segunda-feira, 28 de junho de 2010

VIDA E EMOÇÃO

Hoje é um dia aflitivo para o povo brasileiro.
Será que a seleção vence o Chile, passando, assim, as oitavas de final?
Não sei não, por mais que eu queira ser otimista, sempre me lembro da seleção de Camarões que nos mandou para casa.
Lembrando o passado?
Claro, é preciso não esquecer que nosso time está bem fraquinho e achar que o Chile vai atuar tão mal quanto na copa de 98, quando então o Brasil ganhou de 4x0, aí, bem, é muito otimismo, mesmo para mim que sou muito burrrinha em futebol, se bem que nessa copa já acertei a previsão de 02 jogos e vocês são testemunhas, infelizmente para nós todos.
Rogando a Deus e ao estímulo salarial de nossos meninos, que eles coloquem um pouco de arte e mais garra nas técnicas que parece todos já terem em suas atuações.
Ah! e não cair na besteira de dar cotoveladas, caneladas, porque, afinal, pra que correr o risco de uma expulsão, cartões vermelhos e mesmo faltas perigosas.
Quero muito que o Brasil ganhe, pois esta vitória irá refletir-se nos ânimos de cada brasileiro, colorindo de verde-amarelo por um bom tempo os corações de todos nós.
A edição do VARIEDADES do mês de junho, já deveria estar circulando desde o dia 24/06, mas fazer o que se a capa é justo o hexa?
Hoje, vencendo ou perdendo, no final da tarde vai para a gráfica e se Deus quizer,na quarta -feira, no último dia do mês, estará como nas 72 edições anteriores, circulando e nos cobrindo de orgulho e prazer.
Essa copa mensal, onde ultrapassamos todas as etapas das inúmeras dificuldades, sempre tem sido vencida, graças ao apoio, que não deixa de ser uma torcida entusiasmada, que são nossos anunciantes e, é claro, de nossa arte e garra que não nos deixou desanimar nem tão pouco afrouxar o corpo, a alma e o coração.
Futebol e jornalismo se entrosam tão bem porque, tanto um como o outro, expressam vida e emoção.
Vamos lá Brasil!

sábado, 26 de junho de 2010

CRÍTICA OU ELOGIO, SEI LÁ...

Se somos médicos, engenheiros ou coisa e tal, parece que as pessoas não traçam, de um modo geral, perfis avaliadores ou simplesmente nem pensam que precisam fazer este ou aquele comentário a respeito de nossos desempenhos profissionais, a não ser, é claro, que fiquemos famosos para o bem ou pelo mal, para que sejamos alvo ou centro das atenções mentais de alguém.
Pois é, mas quando exercemos como ofício qualquer expressão que requeira o toque artisticamente emocional, ou seja, o que quero dizer é que de alguma forma estejamos utilizando a nossa alma como condutora de nossa expressabilidade profissional, tornam-se absolutamente necessárias as criticas, mesmo que veladas, aos escritores e, mais precisamente, aos escrivinhadores do universo, que são aqueles que, como eu, passam seus instantes presentes tão somente fazendo registros instantâneos de seus sentidos.
Nossa..., compliquei.
Bastava sintetizar, dizendo:
- Ainda bem que somos notados, nem que seja para uma crítica prá lá de desconsiderativa como, por exemplo, fui alvo nesta manhã de sábado, em que alguém me disse que o que escrevo é bem a minha cara.
E como é a minha cara?
Boa bonita, chata, aborrecida, ótima ou uma merda?
Pois é..., isto é que chamo de comentário infeliz, acerca do que escrevo, já que deduzo que para cada criatura meus escritos devam ter conotações bem distintas e nem sempre muito apreciadas, já que não me preocupo em momento algum em ser politicamente correta, não por agressão, contradição ou desconsideração aos critérios dos demais, mas tão somente porque, quando escrevo, não penso,apenas deixo fluir a tal da alma, que tudo em si tem registrado e que se permite espelhar.
Que coisa, heim!
De repente, lá vem um comentário esdrúxulo, justo por não parecer franco, camuflando-se em talvez num falso elogio, o que certamente machuca a pessoas como eu, que fazem de suas escritas um eterno poema de amor à vida e que em momento algum se prepara para a rudeza que sabe existir, tanto que descreve sempre que encontra, mas que lhe parece muito distante, assim como uma das muitas histórias que vê acontecer, bem fora do alcance magoador.
Neste instante, lembrei-me de Márcia de Windsor, jurada dos anos sessenta de Flávio Cavalcante, animador de programas de auditório. Ele era o máximo da TV, acho que TUPI. Alguém da época se lembra da loura platinada, sempre muito lindamente vestida, que só dava nota 10 aos calouros, falava manso e chamava as pessoas de meu amor?
Eu a achava maravilhosa, mas outros a consideravam uma chata metida a certinha e muito falsamente melosa.
Assim são os escritos, as encenações, as pinturas, as esculturas e todas as culturas que, afinal, refletem o melhor e o pior de seus executores.
Enfim, este tipo de pessoa se expõe, não dando muita bola pro azar, é o que pensam os outros, pois na verdade sentem muito mais profundamente todos os tipos de agressão, da mesma forma se realizam com uma pequena atenção, pois por menor que seja é sempre um enorme estímulo, como um beijo ou um afago carinhoso.
Nossa, Regina, deixa de ser piegas, tudo isso porque sua cunhada não lhe disse como é a sua cara?
E daí, pense um pouco, qual a diferença que fará, nesta altura da vida, saber se para ela sua cara e seus escritos são assim ou assado?
Um pouquinho tarde, não acha? Quarenta anos depois.... no mínimo, você deve ter compaixão para com a coitada que precisou ler por todo esse tempo o que você escreveu, tendo diante de si a sua cara. Coitada, não deve ter sido fácil se foi uma crítica, assim como foi uma fiel admiradora, se foi um elogio. Pois, cá prá nós, cunhada não é parente, de repente é só um encosto que precisamos suportar, em nome do amor familiar que precisamos manter para nos sentirmos mais amparados neste mundo de meu DEUS.
Pelo sim, pelo não, dou uma olhadinha no espelho,só para conferir a minha cara.
Ainda bem que ela me conhece o suficiente para desconsiderar o fato de que nesta manhã ela me ofereceu um gancho para mais uma escrita, afinal, confesso,estava sem inspiração.
Obrigada cunhada, e um BOM DIA, com ou sem a minha cara.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

NADA COMUM

Do terraço do prédio era possível de um lado apreciar a mansidão das águas da Lagoa Rodrigo de Freitas e, num girar de calcanhares, deparar-se com as ondas agitadas do mar de Ipanema e ao tombar para trás a cabeça, lá estava o céu, normalmente brilhante, a coroar toda aquela beleza.
As vezes, quero dizer muitas vezes, deitei-me de frente para o sol, até perder a visão de tanto desejar recebê-lo em minhas retinas de criança e depois, menina-moça, curiosa em desvendar o que possivelmente haveria por dentro ou através dele.
Os olhos se enchiam de mil estrelinhas escuras e piscantes, efeito devastador à qualquer visão, mas não à minha que, antes de sentir medo de uma cegueira anunciada por minha mãe, não poderia dispensar tamanho espetáculo. E se o preço fosse a cegueira, que sequer poderia avaliar, que viesse então bendita cegueira, após a felicidade suprema de penetrar o sol e, por instantes, a ele pertencer.
Fechava-os, então, deixando a mente voar por entre o imaginário de menina filha única, rapa do tacho, princesa do lar.
O vestido esvoaçante na cor azul, bem clarinho, imitando o céu, moldava o meu corpo que rodopiava por um salão imaginário, tendo o universo como piso e um galante cavalheiro sem rosto a me conduzir, bem aos moldes dos musicais americanos que impressionavam as meninas dos anos cinquenta.
Ah! só suspirando ... Afinal, ainda é bom demais até hoje poder relembrar o poder que o romantismo exercia em nossas cabecinhas.
Nada era comum ou corriqueiro, tudo era especial, sem pressa de acabar logo.
Ah! beijar era um ato que se arrastava em profundas emoções, antes de acontecer, levando-nos a ensaiar inúmeras perspectivas, pensando por todo o tempo em como seria, e depois do acontecido, permanecia mágicamente nos acompanhando, tirando a concentração, fazendo-nos percorrer fantasiosamente um mundo de lindas ilusões.
Como foi bom, meu Deus, ser uma menina nos anos cinquenta e uma linda adolescente nos anos sessenta, podendo ter como cenário constante os mistérios do mar de Ipanema, o requinte da Lagoa Rodrigo de Freitas e a aura de um Rio de Janeiro que mais parecia um principado dos contos de fadas, que o modernismo fez crescer e perder o brilho.
Fecho os olhos e, simbolicamente, fecho a cortina das recordações, podendo a qualquer momento abrí-la, como se minha mente fosse um palco e eu a diretora de cena.
Por que não?
Como é gratificante, ter o que recordar! Revive-se mil vezes grandes momentos, fantásticas lembranças, gloriosas emoções que nos tornam mais doces e tolerantes frente ao imponderável e, com certeza, mais encantados com o fato absolutamente banal de estarmos vivos.
Se adcionarmos a estas lembranças o som das músicas orquestradas por Rey Connif ou Glen Miller, bem ... aí é que a perfeição se apresenta e tudo que nos resta é simplesmente nos dobrarmos ao fato indiscutível de que, dentre tantos, somos os privilegiados e que não podemos e não devemos ocupar sob nenhuma circunstância o lugar comum, que nos dias atuais é banal e absolutamente comum.
Que o dia de hoje tenha sido suave e que o Brasil ganhe amanhã de 2x1, se bem que acho que empataremos com Portugal. Brasileiro gosta de fazer corpo mole e como já estamos classificados ..., tudo é possível.

terça-feira, 22 de junho de 2010

BANDIDO DE ANTIGAMENTE

Já não se faz mais bandido como antigamente.
Ainda me lembro, sinceramente até com saudades, do tempo em que o Rio de Janeiro era dominado pelos bicheiros Anísio, Castor de Andrade e alguns poucos outros de menor status, cujos nomes não me recordo, até porque não atuavam na zona Sul, onde nasci e me criei.
Em cada esquina, infalivelmente, lá estavam um ou dois capangas, normalmente sentados em um banquinho de madeira, caneta na mão e bloquinho pequeno de papel, fazendo anotações do jogo do bicho, que os moradores de cada pedaço da rua, do bairro e da cidade não deixavam de fazer.
Mais que um vício, jogar era um hábito diário de qualquer dona de casa, fosse quem fosse na hierarquia social, se bem que a "madame" se servia dos empregados para não se expor ao vivo e a cores, mas que o apontador do bicho, como eram chamados, sabiam de cor e salteado de onde partia a "fézinha".
Normalmente, o apontador, capanga ou seja lá a extensão de suas atribuições, era alguém sempre querido nas redondezas, pois sempre gentis e simpáticos, eram os olheiros dos pais na vigilância de seus filhos nas brincadeiras de rua.
Guardiães das residências, pois durante seus horários de trabalho, vagabundo não se atrevia a aparecer.
Sempre respeitosos, jamais se ouviu falar em qualquer tipo de abuso de poder, mantinham só com suas presenças emblemáticas a paz que todos usufruiam e, por isto mesmo, conpensavam tais criaturas com mil agradinhos, que ia do café com pão quentinho logo pela manhã, ao almoço variado. No natal, me lembro, jamais eram esquecidos e por serem sempre os mesmos por anos a fio tornavam-se, de certa forma, parte integrante da vida de todos nós.
Bons tempos em que bandido pensava e se fazia respeitar, não apenas pelo que era capaz de destruir, mas principalmente pelo que era capaz de evitar. Conviver com um chefão era mais seguro que com a polícia, que, já naquela época, estava bastante desgastada, repleta de oficiais concorrendo com a bandidagem, mas nem mesmo eles eram capazes de desafiar o cerco de segurança que o chefão impunha em seu território.
Tempos bons, onde não me lembro de ter sentido medo.
Das janelas abertas e sem grades.
Das aventuras pitorescas logo depois do jantar, nas inesquecíveis corridas de submarino que a juventude desfrutava em toda a extensão da orla do Arpoador e Ipanema.
Das caminhadas solítárias que fazíamos até os clubes AABB, Monte Líbano e Caiçaras, na Lagoa Rodrigo de Freitas, para o banho de piscina, a ginástica, o volei ou o tenis que eu tanto adorava.
E as domingueiras que coloriam as tardes monôtonas de domingo, onde aprendi a gostar dos Holling Stones, de Roberto Carlos e da turma da Jovem Guarda.
Tudo era tão seguro e mágico.
Bons tempos, que foram sendo minados pela diversificação mafiosa dos negócios da bandidagem, direcionando interesses a um ganho mais expressivo, chamado DROGAS.
A partir daí, tudo foi mudando, ainda me lembro que no inicio dos anos 70, já não era possível encontrar-se com constância os tais empregados, sentados em seus banquinhos.
De repente, outros tipos aparecerem, usavam óculos escuros, as caras sempre fechadas e mais nenhuma conversa ou simpatia. Com estas criaturas, foram também chegando a indiferença, o silêncio e a violência.
A polícia descarou de vez, propinando nas esquinas aos olhos de qualquer um, na certeza da impunidade e no poder da coação. Chefões foram presos, depois assassinados, e o que antes era acordado, passou a ser cobrado com a posse e domínio, no aumento constante de atuação dos territórios.
Todas estas lembranças advém do fato de eu estar assistindo o mesmo filme outra vez, em proporções aparentemente mais lentas, menos volumosas, lêdo engano.
O território é pequeno e os marginais são muitos, assim como a natureza bandida já se forma calcada em uma competição um tanto burra, pois é gananciosa e sem amparo local.
Mafioso que se preza,cuida do seu rebanho, parede protetora, véu encobridor.
Não vai demorar muito para uns detonarem outros, pela esquina, pela praia, pelo beco, pela rua, igualzinho nas favelas, como bandidos de terceira.
Que saudades, meu Deus, do bandido de antigamente, que vestia terno e gravata e nem por isto fazia discurso e se elegia político, preferindo o status de poderoso chefão, cercado de todo um povo que lhe dava proteção.
Ah! que tristeza, meu Deus, pelo emburrecimento e por terem se tornado escória.
Lixo difícil de ser varrido, pois sem identificação, se tornam qualquer um, por todos os lados, em qualquer lugar.
Pois bandido que se preza, cria escolas e doa emoção, promovendo o seu território, se protegendo também.
Quem se lembra de Tenório, o homem da Capa Preta e da "Lourdinha", a mais famosa das sub-metralhadoras?

segunda-feira, 21 de junho de 2010

TÂO SOMENTE

Silêncio?
Nada disso. O barulho é simplesmente ensurdecedor.
Pouca ou coisa nenhuma é a nossa percepção.
Quando a noite chega, vem pelo caminho despertando mil vidas que, ainda sonolentas, vão se apresentando lentamente, formando um coro gigantesco, caracterizado pelo som constante dos grilos que aos nossos ouvidos parecem únicos.
O cão do vizinho late rouco, como se estivesse resfriado e talvez esteja, exposto que permanece preso a correntes de aço, inclusive no sereno destas noites frias de inverno.
Não se ouve um só murmúrio humano.
Os dias transcorrem silenciosos e sem movimentos humanos, além dos meus próprios que de tão acostumada, nada mais ouço de mim mesma que não seja interno.
Converso por todo o tempo com minha mente irriquieta, que se recusa a parar de pensar no que é capaz de absorver através do pseudo silêncio que me envolve.
Tudo por aqui aparentemente é sempre igual, até o canto dos grilos, o coachar dos sapos e pererecas, o latido do cão do vizinho.
Todavia, a variedade de sons e movimentos são intensos e eu, em companhia de minha mente, circulo por entre eles com a intimidade de quem com eles convive tempo demais, para se sentir solitária.
Intimidade prazerosa que aprendi a gostar de ter com minha mente ainda garota, lá em Guapí, à beira do riacho, sentindo o salpicar das gotas benditas que em mim espirravam vindas da cachoeira, arrancando arrepios de prazer através do friozinho constante que aquele pedacinho de floresta sabia produzir.
Que infância maravilhosa me foi proporcionada, MEU DEUS!
Quantas belezas pude vivenciar, quanto amor me dispus a receber.
Hoje, vou variar, desejando tão somente, Boa Noite!

POR QUEM OS SINOS DOBRAM

Ontem, domingo, foi um dia especial para mim e com certeza para muitos os que estiveram na Sede do Alto para receber o candidato Paulo Souto.
Quem me conhece um pouco, sabe que mantenho uma certa reserva em relação a políticos, afinal, jamais escondi que os considero uns caras de pau, o que comprovei na pele, quando me decidi a concorrer à Câmara de Itaparica.
Quando se sobe pela primeira vez em um palanque, cremos que não vamos dar conta do recado, mas uma vez superado o medo, a sensação de insegurança, e etc e tal, logo nos tornamos íntimos do microfone e da sensação de poder do qual se é dominado.
E cá prá nós, é bom demais!
Pois é, aí mora o perigo e que leva a maioria a abraçar esta atividade de forma inconsequente e absolutamente desvinculada com os reais comprometimentos que um legítimo representante público deve possuir, surgindo, então, os espertinhos que fazem desta experiência fantástica um aprendizado dinâmico, onde o respeito pelo bem público se perde e o sentido do coletivo desaparece, e aí, vários talentos absolutamente expontâneos são sufocados, para dar lugar à ganância, que como parceira constante da indiferença, libera ideias, matando ideais.
Que pena...
Paulo Souto, José Ronaldo, ACM Neto e Bruno Reis felizmente estão em um patamar de comprometimento pessoal e público.
Ainda bem!

sábado, 19 de junho de 2010

Época do voto...

Lá vem Dona Regina, bater na mesma tecla: educação, repressão, orientação, vigilância, comprometimento, decência, respeito político, ética e blá,blá,blá...
O povo, aquele que mora na Juerana, na casa de barro sem piso, sem mesa, sem cama, sem fogão ou geladeira, sem mesmo ter o feijão como certeza no dia, lá quer saber de política?
Do que faz o político além da merreca que dele pode tirar nos períodos eleitorais?
O trabalhador de carteira assinada, sonha com o 13º salário para comprar um pedaço de seus sonhos, enquanto isso, o miserável, o sem nada, vibra nas eleições de dois em dois anos, para ganhar, a seu modo, também um pedaço de seu sonho, se assim pode se chamar uma telha de amianto, um pedaço de jabá, uns trocados para a pinga.
E aí, o que pode interessar a estas criaturas, além de seus sonhos imediatos, tendo seus desejos saciados.
O buraco não tapado? Ele aprendeu a saltá-lo.
O lixo não retirado? Ele sequer se apercebe, nem mesmo à sua porta.
A escola está uma droga? Ele nela só reclama por não ter merenda.
E o médico, a enfermeira, o band-aid e o remédio?
Ele reclama, mas já se acostumou a só ter em caso de muita urgência lá no HGI.
Mas outubro está chegando e com ele o político, ave de rapina certeira que joga pouca ração para o gado faminto, buscando o voto então garantido.

DESSA ÁGUA EU NÃO BEBEREI

Ir a um restaurante sozinha, talvez a uma sessão de cinema ou teatro. Entrar, todos os dias, num apartamento vazio, quem sabe com um cachorr...