quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

JESUS E EU...

Bom dia!

Quando publico esta música, sei que muitos pensam que me refiro a uma pessoa que por ventura, eu tenha me apaixonado. No entanto, não é bem assim.

Na realidade, em um certo dia do ano de 2003, já em Itaparica, recebi de um novo amigo e vizinho uma Bíblia e, junto dela, a sua insistência para que eu o acompanhasse, com a esposa, a um culto evangélico.


Confesso que, naquela época, num misto de educação e gratidão pela forma simpática e fraterna com que receberam a mim e à minha família, lá fui eu. E, se não me converti, com absoluta certeza, me apaixonei.

Daquela noite em diante, desejei ardorosamente conhecer a história daquele homem bíblico, cuja imagem “hollywoodiana” nada me dizia além do que eu já conhecia por meio de filmes e representações. Mas a sua trajetória… essa aguçou profundamente a minha curiosidade.

Foi através do Novo Testamento e, especialmente, das supostas narrativas de Mateus, que me rendi ao seu fascínio. Li e reli tantas vezes que, abusadamente como não poderia ser diferente vindo de uma Regininha, lá estava eu escrevendo um livro que intitulei “Jesus e Eu”.

Nele, coloquei a minha própria visão daquela figura icónica que me arrebatou ao ponto de querer compreender, verdadeiramente, o real propósito da sua vida terrena. Para isso, precisei também conhecer Paulo de Tarso, aquele que foi responsável por eternizar a sua caminhada de luz.

E assim nasceu Paulo, o Convertido.

Hoje, quase vinte e três anos depois, agradeço a falta de recursos para publicar ambos. Afinal, nesses anos que se seguiram, em leituras constantes, fui evoluindo nas minhas percepções e estas, por sua vez, fizeram-me evoluir como pessoa.

Descobri, fascinada, o significado maior da vida e da liberdade de vivê-la plenamente, sem a necessidade de intermediários, templos ou narrativas pinçadas meticulosamente para convencer. Afinal, Jesus, o andarilho desletrado, nada mais fez do que encontrar Deus em si próprio e tal descoberta não poderia ficar só para si.

Daí a sua peregrinação…

Descobrir Deus como consciência das próprias ações e reações foi a motivação que o levou à morte, pelo perigo que passou a representar. Ser integralmente responsável pelas próprias escolhas assustava, mas, acima de tudo, libertava.

Jesus derrubou a hipocrisia, o medo e a insegurança. Mas, sobretudo, desfez a cegueira que essas emoções provocam nas vidas humanas, impedindo-as de serem livres para amar e ser amadas.

Concluí, estarrecida, mas absolutamente em paz, que ele realmente se deixou matar para nos salvar, não dos pecados da humanidade, mas pela coerência da sua existência em conformidade com a consciência da sua grandiosa descoberta.

Ele compreendeu o ciclo ininterrupto da vida, conseguindo separar, com igual valor e grandeza, a matéria do espírito e este, comandante-em-chefe dos atos, emoções e consequentes sentimentos. Milagres possíveis de serem promovidos por cada ser humano devoto ao Deus que nele reside.

Amanhã, 25 de dezembro, a humanidade cristã celebra o seu nascimento. Rogo a cada leitor que generosamente me lê que busque conhecer um pouco mais a vida e a trajetória desta pessoa incrível, a fim de, como eu, adentrar no mundo mágico de uma vida plena e compreender, finalmente, a única e contundente mensagem que ele pregava em sua caminhada:

“Ame a Deus acima de tudo (a ti mesmo) e ao teu próximo como a ti mesmo.”

E esse próximo pode ser humano ou não. Porque, afinal, tudo o que realmente importa é a vida e ela está ali, aqui ou acolá, onde quer que estejamos.

Regina Carvalho- 24.12.2025  Pedras Grandes SC

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