olhar

Mas a luz dos olhos dele me faz sorrir e acalmar

Como um regato manso que corre em direção ao mar

Sinto sua presença em minha alma a me habitar

Você é uma tatuagem de luz que o tempo não desfaz

Que bom ter te encontrado e descoberto essa paz

que por um instante, fez de mim uma poeta.

Estaremos juntos além do tempo em outras vidas 

Num círculo infinito de companheirismo e amor.

Regina Carvalho -22.8.2026 Pedras Grandes SC

Ilustração IA



sexta-feira, 21 de agosto de 2026

ÍNTIMO CHAMEGO

Tem dias que tudo dá certo até mesmo no nosso acordar, quando nos parece gostoso espreguiçar, colocando a mente em consonância com o corpo, numa preguicinha leve e gostosa que, na realidade, é uma poderosa carícia pessoal. Nesses momentos, é o corpo que está pedindo respeito e aí, o ideal é ficar mais uns minutinhos embalando a si mesmo e, depois, levantar sem pressa, sem afrontar estes momentos iniciais do corpo e da mente. 

Incrível, mas se bem observado, esta carícia cognitiva se arrasta ao longo do dia, tornando-o mais produtivo, mesmo em meio a muitos tropeços pessoais e profissionais, já que se está mais harmonioso e lúcido para desembaraçar este ou aquele problema, que, aliás, sempre existirá.