sábado, 4 de abril de 2026

PRIORIDADES...

Não sei você que me lê, mas ao longo da vida, talvez por instinto, natureza ou simplesmente indução de um naturalismo sempre presente, fui criando um sistema selecionador de prioridades que deveriam fazer parte dos meus interesses.

Como uma observadora contumaz, meus sentidos, como apuradíssimos radares, captavam informações, dando muito trabalho à minha mente que, incansável, processava e selecionava o que de alguma forma contribuiria para o meu todo de criatura humana, tendo especial atenção ao "todo mundo faz assim".


sexta-feira, 3 de abril de 2026

NO OCEANO DO ESPÍRITO

Ontem à noite, retornando de Tubarão, desfrutei de um delicioso jantar na companhia de minha filha, em um restaurante japonês que simplesmente adoramos. Infelizmente, no retorno, constatamos na estrada um jovem motociclista morto, após colidir com um carro. Nos tempos atuais, essa cena tornou-se recorrente e, eu diria, até corriqueiramente considerada “normal”, despertando apenas a curiosidade daqueles que passam pelo local. 


quinta-feira, 2 de abril de 2026

NUNCA ESTIVE SÓ

Essa certeza foi se cristalizando em cada instante da minha vida em que, atenta, observei tudo o que me cercava, podendo enxergar ou apenas sentir.

Essa bendita constatação não chegou fácil, nem caiu de repente do céu, como se costuma dizer. Foi conquistada ao longo de uma vida em que o simples e o corriqueiro jamais passaram despercebidos.

Neste amanhecer, ao pesquisar sobre o conceito da Quinta-feira Santa e do Espírito Santo no cristianismo, pude compreender o simbolismo das posturas do Mestre Jesus, que utilizava exemplos pessoais, suas próprias ações e metáforas para que todos, sem exceção, pudessem, aceitando ou não, entender suas mensagens.



 

quarta-feira, 1 de abril de 2026

SEMANA SANTA… PRA QUEM?

Nesta Semana Santa, em que pessoas que se intitulam cristãs, no Brasil e no mundo, ainda evitam comer carne, fazem vigílias e dobram seus joelhos nos templos, por incrível que pareça, muitas também defendem a liberação do aborto, sob a argumentação de que a mulher pode fazer de seu corpo o que bem entender.

Partindo dessa premissa, repleta de equívocos em relação aos preceitos do cristianismo, estabelece-se um confronto direto com a própria noção de justiça. Afinal, se, como mulher, posso violar meu próprio corpo e eliminar um ser que nele habita, por que não poderia também usar minha mente para comandar minhas mãos e braços a fim de eliminar tudo aquilo que eu “achar” um incômodo em minha vida?


DE JOELHOS...MAS ATÉ QUANDO?

De joelhos no templo,

mãos postas, olhos fechados…

palavras sussurradas ao céu

como quem negocia com Deus.

Mas lá fora 

ah, lá fora 

o amor é seletivo,

a compaixão tem filtros

e a verdade…

se adapta à conveniência.

Reza-se alto,

vive-se baixo.

Invoca-se o sagrado,

mas silencia-se diante da vida.

Que fé é essa

que cabe no ritual

mas não transborda em atitude?

Que Deus é esse

que aceita encenação

e dispensa coerência?

Talvez…

não seja Deus que esteja distante 

mas nós,

cada vez mais longe

daquilo que fingimos ser.

E então, de que vale ajoelhar,

se ao levantar

continuamos os mesmos?

Regina Carvalho-1.4.2026 Pedras Grandes SC

Ilustração IA



terça-feira, 31 de março de 2026

AUTOAJUDA?

Sim, por que não?

Não seria essa sabedoria milenar, gabaritada pela sensibilidade, o caminho mais rápido, seguro e sem custos financeiros que, afinal, está ao alcance de qualquer ser humano, analfabeto ou letrado?

Ao perceber, sei lá quando, pois já faz muito tempo que eu era capaz de conversar com Deus tal qual o fazia com um amigo mais próximo, minha alegria foi imensa. Silencioso, Ele ouvia e só intervinha clareando minha mente, onde estavam armazenadas outras opções, fazendo-me compreender que havia saídas. E que só eu, com minha disposição, focando nos meus propósitos, sem permitir que minha determinação fosse minada pela inércia ou pela preguiça, seria capaz de aliviar ou até mesmo eliminar, o que me consumia, confundindo incessantemente entendimentos e ações.


PRIORIDADES...

Não sei você que me lê, mas ao longo da vida, talvez por instinto, natureza ou simplesmente indução de um naturalismo sempre presente, fui c...