A vida cobrava o preço, e eu pagava
em silêncio, ou no grito da coragem.
Ora a alma cansada se curvava,
ora o medo guiava a minha viagem.
Mas nunca houve fuga ou lamento,
apenas o peito aberto ao que era justo.
Pois no erro, nascia o entendimento,
e a evolução valia qualquer custo.
Em conversas que o tempo veio trazer,
entre risos e asneiras do passado,
vi que a estupidez era o próprio aprender
a redimensionar o valor conquistado.
Pois o sistema impõe muros e medidas,
cantos apertados onde o ser não cabe.
E as paredes, por nós tão marteladas,
são limites que só a ignorância sabe.
Hoje entendo a lição que o tombo ensina,
seja qual for a geração ou o motivo.
A essência que a vida enfim esculpe e refina
faz do erro o solo mais fértil e vivo.
Pássaros não derrubam paredes de aço,
eles buscam o céu e a própria verdade.
Não fomos feitos para ocupar um espaço,
mas para habitar nossa própria liberdade.
Regina Carvalho- 8.5.2026 Pedras Grandes SC
Ilustração IA

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