terça-feira, 31 de março de 2026

AUTOAJUDA?

Sim, por que não?

Não seria essa sabedoria milenar, gabaritada pela sensibilidade, o caminho mais rápido, seguro e sem custos financeiros que, afinal, está ao alcance de qualquer ser humano, analfabeto ou letrado?

Ao perceber, sei lá quando, pois já faz muito tempo que eu era capaz de conversar com Deus tal qual o fazia com um amigo mais próximo, minha alegria foi imensa. Silencioso, Ele ouvia e só intervinha clareando minha mente, onde estavam armazenadas outras opções, fazendo-me compreender que havia saídas. E que só eu, com minha disposição, focando nos meus propósitos, sem permitir que minha determinação fosse minada pela inércia ou pela preguiça, seria capaz de aliviar ou até mesmo eliminar, o que me consumia, confundindo incessantemente entendimentos e ações.


segunda-feira, 30 de março de 2026


 

ESCOLHO OU SOU ESCOLHIDA?

O miado da Pérola na porta do meu quarto, em Pedras Grandes, substituiu o canto dos pássaros que me despertava em Itaparica. A cada amanhecer, percebo que solidão nunca foi problema em minha vida. Logo que o dia clareia, o bezerrinho do vizinho chega mugindo seu bom dia incansável, até que eu apareça na varanda. E assim, neste início de mais uma semana santa, penso nos rituais, nos dogmas, no dar e no receber. Recordo o ano 2000, quando escrevi 220 páginas sobre Equilíbrio, Razão e Amor.

Talvez o título pudesse ter sido Determinação, Foco e Disciplina, pois esse é o tripé que sustenta o ser humano em qualquer lugar do mundo. Afinal, já que não escolhi nascer, que ao menos me seja dado o direito de escolher como viver da melhor forma possível, mesmo que diferente dos demais.


domingo, 29 de março de 2026

O FARNEL DA REGININHA

Acordei sorrindo, aliás, como sempre. Afinal, só consegui nesta vida o que busquei; e como quis e busquei o "tudo de bom" que me desse prazer, consegui. "Buscai e recebereis" (Mateus 7:7).

Diante desta constatação irrefutável, penso no quanto dediquei minha vida a querer apenas o que era bom, o que exigiu de mim o reconhecimento do real e o palpável, o lógico e o sensato para o meu bem-estar. Para isso, precisei ser exigente, detalhista e, acima de tudo, seletiva. Entendi, desde sempre, que precisaria ser fiel aos meus sentidos, geradores das minhas emoções; e estas, para desenvolverem sentimentos, precisavam estar em total acordo com a minha mente ativa.



 


 

O QUE EU ACHO?

Na realidade, já não acho mais nada em relação ao que for, além do que sinto. E ultimamente tenho sentido tanto que, de certa forma, me anestesiei para continuar vivendo sem Anafranil, Lexotan ou outras coisas más.

Desenvolvi uma terapia pessoal que me permite continuar esperando, consciente ou não, como qualquer ser humano, a morte chegar. Para não sofrer em demasia o terror do enfrentamento do fim, entretenho-me como qualquer outro, aliviando a ameaça subjetiva das incógnitas: quando será, como será.


sexta-feira, 27 de março de 2026


 

"O Olhar da Escafandrista"

Por que será que, na medida em que mais me aprofundo na terceira idade, que pelas minhas contas já adentrou a quarta, estou ficando velha e, apesar deste fato incontestável, mais nitidamente enxergo o que dantes sequer percebia ou apenas desconsiderava?

Nesse instante, lembro com saudades do amado amigo Roberto Fialho. Em um dia qualquer de 2018, ambos de pé conversando na calçada diante do prédio da Rádio Tupinambá, disse-lhe que estava ficando velha e ele, sem papas na língua, respondeu: "Ficando velha!?...". O que nos levou a partilhar boas risadas, inclusive devido à minha não menos real e imediata resposta sobre nossas sexualidades que, aqui e agora, não convém a uma senhora polida relatar. Aliás, falar bobagens em meio aos assuntos sérios sempre foi a nossa prioridade, talvez, também por esta razão, estejamos longevos.


quinta-feira, 26 de março de 2026

DE QUE LADO, AFINAL?

Ninguém, nos últimos tempos, tem me perguntado de que lado político estou. Afinal, o rótulo da "Direita" foi tatuado em mim há muito tempo. Lembro-me de 2008, quando subi felicíssima pela primeira vez em um trio elétrico na minha querida Itaparica para apoiar a candidata Marlylda Barbuda, indicada pelo prefeito da época, Claudio da Silva Neves, carlista juramentado.

Juntos, amargamos derrotas, mas, como pessoas vividas, entendíamos que quando a esmola é demais, o santo deve desconfiar. Sabíamos que, se certas fórmulas não deram certo no passado, nem mesmo com Getúlio Vargas, não haveria de dar agora. As narrativas e as promessas eram as mesmas.




 

TESOURO INIGUALÁVEL

Trinta e oito anos depois, minha pretinha gostosa vai ser mamãe. O tempo passou e os laços de amor permaneceram fortes, o carinho se intensificou e a certeza de que tudo valeu nesta caminhada se estabeleceu. Amanheço mais uma vez agradecendo a Deus pelo Roberto e pelos meus dois filhos, ganho constante de alegria e amparo em minha vida.

Tudo o mais só tinha importância porque vocês existiam. As dificuldades foram testes para que eu pudesse reforçar minhas certezas em proteger, a qualquer custo, o meu baú de preciosidades humanas. Isso me concedeu a alegria genuína do privilégio em tê-los sempre bem juntinho de mim, numa parceria incrível de aceitação das diferenças. Ainda hoje, só me é possível suportar a ausência do meu Roberto porque vocês existem cada qual com sua especificidade, margeando cada instante de minha existência.


quarta-feira, 25 de março de 2026

FLERTE... LUFADA DE VIDA

São seis horas da manhã. O dia ainda não clareou, embora o céu que avisto daqui já não esteja tão escuro. Enquanto digito, Pérola, a gata, alisa minhas pernas com seu corpinho peludo em toques sutis de carinho. Quem diria... logo eu, que sempre afirmei detestar gatos, agora me derreto de ternura por este serzinho que simplesmente não desgruda de mim.

Confesso que a inspiração imediata me foge. Não queria escrever sobre política ou educação, mas é impossível discorrer sobre a convivência sem esbarrar nelas. Busco um tema que me atraia e lembro da emoção do flerte. Aquela lufada de brisa renovadora para egos, por vezes, empoeirados. Ainda será possível mantê-lo vivo?


terça-feira, 24 de março de 2026

ESCULPINDO A NEFRITA

Acordei pensando que sentir-me evoluindo jamais significou ter que me adaptar a novos costumes por obrigatoriedade, perdendo a originalidade das minhas convicções. Estas foram esculpidas em mim a muitas mãos, durante a infância e a adolescência, parâmetros que nem sempre tiveram destreza suficiente para talhar as nuances necessárias à estrutura rígida que sempre apresentei.

Minha mãe detinha as ferramentas de modelagem, o espaço e o tempo; meu pai era o responsável por limpar o pó e os detritos gerados pela escultora em seu processo criativo, garantindo a organização e a segurança do local de trabalho. Mamãe era a definidora do estilo; papai, o mestre dos detalhes e acabamentos. E assim, ambos permaneceram unidos por 33 anos, até que o câncer os separou.

domingo, 22 de março de 2026

QUEBRANDO REGRAS

Desde sempre foi assim que me pautei, não por inconsequência, mas por compreender que muitos costumes, ações e reações não faziam sentido diante do que eu enxergava e sentia.

E então… pau na Regininha.

Desde cedo, isso ficou evidente. Ainda mais porque me era absolutamente nítido o comportamento das pessoas, muitas vezes conscientes das reações que provocavam, dependendo da qualidade de suas atuações.


sábado, 21 de março de 2026

TUDO É ESPECIAL

A neblina lentamente se desfaz, deixando as cores surgirem diante de meus olhos que, fascinados, se deixam penetrar por toda essa forma natural que, mesmo sendo velha conhecida, faz questão de se remodelar a cada amanhecer.

Exibe-se serenamente e me leva a pensar que esta foi, sem dúvida, a maior lição apreendida em minha infância. Tão poderosa que me impulsiona até hoje, a fim de não me deixar esquecer que sempre fui e serei a Regininha, conscientemente pronta a transmutar-me em novos conhecimentos, sem macular minha originalidade.


sexta-feira, 20 de março de 2026


 

BENDITO CÉU

São quatro horas de uma tarde de final de verão, nublada, mas absurdamente quente, prometendo uma chuva que há vários dias ameaça, mas não cai.

Enquanto isso, movida pela despedida de mais um verão de minha vida, aproveito para despedir-me do que até então, por motivos diversos, fui deixando ficar e que me incomoda por demais.

Despedir-me, com certeza, de uma acomodação que nutri a vida inteira, disfarçando-a com várias vestimentas a depender da ocasião. Apesar dos pesares, fui dividindo com ela uma Regininha que, moldada por uma educação tradicional, aprendeu a dizer "sim" pelo simples fato de ser mulher. Dela, mesmo que internamente esperneando, esperava-se abnegação, renúncia e um bom comportamento para não ferir, em demasia, as expectativas alheias.


quinta-feira, 19 de março de 2026

ENFARADA...

Não sei você, independentemente da idade que tiver, se vez ou outra não se vê tomado por uma sensação de enfado que, de tão forte, limita por algumas horas todo e qualquer entusiasmo. É como se nada fosse capaz de lhe motivar; uma espécie de cansaço generalizado.

Estou me sentindo assim desde ontem. É uma sensação antiga e conhecida que detesto, mas que é maior que minha vontade. Lembro-me de senti-la desde sempre, com a vantagem de ser rápida a sua retirada.


terça-feira, 17 de março de 2026


 

IMPREVISÍVEL...

Amanheci pensando na sorte que sempre caminhou ao meu lado, vez por outra dando umas escapadinhas e me deixando ao acaso dos acontecimentos, o que me levava a pensar: poxa, fiz tudo certinho e, ainda assim, estou passando por isso...
Como sou notoriamente curiosa, busco explicações e acabo encontrando não uma, mas quatro tipos de sorte: a cega, pura sorte, como ganhar na loteria; a do movimento, resultado do esforço e da tentativa de criar oportunidades; a da percepção e experiência, que nos permite reconhecer o que muitos não veem; e a magnética, quando nos tornamos tão bons no que fazemos que as oportunidades passam a nos encontrar.


segunda-feira, 16 de março de 2026

Teatro da existência

Hoje pela manhã, refletindo sobre a vida, pensei no quanto todos nós, de alguma forma, estamos no centro do palco.

Em certos momentos somos protagonistas.

Em outros, apenas figurantes tentando aprender o texto enquanto o espetáculo continua.

Escrever sempre foi para mim uma forma de compreender esse grande teatro da existência e, ao mesmo tempo, perceber o quanto nossas histórias, mesmo diferentes, se parecem nas emoções que carregamos.

Compartilho com vocês esse pequeno texto, escrito hoje cedo, acompanhado de um café e muitas memórias.

Quem sabe ele também desperte em alguém a vontade de olhar para a própria vida com um pouco mais de ternura.

Regina Carvalho

Ilustrações IA




 

domingo, 15 de março de 2026


 

ATAQUE DE PELANCA

Fazia tempo que eu não pensava nessa expressão. Talvez porque, há muito também, essa reação intempestiva tenha desaparecido de meus hábitos emocionais.

Quando menina, poderiam me chamar de birrenta. Na adolescência, de pittizeira. Já na vida adulta, de  temperamental. No fundo, pouco importa o nome. Qualquer que seja ele, trata-se sempre de um descontrole capaz de causar danos profundos ao corpo físico que, por mais forte e resistente que seja, acaba, vez por outra, deixando escapar o pus de suas feridas internas através de chagas que, se não são visíveis, certamente são sentidas.



 

sábado, 14 de março de 2026


 

SAUDADES DA MINHA BAHIA

Não que por aqui eu não esteja feliz; afinal, estou em meio a tudo que gosto: meus filhos, a natureza exuberante e, agora, na perspectiva da chegada de meu primeiro neto. Além disso, a vida ofereceu-me uma gatinha que batizei de Pérola, que já chegou trazendo dois minúsculos filhotinhos, que, se me dão trabalho e despesa, por outro lado promoveram uma mudança em minhas velhas afirmativas de detestar gatos.

Pois é… mordi minha própria língua.


quinta-feira, 12 de março de 2026


 

O Lúdico Amoroso

Acordei pensando no lúdico que contraria o provável, mas que, pela sua potência, sempre surtiu efeitos propulsores em minha vida, tirando-me por instantes do cotidiano nem sempre afável e promissor.

Há, como eu, quem dele extraia estímulos, quem deixe descortinar o improvável com nova roupagem e, com ele de olhos abertos ou fechados, deixe fluir uma realidade alegre e renovada.

Enquanto ocupo minha mente nos intervalos das labutas com o lúdico, deixo-a mais leve e esperançosa. Assim, ao retornar às atividades rotineiras, estas vão recebendo os reflexos de uma mente com certeza saudável, sem as nódoas de qualquer sentimento de fracasso, lamento ou incompreensão, já que o lúdico, incansável, alimenta a esperança.


quarta-feira, 11 de março de 2026


 

O OUTONO NEM CHEGOU

...mas o frio que tem se apresentado por estas bandas de Santa Catarina o faz parecer com o inverno, cruz credo! Se continuar nesse ritmo, sei não...

Se bem que é só pela manhã e à noite; no miolo do dia, o sol geralmente esturrica e aí só aguentam os acostumados, o que não é o meu caso. Então escrevo: assim mantenho aquecidos os dedos e a mente, porque o resto... Valha-me Deus! Só bem agasalhadinho. Ainda bem que não faltam blusas e chocolate quente.


terça-feira, 10 de março de 2026


 

MESTRE MAIOR

O dia está só começando e cá estou, esperando-o clarear. Como sempre, sinto-me inspirada pelo variado cenário que se apresenta: o bailado dos pássaros, das mariposas e, vez ou outra,  coloridas borboletas diante de meus olhos. Neste palco sem limites de beleza, ouço o som dos grilos em debandada.

Na realidade, fosse na cidade ou no campo, nas areias da praia, em qualquer beira de rio ou até mesmo da janela de minha casa, lá estava eu observando a natureza como uma águia silenciosa,  querendo devorá-la só para me sentir tão bela e sábia quanto ela.

Normal? Quando afirmei sê-lo?



 

A Águia no Riacho

O dia clareia em Pedras Grandes,
E no palco sem fim do quintal,
Onde o grilo debanda e a borboleta dança,
Busco a essência, o que é natural.
Fui águia silenciosa na beira do rio,
Banhada na chuva que ensina a crescer.
Ouvi o trovão, respeitei o calafrio,
Aprendi nos sinais como sobreviver.
Meus olhos não buscam a estética vã,
Pois a alma não sabe se camuflar.
A vibração é a bússola, 
Que me ensina quem sou e onde estou.
Derramei-me em águas, caí em ressacas,
Desviei de galhos e de ilusões.
Hoje aceito as minhas "esquisitices",
Feitas de amores e de intuições.
Não sou o que ostento, sou o que sinto.
Sou lúdica, aérea, às vezes tola, talvez.
Mas sigo os sentidos, meu elo infinito
Sendo o que sou, com toda a minha lucidez.
Simples assim.

Regina  Carvalho- 10.3.2026 Pedras Grandes SC

Ilustração IA


 

domingo, 8 de março de 2026


 


 

O BRASIL SEM VERDE E AMARELO

Acordei antes mesmo do dia clarear como de hábito, já que acompanhar o seu despertar não me cansa, fazendo-me lembrar do quanto gosto de estar vivendo.

Todavia, hoje, acordei abraçada ao meu querido amigo "Starita" que carinhosamente chamo de meu lindo francês.

Neste final de sonho, lá estávamos abraçadinhos em silêncio deixando-nos fundir através de profundas afinidades, mais poderosas que todas as diferenças evidentes e indiscutíveis, mas que aos poucos em nossa convivência foram se dissipando, abrindo espaço para uma amizade do tamanho do mundo.


sábado, 7 de março de 2026

ARREPENDIMENTO E PERDÃO

Dentre inúmeros gatilhos que tiram o nosso equilíbrio, queira-se admitir ou não, o arrependimento e a falta de perdão são dois motivadores do constante estresse emocional. Este, por sua vez, aciona a ansiedade que, por não gostar de estar sozinha, atrai a depressão. A princípio, ela parece quase inofensiva, mas aos poucos domina os espaços da mente, adoecendo-a tão gravemente que suas metástases vão contaminando fracionadamente o corpo. Enquanto atrai maior atenção para o físico, ela reina absoluta, flagelando os instantes presentes da criatura humana.



 

HOMEM X MULHER

Imensa dificuldade encontro quando penso em escrever especificamente sobre a mulher, já que desde sempre meu foco foi o ser humano na completude de seu ser, independentemente de ser homem ou mulher, pois sempre cri que um está intrinsecamente ligado ao outro, não podendo haver completude isoladamente.

Reconheço que esta minha forma de pensar está totalmente ligada à lógica biológica da própria formação física, além de uma educação doméstica ditada pelo exemplo e não por estéreis discursos. A penetração corpórea se dá de forma absolutamente adequada, produzindo ou não uma nova vida, tal qual a quase totalidade dos demais animais, e a harmonia dos relacionamentos, afora os classificados como doentios, se dá estruturada no respeito.


quinta-feira, 5 de março de 2026


 

BENDITO TEMPO

"O tempo não apenas revela o que está além da névoa; ele testa a nossa disposição de aceitar o que a luz mostra."

Infinitas ideias passam por minha mente, rapariga teimosa que insiste em, a cada dia, peneirar os desnecessários, privilegiando os espaços livres, a fim de que as delícias constatadas possam entrar e se acomodar devidamente, deixando, ainda, lugar para o próximo prazer que sempre ronda, querendo também fazer parte deste trajeto no ônibus universal do qual, há muito compreendi, sou a única motorista.



 

quarta-feira, 4 de março de 2026

EU E O OUTRO: ALÉM DO ÓBVIO

Pois é... O dia amanheceu trazendo consigo um friozinho gostoso, lembrando-me de que o verão se despede e o outono, de mansinho e a passos miúdos, aproxima-se. Ele já emite vibrações tão poderosas que balançam árvores e arbustos, deitando as primeiras folhas sobre o piso, sem necessidade de ventos ou chuvas excessivas. Apenas acirra a neblina, criando um ar de mistério que, para mim, é fantástico, pois aguça minha imaginação.

Adoro fazer ilações sobre o que poderá existir além dela, mesmo que eu afirme saber. Afinal, nada mais me parece estranho ou causa surpresa; presunçosa, creio ter gravado em minha mente todas as nuances possíveis de serem observadas.

Será?


terça-feira, 3 de março de 2026


 

BRASIL DE INFINITAS EMOÇÕES

São seis e trinta desta manhã de quase fim de verão, e me é impossível enxergar um palmo além da balaustrada da varanda, já que a neblina espessa tudo encobre, trazendo consigo um friozinho que, para mim, que gosto, é bem gostoso.

Meus prazeres não servem muito de base; afinal, como amo a vida, a quase tudo me adapto, lambendo os lábios e pensando num amém de gratidão que sou capaz de sentir quando saboreio algo que me dá prazer.


JUNHO-ENTRE O SAGRADO E O PROFANO

Acordei pensando que, mais uma vez, estou tendo a oportunidade de programar minha forma de caminhar nesta vida. Ela, que é encantadora por s...