domingo, 8 de fevereiro de 2026
COM A CARA E A CORAGEM
...trazendo como bagagem ideias e ideais, mergulhei de cabeça na vida sem nada mais dela esperar, além de um espaço onde eu simplesmente pudesse ser o que sentia ser: apenas um ser humano querendo viver.
Mas o que seria viver?
Por que eu sentia que viver não poderia ser apenas o que, até então, haviam-me apresentado?
Ainda garota, arregacei as mangas, descalcei os sapatos, respirei fundo e me deixei mordiscar pelas piabinhas do riacho, banhar pelas águas fortes e gélidas da cascata. E, ali, definitivamente compreendi a importância dos arrepios que ambos me provocavam.
sábado, 7 de fevereiro de 2026
ADEUS
Perdi o texto
como quem perde um instante,
fugiu de mim
e dissolveu-se
no espaço invisível do virtual.
Não foi o primeiro,
não será o último.
Antes, chorei a distração,
revoltei-me contra mim,
mas aprendi, tarde, talvez
que perseguir o perdido
é desperdiçar o agora.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026
EMOÇÃO - Como se fosse a única
Abro a janela. A mata dorme sob a neblina, mas em mim ela é verde vivo, cravada nas retinas da memória.
Sorrio. Ainda estou aqui. E, mais raro que isso: não desaprendi de sentir.
Lapidei-me com o tempo, não para endurecer, mas para não cegar. Nunca deixei de olhar com o corpo inteiro.
Houve dias em que a dor entrou como punhal sem fio, rasgando por dentro sem piedade. E houve outros em que dancei com estrelas distraídas, sem gravidade.
Entre a terra seca e o céu sem correntes, vivi. Meu Deus, como vivi.
Agora estou imóvel. A manhã é branca, a paisagem se esconde. Mas as emoções, ah, essas continuam nítidas.
Ontem, trocas de olhares inesperados, com um adorável sinhozinho, uma paquera leve, um tempo que esqueceu de passar. Sorri por dentro.
Marco Aurélio diz: “Como se fosse o último ato”. Eu respondo: como se fosse o único.
Porque se a vida cessasse naquele exato instante, partiria leve, com a alma aquecida por uma deliciosa, última emoção.
Simples assim...
Regina Carvalho- 6.2.2026 Pedras Grandes SC
APENAS VIVENDO...
Pra onde eu vá morar, lá está ela, uma amoreira sempre linda e exuberante, exibindo seus frutos negros, doces e apaixonantes.
Ontem depois de paquerar e ser paquerada por um encantador sinhozinho, fui no parque de exposição com a Anna, buscar mudas de flores para colocarmos em nossas casas e de repente, sabedora da minha paixão por este delicioso fruto, lá vem a minha gravítica, trazendo a palma da mão recheada destas delícias.
Comi devagarinho, uma a uma, indo ao céu sem comprar bilhete...
Viver é isso...Estar permanentemente atenta aos movimentos da vida para não perder o transporte para o céu, afinal, ele passa vez por outra, e não espera os distraídos.
Regina Carvalho- 6.2.2026 Pedras Grandes SC
-
Em respeito aos milhares de seguidores de minha página e especificamente das lives que posto no facebook, desde 19 de agosto de 2020, se...





