Afinal, é o que se espera. Depois das 10 horas da manhã, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, presididos pelo excelentíssimo Ministro Edson Fachin, conduzirão uma sessão com certeza histórica. Jamais, antes disso, algo sequer semelhante aconteceu. Tratava-se, pelo menos no imaginário do povo brasileiro, de um dos poderes mais impolutos.
Pois é... Como diz o ditado: "Quem tem telhado de vidro não atira pedras no do vizinho".
Todavia, agradeço a Deus que seus protagonistas tenham, amparados na sempre impunidade, com força redobrada, jogado não apenas uma, mas milhares de pedras, principalmente nos últimos tempos, pois só assim o telhado finalmente se espatifou.
Percebo e atesto que o poder realmente destampa a vaidade, a arrogância e o absolutismo em crer-se acima de tudo e de todos, onde a real justiça parece não alcançar. Com isso, eles relaxam até mesmo no bom senso de se resguardar.
E aí, bem... Nas cozinhas das autoridades e dos mandatários da nação, as panelas de pressão nos diversos fogões partidários e financeiros explodem todas de uma só vez. Jogando nos tetos dos poderes os grãos queimados das improbidades compartilhadas, ficando claro que uma limpeza urgente precisa ser feita, num verdadeiro "salve-se quem puder".
Desta vez, o cheiro podre do chorume, sempre jogado para debaixo dos ricos tapetes dos banquetes das improbidades, infiltrou-se nos porões e precisa ser removido urgentemente.
O povo decepcionado, no que me incluo e não é de hoje, haja vista os escândalos envolvendo o Ministro Gilmar Mendes num passado recente, espera ansioso a dança dos vampiros. Estes, com suas capas negras, deixaram de parecer decanos da Constituição para se tornarem cúmplices declarados das improbidades que lhes garantem a continuidade e a expansão de seus ilimitados privilégios.
Será que desta vez "a porca torcerá o rabo", indicando o ponto crítico de inúmeros acontecimentos e desmascarando as inverdades responsáveis pelas infinitas dificuldades que sempre foram traves a um real desenvolvimento nacional? Ou, mais uma vez, cada ministro, proferindo palavras academicamente jurídicas, engabelará a opinião pública sob a proteção cúmplice de uma mídia, de um Congresso e das Forças Armadas?
Sinceramente, espero com o coração na mão que, se eu me mantiver atenta e consciente neste 15 de setembro, sobreviverei para, em 4 de outubro, expressar nas urnas o meu parecer final, mesmo não sendo obrigada devido à idade.
Afinal, meu voto é tudo o que me resta.
Regina Carvalho- 15.9.2026 Pedras Grandes SC
Ilustração- IA
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