terça-feira, 12 de maio de 2026
Oásis de Liberdade
Madrugada fria no sul
Dedos buscam o calor
O outono empana o céu azul
Mas a alma clama luz.
Choco-me contra o sistema
Neste deserto sem fim
Meu ideário é o poema
Lugar seguro em mim!
Não foi sopro de repente
Foi mergulho na minha dor
Distraí-me do que sentia
Para focar no meu interior.
Sou ovelha desgarrada
Que não segue nenhum rebanho
Pela vida apaixonada
Descubro o tamanho do mundo.
Colho os frutos com fervor
Nessa busca que fascina
Abraço o tangível com amor
Pois o simples me ilumina.
Nada é surpresa no Igual
Onde tudo se pode prever.
Que esta terça seja especial
No sol do nosso querer!
Regina Carvalho-12.5.2026 Pedras Grandes SC
Ilustração- IA
segunda-feira, 11 de maio de 2026
FIZ O QUE PRECISAVA SER FEITO
Meu dia das mães foi simplesmente perfeito nesta cabana das montanhas de Pedras Grandes. Deus, generoso como sempre foi comigo, aliviou o frio, recolheu a chuva e aqueceu o dia com um lindo sol. Eu me regalei enquanto jogava conversa fora com meus filhos, nora e genro na varanda, saboreando um delicioso churrasco que se estendeu por quase toda a tarde.
Trem bom demais da conta, sô...
domingo, 10 de maio de 2026
MÃE - Estandarte da Resistência
Ontem, após o almoço, o frio era tanto que só mesmo enrolada em uma manta bem quentinha me foi possível suportá-lo e pensar que ainda estamos no outono, cruz credo.
Aí, como não lembrar do argumento para lá de fajuto que diz que dinheiro não traz felicidade. Como não traria? Afinal, se o tivesse, teria um sistema de aquecimento interno que me permitisse circular dentro de casa até pelada, se me aprouvesse, já que sem grana, tirar a roupa para um simples e diário banho é uma sessão de tortura.
sábado, 9 de maio de 2026
SANTO AGOSTINHO E EU
Olho, neste amanhecer, através do vidro da porta da sala. O frio está intenso, mas ainda assim posso enxergar uma profusão de tons variados do verde da mata que se escancara despudoradamente e gosto de pensar que é só para mim. Talvez o seja. Por que não, se fiz deste hábito uma oração a cada amanhecer?
Enquanto vislumbro toda esta beleza, lembro-me das Confissões de Santo Agostinho, cuja leitura abriu em mim um leque de possibilidades que eu sentia existir, mas para as quais precisava de orientação para experimentar, mesmo receosa sobre o que iria encontrar. As contínuas inquietações seguidas de vazios, as ansiedades e os medos inexplicáveis, mas também a contumaz curiosidade levaram-me a esta leitura transformadora.





