sábado, 1 de agosto de 2026

BRASIL,

O país gigantesco e rico de tudo que se possa imaginar, repleto de brilhantes mentes e talentos em todas as áreas e, ainda assim, um país de miseráveis do analfabetismo de base e funcional, da fome e da criminalidade.

A incoerência é tão gritante que fere, pelo menos em mim, qualquer racionalidade. Então, sem qualquer lógica explicativa, recorro à espiritualidade, pedindo no mínimo que me ofereça a devida harmonia compreensiva, a fim de ir aceitando o que verdadeiramente, há muito, compreendi que não poderei modificar, mesmo que, infantilmente, com o coração repleto de fé e vontade, tenha tentado ardorosamente.


Às vezes penso que somos um povo cujo DNA seja absolutamente biltre, numa mistura de preguiça e mau-caratismo e, mesmo sabendo que evoluímos através de genes duvidosos, houve sempre uma esperança de que, com o passar dos séculos, algo surpreendente acontecesse e, em algum momento, o sentido de pertencimento balançasse as estruturas, pelo menos dos mais jovens.

 Qual nada...Com o passar do tempo, tudo o que ocorreu foi a lapidação do mau hábito, a engenhosidade de novos e surpreendentes golpes de acordo com o nível intelectual de pessoas e grupos, no entanto, com a mesma finalidade, ou seja, lucrar fácil e sem muitas dificuldades, e aí o filão político, reservado a alguns, tornou-se terra devoluta da maioria que seja capaz de alçar qualquer tipo de poder.

Somos um povo que, se não estamos roubando, no mínimo somos cúmplices, seja por uns trocados a mais ou simplesmente pela miserabilidade que nos torna reféns das migalhas sociais distribuídas.

Incrivelmente extraordinário o fato de não mais sabermos distinguir o certo do errado, fazendo destas posturas uma miscelânea que entristece e nubla qualquer esperança. Afinal, seja lá quem ganhe nas disputas eleitorais, já adentrará num sistema corrompido e logo seguirá o fluxo, afinal, o brasileiro já não sabe observar qualquer diferença a não ser aquela que possa ameaçar os seus minguados benefícios de qualquer ordem.

Se existe culpa, certamente não pode ser atribuída apenas aos políticos e sim a um povo que, por inércia, escassez de todos os níveis e ignorância, só aprendeu a avaliar músculos e bundas e os meios mais rápidos de fraudar e roubar isso ou aquilo.

Pessimista ou tão somente realista?

Regina Carvalho, 31 de julho de 2026, Pedras Grandes, SC.

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