domingo, 16 de agosto de 2026

DORES PASSAM...

Ainda bem, caso contrário seríamos todos caixas pesadas de impossível transporte. No entanto, a depender da profundidade da ferida, o tempo de cicatrização varia, assim como o aspecto da cicatriz. E aí penso que a vida é tão perfeita que pensa em tudo e nos oferece o tempo e novas experiências, inclusive as que nos causam novas dores, a fim de que dispersemos o nosso foco, sem, no entanto, apagar as lembranças, para que não nos esqueçamos do ocorrido. 


 


RIDÍCULA...

Neste sábado escrevo sobre a constatação das vezes em que fui conscientemente ridícula, contrariando toda uma educação na qual conter as emoções era fundamental. 

Todavia, a forma que me moldou tinha pequenas rachaduras por onde escapuliu a obediência emocional. Aí, vez por outra ao longo da vida, as emoções me dominavam e não havia absolutamente nada que fosse capaz de contê-las. 


sexta-feira, 14 de agosto de 2026


 

EU QUERIA TER SIDO...

De repente, neste amanhecer a inveja me dominou. Afinal, enxergo e sinto tão profundamente a vida, por que, então, não consigo ser poeta? Durante toda a minha vida, fui agraciada com leituras simplesmente magníficas de poetas renomados, numa tentativa primeira de encantar ainda mais a minha mente e a minha alma, mas também para aprender a sê-lo. Qual nada. E olha que tentei ardorosamente, mas a rudeza das realidades que também enxergava serpenteando as belezas não podia ser esquecida. Então, lá estava eu navegando nas águas revoltas das emoções controversas, justo aquelas que a maioria sequer deseja encontrar, ainda mais de forma tão explícita numa poesia. 


quarta-feira, 12 de agosto de 2026

O AMANHECER DA VÉSPERA

SER OU NÃO SER, eis a questão. Na famosa fala da peça Hamlet, de William Shakespeare, o príncipe reflete se é mais nobre aguentar os sofrimentos da vida ou dar um fim a eles, concluindo que o medo do desconhecido após a morte é o que nos faz suportar os problemas. 

Hoje, no amanhecer da véspera do nascimento de meu primeiro neto, acho impossível deixar de refletir sobre o mundo que ele irá encontrar. Um mundo que a cada instante se transforma e se automutila, num desespero coletivo onde apenas as decisões unilaterais parecem existir.



 

DORES PASSAM...

Ainda bem, caso contrário seríamos todos caixas pesadas de impossível transporte. No entanto, a depender da profundidade da ferida, o tempo ...