Diversas foram as vezes em que citei o fato de estar ouvindo o Noturno de Chopin enquanto escrevia minhas crônicas diárias, mesclando seus acordes com as minhas emoções. É exatamente o que faço neste momento, em meio ao frio e à solidão existente em cada ser humano, ainda mais quando se atinge uma longa vivência, enriquecida com os mais diversos e complexos entendimentos íntimos relativos à própria existência.
quinta-feira, 4 de junho de 2026
quarta-feira, 3 de junho de 2026
MÃE LENDO PLATÃO AS SEIS DA MANHÃ? FALA SÉRIO!!!
Acabo de receber a visita de meu filho Luiz Claudio que ao ir para o trabalho, deu uma paradinha para me trazer um pãozindo bem quentinho que imediatamente comi, deixando a manteiga se derreter em seu interior e até escorrer e sujar os cantos de minha boca. Isso é dupla felicidade e exemplifica o texto que escrevi antes do dia clarear.
terça-feira, 2 de junho de 2026
DESCE DO SALTO
Nunca, em tempo algum, descerei do salto de me sentir uma saborosa ameixa em meio a este pomar deslumbrante da vida.
De repente, pensando muito tempo depois, compreendi que, quando as piabinhas do riacho de Guapimirim desviavam-se dos seus rotineiros caminhos só para beliscarem minhas perninhas, buscavam algo em especial. E era eu que lá estava.
segunda-feira, 1 de junho de 2026
JUNHO-ENTRE O SAGRADO E O PROFANO
Acordei pensando que, mais uma vez, estou tendo a oportunidade de programar minha forma de caminhar nesta vida. Ela, que é encantadora por si só, já deveria ser o bastante para que eu e você, que me lê, a conduzíssemos de forma leve e harmoniosa. Todavia, como somos de uma absurda cegueira existencial, simplesmente justificamos a nossa inoperância com as circunstâncias, como se estas fossem sentenças definitivas e nada pudéssemos fazer a respeito.
domingo, 31 de maio de 2026
MIGALHAS DE PLÁSTICO
A verdadeira democracia vai muito além de um cartão de benefício no bolso ou do voto depositado na urna a cada dois anos. Os reais direitos democráticos de cada cidadão garantem o acesso à educação de excelência, à saúde digna, à segurança pública e à transparência total nos atos de quem governa.
A Constituição assegura que o poder emana do povo, mas a realidade atual transformou a cidadania em dependência. Quando o debate político se resume a manobras de bastidores e troca de favores entre os poderes, os direitos fundamentais são confiscados. O cidadão comum é empurrado para a margem da sobrevivência, restando-lhe aceitar o amparo temporário como se fosse fartura.
Democracia de verdade exige um povo consciente, alimentado e instruído, capaz de fiscalizar e cobrar a aplicação das leis. Sem isso, a soberania popular é anulada e o cidadão troca a sua dignidade constitucional por meras migalhas de plástico.
Regina Carvalho- 31.5.2026 Pedras Grandes SC
Ilustração- Bernard Filho Filho
MELODIA & Emoção
Diversas foram as vezes em que citei o fato de estar ouvindo o Noturno de Chopin enquanto escrevia minhas crônicas diárias, mesclando seus a...





