segunda-feira, 20 de abril de 2026
AMORES E VALORES: Razões que não se extinguem
Cinquenta anos se passaram desde que ajudei minha sogra, Zizita, a assar uma leitoinha para se tornar uma valiosa prenda a ser leiloada na quermesse da Igreja. Por aqui, chamam de festa da comunidade e os quitutes não são leiloados, mas vendidos em um almoço comunitário servido em mesas longas, num ambiente descontraído e solidário, onde sentam, lado a lado, amigos, vizinhos, parentes ou estranhos como eu, por exemplo.
Nesta festa beneficente em louvor a São Roque, organizada pela Igreja Católica, o foco é o mesmo: arrecadar fundos para obras sociais. São oferecidos bingos e sorteios, além de churrasco variado, saladas e um cardápio de acompanhamentos de primeira ordem.
domingo, 19 de abril de 2026
O GALO CANTOU...
Neste amanhecer que, sem pressa, ainda não surgiu no horizonte, eu e o galo recém-chegado à vizinhança esperamos, cada qual à sua maneira. Eu escrevo e ele canta, ambos na esperança de ver os primeiros raios de sol.
Esta é a primeira vez que o ouço e isso é simplesmente incrível. Desde que cheguei por estas bandas, pássaros e galos se mantiveram calados; apenas o gado do vizinho e os cachorros da redondeza serviam de consolo à minha solidão e saudades do cenário diferente da minha amada Itaparica, onde os pássaros faziam questão de ser meus despertadores matinais. Eles permaneciam comigo por todo o dia, atraindo minha atenção com cantos e travessuras. Não se contentando com o imenso quintal, vez ou outra invadiam a casa em voos rasantes que me encantavam e inspiravam.
sábado, 18 de abril de 2026
MAIS UM...
Meus ídolos estão partindo e deixando o meu Brasil a cada ano mais solitário em se tratando de referências de qualidade. As novas gerações podem ter ouvido falar ou lido a respeito, mas não sentiram a emoção de vê-los em ação.
Particularmente, nunca fui uma fã fervorosa, mas desde muito cedo valorizei e absorvi o talento de alguns deles, tornando-os referências preciosas. Pensando cá com os meus botões, neste incrível amanhecer em que tenho o privilégio de contemplar o mundo ainda sob o escurinho, observo a manhã se espreguiçando com preguiça. Por aqui, no Sul, nesta época do ano, as manhãs não se fazem de rogadas. Elas desfrutam o quanto podem das carícias da noite anterior, deleitando-se nas espessas neblinas e sugando os fartos orvalhos da vegetação abundante.
sexta-feira, 17 de abril de 2026
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A desfaçatez, o favoritismo, a desconsideração pelos bens públicos e principalmente o desrespeito que estas posturas imprimem ao bem comum ...


