Eu queria ser o vento,
para soprar suavemente no teu rosto,
e sussurrar os segredos
que o meu coração não ousa dizer.
Eu queria ser a chuva,
para tocar a tua pele sem pedir licença,
e lavar qualquer rastro de tristeza
que porventura queira em ti habitar.
Eu queria ser o tempo,
não aquele que afasta ou que destrói,
mas o tempo que eterniza o momento
em que os teus olhos cruzam com os meus.
Mas sou apenas eu,
com esse querer que transborda,
esperando o dia em que você descubra
que tudo o que eu queria ser...
era o teu mundo.
Regina Carvalho- 11.6.2026 Pedras Grandes SC
OBS: Poesia escrita em algum momento de minha ainda juventude, onde a dor do abandono tentou me derrubar, mas que a poeta existente em mim desabrochou, lembrando-me que o amor existente em mim, não necessariamente existia no outro e que eu deveria me bastar com o meu imenso potencial amoroso. Deus não esqueceu de absolutamente nada em sua infinita criação, principalmente em relação a autorregeneração, somente possível a quem busca ao se reconhecer mais um milagre e este, não se desperdiça.

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