quarta-feira, 15 de julho de 2026

 SENSIBILIDADE HUMANA – Gota milagrosa

Estou aqui pensando no quanto as religiões, a ciência e a tecnologia precisariam reforçar em nós um entendimento em relação ao maior milagre que o Criador ofereceu ao ser humano: a sensibilidade. Ela há muito vem se alternando e se perdendo em um retrocesso galopante rumo à barbárie. Estamos perdendo-a ou, o que é pior, sequer percebendo a sua existência.Quando se fala em sensibilidade, ela se desdobra em racional e emocional. Nenhuma tem maior capacidade que a outra, já que, enquanto uma usa o intelecto e a lógica para perceber e processar fatos a fim de reagir a qualquer situação, a outra surge como percepção que aflora a intuição e a empatia, apresentando-se como um processo cerebral ideal. Enquanto uma analisa, a outra apenas sente.Que Criador é esse que pensou em tudo, enquanto nós, sua maior e bendita criação, tão somente orbitamos no extraordinário sem que sejamos estimulados a simplesmente compreender as gotas milagrosas? Quando elas interagem, criam o perfeito, seja cognitivamente ou como consequência de toda e qualquer convivência com o restante da vida, enxergando nela o sentido maior de sua própria existência, assim como nossa presença nela.

Regina Carvalho- 15.7.2026  Pedras Grandes SC

Ilustração-IA



segunda-feira, 13 de julho de 2026

HÁ ALGUNS DIAS NÃO TENHO CONSEGUIDO ESCREVER

Tomada por uma forte virose que domina os meus pulmões, enfraquecendo-me absurdamente e roubando-me o bendito ar. Aí, nada mais tem importância a não ser respirar. No entanto, a não menos bendita mente segue o seu rumo habitual, pincelando lembranças aqui e acolá em seu recôncavo, desterrando saudades e sorrisos. Ela ainda tenta, como safada que é, trazer à tona dores e perdas. Por mais contundida fisicamente que eu esteja, forço-me a lembrá-la de que neste território mando eu, e que nele só deixo entrar o que me faz bem. No enorme baú de minhas lembranças, guardei as pérolas que cultivei. Nenhuma poeira mais permito entrar, para que eu possa guardar o fluxo de novas e futuras lembranças pelo tempo que ainda tiver de vida. Dizem que nenhum raio cai duas vezes no mesmo lugar, todavia, quando são rios de sol por serem luz, nunca tiveram limites de tempo e lugar. Esse texto dedico aos meus filhos, nora e genro pelo carinho, presença e atenção nos mínimos detalhes que têm me oferecido, não medindo esforços para aliviar o meu desagradável mal-estar. Bendita a maternidade que me ajudou a crescer, e a sogrice que tem me ajudado a aceitar os diferentes, amando-os e reconhecendo suas generosidades em me aceitarem tal como sou: uma poeta falida, mas repleta de amor. 

Regina Carvalho, 12.7.2026, Tubarão, SC.

Ilustração-IA



quinta-feira, 9 de julho de 2026


 

NO MEIO DO CAMINHO

Acordei enxergando um quadro real que em detalhes definia um autêntico paraíso e, ao mesmo tempo, havia nele de forma displicente um número expressivo de animais ameaçadores que feriam e alguns devoravam, com total naturalidade, todo aquele que distraído circulasse em meio às maravilhas existentes.

 No sonho, algumas outras pessoas articulavam diferentes estratégias de sobrevivência sem deixar de usufruir as delícias daquele local.


terça-feira, 7 de julho de 2026


 

OLHA EU AQUI!

Estou aqui pensando e olha que não tem sido nada fácil, afinal, o frio tenta congelar o cérebro, mas aí coloco um aquecedor bem próximo. 

Voltando ao assunto em questão, penso que passei grande parte de minha vida escrevendo no e sobre o amanhecer, justo por considerá-lo a parte mais significativa do dia, já que representa o milagre de acordarmos, o que para mim é um renascimento. 



 

 SENSIBILIDADE HUMANA – Gota milagrosa Estou aqui pensando no quanto as religiões, a ciência e a tecnologia precisariam reforçar em nós um e...