(Homenagem a Sebastião Roberto)
Não conto os anos de ausência,
mas os de presença que ainda sinto.
Oitenta e duas primaveras de uma essência
que floresce em mim, num laço indistinto.
Fomos o porto, o barco e o mar,
desde os meus dezesseis e os seus vinte e dois.
Aprendemos que amar é, acima de tudo, cuidar,
sem deixar o "nós" para depois.
O cotidiano mudou de tom,
o silêncio ocupou o lugar da voz,
mas o que vivemos foi tão bom,
que o amor ainda vela por nós.
Parabéns, meu eterno Tião,
por ser a saudade mais doce que carrego na mão.
Regina Carvalho - 6.4.2026 Pedras Grandes SC

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