sexta-feira, 14 de abril de 2017

CADÊ O PEIXE?


Rapaz, vai entender o povo...
Nas gestões passadas, os gestores distribuíam peixes, leite de coco e o escambal, e ainda assim, ouvia-se:
- Não faz mais que a obrigação.
- Só ganharam os parentes dos funcionários e os escolhidos.
E o blá blá blá seguia o antes, o durante e o depois.
Agora a gestora substituiu o peixe pelo Ovo da Páscoa e o povo está que reclama, “cadê o peixe? ”.
Afinal, se correr o bicho pega, mas se ficar o bicho come, não tendo como fugir da miscelânea democrática que se instalou nas avaliações dos cidadãos.
Como trabalhar com um povo sem cidadania?
Esta sempre foi a questão.
E na dúvida cruel, refugia-se o gestor no acolhimento seguro das suas também confusas visões pessoais em relação ao bem público, amparando-se nos elogios e se fazendo acreditar que está certíssimo.
E para quem tudo observa sem poder algum, resta algumas incertezas, repletas de perguntas.
- Como dar apoio a um gestor sem o lastro da idolatria sem noção?
Este com certeza será o grande desafio das lideranças políticas que se propuserem a mudar os rumos deste país.
­­- Como identificar o “reconhecimento” de uma devoção interesseira e bajuladora, da agressão e do repúdio também pela interesseira individualidade, provavelmente deverão ser os maiores desafios dos professores e mestres na construção crítica das mentes futuras.
Enquanto a educação não for o pão sagrado das transformações, com peixe ou sem peixe, seremos um povo manipulado por quem tem a vara, a isca e o mar para pescar.



domingo, 9 de abril de 2017

DOMINGO DE RAMOS E A FAMÍLIA


Todos que convivem comigo sabem que não frequento nenhuma religião e que quando sou convidada por alguma para palestrar, sempre direciono minhas palavras às reflexões a respeito da vida e do comportamento humano em meio a ela.
Não que eu tenha algo contra, muito pelo contrário, sempre acreditei que as mesmas são margens que norteiam a vida das pessoas, dando a elas direcionamento, amparo espiritual e consolo as suas aflições.
Apenas, enveredei por um caminho que acredito ser mais duro, pois por todo o tempo, encaro meus erros, numa busca permanente de aperfeiçoamento pessoal, tal qual me inspirou o homem Jesus, em sua curta, mas grandiosa caminhada vivencial, onde despiu-se das hipocrisias do convívio social, enveredando-se no entendimento da importância da vida a partir da sua e de tudo que nela reside.
Durante a minha infância e adolescência fui testemunha do respeito que todos ofereciam ao Domingo de Ramos e ainda posso me lembrar das procissões enormes que cruzavam as ruas de Ipanema, onde pessoas, famílias inteiras lá se reuniam num momento participativo de fé e até aqueles que não comungavam do catolicismo, como vários que eram também meus vizinhos, achegavam-se nos portões e janelas, num simbólico apoio.
Hoje é Domingo de Ramos, no Próximo será a Páscoa e tudo que nossas crianças e adolescentes sabem a respeito é que comerão ovos de chocolate.
Conhecer as histórias religiosas e suas tradições significa antes de tudo, “conhecimento”, “aprendizado” hoje, tão escasso em qualquer segmento humano.
E aí, a família como se estrutura se todas as tradições são simplesmente desconsideradas em troca de frases de efeito moral, doutrinária e bajuladora, mas sem a fundamentação necessária a um entendimento mais consistente?
Fatiaram Jesus e seu pai Deus, criando-se infinitas vertentes religiosas, onde a ética e a estética doutrinária se moldaram aos interesses de cada Igreja.

Isso certamente, não é evolução e tão pouco progresso.

sábado, 8 de abril de 2017

APENAS, GRATIDÃO


O sábado está esplêndido, repleto de luz deste sol ameno, que se torna pano de fundo para todo um infindável colorido que nossa Itaparica exibe, seja através de uma geografia belíssima, de um mar bendito que a abraça por todos os lados, mas principalmente por um povo que dia após dia, supera seus próprios limites na busca da sobrevivência e ainda é capaz de pensar no outro de uma forma singela, mas extremamente eficaz.
E foi sempre nas pessoas mais simples que eu e meu Roberto, assim como com o parceiro do cotidiano Eduardo, encontramos apoio a todas as campanhas solidárias que implantamos através da Rádio Tupinambá FM, levando-nos a conclusão do quanto somos felizes por podermos contar com todas estas criaturas que simplesmente nos emocionam.
Particularmente, todas as vezes que estou junto a cada uma delas, impossível não ter meus olhos marejados de lágrimas de gratidão, pela confiança que sempre depositaram em meus propósitos humanitários.
Obrigada, portanto aos amigos irmãos de alma e de fraternidade:
Conceição Sacramento-João Rivas-Piedade e família-Roberto Rodrigues e Silene-RN Refrigeração nas pessoas de Nelson e Cíntia- Nelson do Bar 3M-Néia do J. Nova Itaparica-Josemar Santa Rita de Manguinhos- Nadja de Ponta de Areia- Celma Santos e Dona Silú do Alto Stº Antônio- Roque de Amoreiras- Luiz Pina- Rosalina de Porto Santo- Rita Pé de Ouro-Jadilson Panificadora Gameleira- Newton e esposa do sacolão Maré Cheia.
Essas pessoas maravilhosas colaboraram para que na próxima quinta-feira Santa, possamos entregar roupas e alimentos como forma de participação cidadã, junto aos vizinhos que foram vítimas do infortúnio com a chegada das chuvas no Alto das Pombas, Areal, Mangue Seco e arredores.
Um agradecimento especial ao amigo Daniel, proprietário do Bar dos Amores no Alto das Pombas, que em todas as ocasiões, cedeu seu espaço e seu acolhimento para que realizássemos as promoções.
Esta união é a forma que encontramos de expressar o nosso amor a Deus.


sexta-feira, 7 de abril de 2017

POR FAVOR ACABEM COM ISTO!!!!!


Ao longo de minha vida, constatei através da mídia e mesmo de meu trabalho, inúmeras situações iguais e até piores, pois vidas foram perdidas.
O tempo foi passando e por todo o Brasil, este problema de alagamento foi se intensificando e nada, absolutamente nada eficaz foi feito para impedir que estas tragédias se repetissem.
Hoje, sinceramente estou “virada na porra” como bem fala o povo baiano, pois cheguei ao meu limite de tolerância em relação a esta política maldosa, que domina cada pedacinho deste nosso país varonil.
Esta reportagem abaixo é o exemplo descarado do abandono que Prefeitos e Governadores dispensaram à nossa cidade e que ano após ano, flagela famílias, tirando delas os sonhos e bens conquistados as custas de trabalho duro e muitas privações.
Sinto-me envergonhada dos muitos aplausos que ofereci aos políticos de posse do poder, acreditando que com aquele seria diferente.
As lágrimas desta senhora, deveriam lavar as nossas culpas por termos sido até o momento, complacentes com o abandono de nossos amigos e vizinhos, e ao mesmo tempo, oferecer a cada um de nós, a certeza de que como está, não mais poderá ficar.
O que assistimos através deste vídeo é o sofrimento transformado em humilhação, ao ter que pedir pelo amor de Deus uma ajuda como compensação da perda de seu sagrado direito de viver em paz e com a dignidade de ter sua casa preservada.
Assim como ela, quantos mais?
Estabelecer prioridades, aplicar os recursos públicos com decência em favor do povo, acabar com a politicagem vergonhosa, creio ser o mínimo que se pode esperar em uma cidade pequena, cujos valores estão atrelados a um viver simples e respeitoso.
Tudo muito lamentável ...
Tudo muito vergonhoso...

E não me venham falar de amor e muito menos em Deus, por que tudo isso é perverso e inimaginável na mente de quem verdadeiramente gosta e pensa no melhor para os seus semelhantes.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

NEM TUDO BEM, NEM TUDO MAL


Apenas como sempre nos piores dias. E quem disser ao contrário, certamente creio que deva estar em outro planeta, que não este que abriga a nossa amada Itaparica.
De repente, os petistas repetem tanto seus feitos magníficos, negando veementemente seus desmandos, que, talvez, tenhamos aprendido a enxergar tão somente o que nos convém, num exercício contínuo de sobrevivência, como argumento único dos naufragados.
Mas espera aí, por favor que me entendam, antes de se voltarem para me malhar, mesmo antes do sábado de aleluia, pois não sou Judas e tão pouco Pôncio Pilatos, sou tão somente uma cronista insistente, que a tudo quer ver, mas muito pouco consegue enxergar, já que as falácias são muitas, confundindo-se com as realidades grotescas que ferem as vistas, doem os ouvidos e entristecem a alma.

E ainda não querendo sair da Bíblia, lembro-me de Filipenses 4-13 (Tudo posso naquele que me fortalece), derradeira esperança para quem também insiste em não perder a fé.

terça-feira, 4 de abril de 2017

QUE FIM LEVOU ?

A Carroça e a camionete, foram compradas na gestão de Claudio Neves. Como não foi usada na gestão de Vicente Gonçalves e muito menos do Raimundo da Hora, bom seria que os senhores vereadores, buscassem seu paradeiro, pois se sumiu, alguém certamente é responsável.Everaldo Camarão e demais edis, por favor nos ajudem a esclarecer o mistério. Caso a gestão atual tenha comprado ambas, certamente existem notas com dispensa de licitação, pois não teria tido tempo hábil para fazê-lo. Quanto aos cavalos sempre terem existido, é verdade, até porque, sempre fui também uma incansável pedidora de socorro, todavia, se formos pensar assim, é melhor colocar o dinheiro da arrecadação na poupança, dispensar todos os funcionários extras e mandar nossos governantes descansar em férias remuneradas e deixar a cidade como sempre esteve, a meia boca de uma real e efetiva evolução de hábitos e costumes. Cobra-se desta gestão, justo porque ela existe para atender as necessidades dos munícipes e é natural que queiramos algo melhor. E aí, não reside partidarismo, implicância ou qualquer outro sentimento que não seja o direito inegável de se pedir esta ou aquela providência. Todavia, se formos como cidadãos nos tornar vigilantes de cada canetada que for dado na administração, estaremos deixando nossos valorosos vereadores sem ter o que fazer, pois ganham e muito bem para checarem as lisuras das licitações e demais compras e pagamentos. venho acompanhando as redes sociais e até em alguns momentos também aderi as cobranças, mas precisamos conscientemente dar a Cesar o que é de Cesar, evitando exageros de nossas partes, pois caso contrário, seremos desconsiderados como reais mandatários de nossa cidade.

O DESPERTAR


É prerrogativa do chefe do executivo a escolha de seu estafe de secretários e assessores diretos, indiretos e etc. e tal, todavia, não seria nada ruim se os mesmos fossem oficialmente apresentados ao povo, quando de suas nomeações, onde fosse possível os conhecimentos de suas qualificações, afinal, irão trabalhar com o gestor, mas em função do bem público ou pelo menos é esta a “lógica da coisa”, até porque, seus salários e salamaleques especiais serão pagos com o erário público.
Quando de suas dispensas, a mesma satisfação deveria ser oferecida ao povo, pelas mesmas razões, acrescido do fato de que na realidade a não satisfação dos motivos da dispensa cria uma espécie de amargor, pelo que parece ter sido um desperdício do mesmo erário que tão caro custa ao povo brasileiro, especialmente, os das cidades pequenas, cuja aproximação é inegável, criando uma outra sensação desagradável de sentir-se lesado de alguma forma.
Estes sentimentos danosos quando exteriorizados são através de uma raiva disfarçada em indiferença ou falsa aceitação, mas que na realidade são energias que se propagam como rastilho de pólvora, quando finalmente o povo decide dar um basta aos hábitos velhos e sistemáticos.
Quem é quem, ficam os cidadãos se perguntando pelas esquinas, bares e calçadas, num murmurinho cujo som só é ouvido quando a reversão já se faz quase impossível, levando-me a pensar o quanto é perigosa a ascensão ao poder de qualquer natureza, pois nubla o senso avaliativo e deixa aflorar a vaidade de se sentir em uma corte dourada, onde o brilho que emana é oriundo do ouro dos tolos, cegando até mesmo a mais astuta das criaturas, se atenta ela não permanecer.
Moral da reflexão:
Enquanto o povo dormia ou se anestesiava ao som dos trios elétricos e das partidas de futebol, tudo era possível no quartel de Abrantes, mas quando o povo desperta do torpor que o neutralizava é como o despertar de tigres e leões, impossível de se evitar o seu bocejo.