Pessoalmente, comparo-os às margens de um rio. Creio que, por mais que sejam vilipendiadas, lá permanecem como direcionadoras de caminhos para as águas volúveis. Assim somos nós: intempestivos violadores dos próprios limites, oferecendo às nossas vidas irreverências comportamentais sob os auspícios de inúmeros argumentos que justificam os absurdos cometidos por nossas emoções. Violamos profundamente nossas ricas matas ciliares, que são nossos sentidos, os quais, em incansável alerta, persistem em sinalizar perigos evidentes.
De tempos em tempos, a história da humanidade em relação ao convívio interpessoal e ao meio ambiente se intensifica no tocante às inconsequências de todas as ordens. É possível constatar, na era atual, que tudo parece progredir em aspectos científicos e tecnológicos enquanto uma parcela da humanidade se esforça no resgate de uma barbárie generalizada. Isso, mais do que assustar, destrói o bem mais precioso: a vida em seus aspectos mais estruturantes.






